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A Paz Que Excede Todo Entendimento?

A Paz Que Excede Todo Entendimento

O que é a paz que excede todo entendimento?

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.

O que fala em Filipenses 4 7?

7 E a a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.

Quem disse a paz que excede todo entendimento?

Última modificação 2021-04-30T13:46:46-03:00 Reflexões – Pastoral Universitária «Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vô-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.» João 14:27 Paz é uma palavra maravilhosa. Significa tranquilidade, confiança, despreocupação, serenidade, mansidão e segurança; que palavra rica! O texto de João 14:27 foi dito por Jesus.

  1. Mas o desejo Dele não é que os apóstolos tenham paz simplesmente, mas que eles tenham a paz Dele mesmo, por isso diz: deixo-vos a paz, a minha paz.
  2. A paz que habita em Cristo.
  3. Então, não estamos falando de uma paz com os seus significados que conhecemos, mas a paz de Cristo.
  4. Como diz o apóstolo Paulo em Filipenses 4:7: «A paz que excede a todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.» E neste texto o apóstolo Paulo traz uma informação a mais: a paz de Cristo guarda os corações e mentes, mas não é que a paz de Cristo nos proteja como um escudo ou uma armadura, é que a paz de Cristo nos proporciona participar da natureza do Senhor Jesus Cristo.

É como Paulo diz, esta paz excede todo entendimento. Não deixamos de ser nós mesmos, não teremos a nossa individualidade usurpada, mas participaremos da natureza divina que constituía a mente de Cristo em nós mesmos. Ou seja, seremos transformados em maturidade, graça e amor.

O que diz Filipenses 4 4 8?

Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.

Qual é a verdadeira paz?

Imagem Jesus Christ in a crowd A aspiração celestial das pessoas boas de toda parte foi e sempre será a paz no mundo. Jamais devemos desistir de tentar alcançar essa meta. Porém, o Presidente Joseph F. Smith (1838–1918) ensinou: «Nunca jamais esse espírito de paz e amor () poderá ser levado ao mundo enquanto a humanidade não receber a verdade de Deus e a mensagem de Deus (), reconhecendo Seu poder e autoridade, que são divinos».

  • Esperamos e oramos sinceramente pela paz universal, mas é como indivíduos e famílias que alcançamos o tipo de paz que é prometida como recompensa da retidão.
  • Essa paz é uma dádiva prometida da missão e do sacrifício expiatório do Salvador.
  • A paz não é apenas segurança ou ausência de guerra, violência, conflito e contenda.

A paz advém de nosso conhecimento de que o Salvador sabe quem somos, que temos fé Nele, que O amamos e que guardamos Seus mandamentos, mesmo e sobretudo em meio às devastadoras provações e tragédias da vida (ver D&C 121:7–8 ). «Onde encontrar a paz e o consolo quando o mundo estiver contra mim?» («Onde Encontrar a Paz?», Hinos, nº 73.) A resposta é o Salvador, que é a fonte e o autor da paz.

  • Ele é o «Príncipe da Paz» ( Isaías 9:6 ).
  • Humilhar-nos perante Deus, orar sempre, arrepender-nos de nossos pecados, entrar nas águas do batismo com um coração quebrantado e um espírito contrito e tornar-nos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, todas essas coisas são exemplos profundos de retidão que serão recompensados com uma paz duradoura.

A Igreja é um refúgio no qual os seguidores de Cristo encontram a paz. Alguns jovens do mundo dizem que são espirituais, mas não religiosos. O sentimento espiritual é um bom primeiro passo. Contudo, é na Igreja que somos integrados, ensinados e nutridos pela boa palavra de Deus.

  • Mais importante ainda, a autoridade do sacerdócio na Igreja é que provê os convênios e as ordenanças sagradas que unem a família e qualificam cada um de nós para retornar à presença de Deus, o Pai, e de Jesus Cristo no Reino Celestial.
  • Essas ordenanças proporcionam paz porque são convênios com o Senhor.

O templo é o lugar onde muitas dessas ordenanças sagradas acontecem e é também um refúgio e uma fonte de tranquilidade no mundo. Aqueles que visitam os jardins do templo ou participam de visitações públicas de um templo também sentem essa paz. O Salvador é a fonte da verdadeira paz.

O que é ter paz segundo a Bíblia?

Última modificação 2021-04-30T13:46:46-03:00 Reflexões – Pastoral Universitária «Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vô-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.» João 14:27 Paz é uma palavra maravilhosa. Significa tranquilidade, confiança, despreocupação, serenidade, mansidão e segurança; que palavra rica! O texto de João 14:27 foi dito por Jesus.

Mas o desejo Dele não é que os apóstolos tenham paz simplesmente, mas que eles tenham a paz Dele mesmo, por isso diz: deixo-vos a paz, a minha paz. A paz que habita em Cristo. Então, não estamos falando de uma paz com os seus significados que conhecemos, mas a paz de Cristo. Como diz o apóstolo Paulo em Filipenses 4:7: «A paz que excede a todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.» E neste texto o apóstolo Paulo traz uma informação a mais: a paz de Cristo guarda os corações e mentes, mas não é que a paz de Cristo nos proteja como um escudo ou uma armadura, é que a paz de Cristo nos proporciona participar da natureza do Senhor Jesus Cristo.

É como Paulo diz, esta paz excede todo entendimento. Não deixamos de ser nós mesmos, não teremos a nossa individualidade usurpada, mas participaremos da natureza divina que constituía a mente de Cristo em nós mesmos. Ou seja, seremos transformados em maturidade, graça e amor.

O que o texto de Filipenses 4 8 nos ensina?

O que permitimos entrar em nossa mente molda o estado de nossa alma, seja positivamente ou negativamente. Assim, que sejamos sábios, ouçamos a voz de Deus. Que o Senhor Deus abra os nosso olhos, nossa mente, para o que é belo.

O que diz Filipenses 4 9?

1 Portanto, meus amados e muito queridos irmãos, minha alegria e coroa, assim a estai firmes no Senhor, amados.2 Rogo a Evódia, e rogo a Síntique, que sintam o mesmo no Senhor.3 E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no a livro da vida,4 Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.5 Seja a vossa a equidade notória a todos os homens.

Perto está o Senhor.6 a Por nada estejais b ansiosos ; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela c oração e súplicas, com d ação de graças,7 E a a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.8 Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é a verdadeiro, tudo o que é b honesto, tudo o que é c justo, tudo o que é d puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma e virtude, e se há algum louvor, nisso f pensai,9 O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.10 Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim, visto que vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade.11 Não o digo como por necessidade, porque já aprendi a a contentar-me com o que tenho.12 Sei estar a abatido, e sei também ter abundância; em toda maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade.13 Posso todas as coisas em a Cristo que me b fortalece,14 Todavia, fizestes bem em tomar parte na minha aflição.15 E bem sabeis também vós, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e receber, senão vós somente; 16 Porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica.17 Não que procure dádivas, mas procuro o a fruto que cresça para a vossa conta.18 Mas tudo tenho recebido, e tenho a abundância ; estou suprido, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus.19 Porém o meu Deus suprirá todas as vossas a necessidades segundo as suas b riquezas em glória, por Cristo Jesus.20 Ora, ao nosso Deus e Pai seja glória para todo o sempre.

Amém.21 Saudai todos os santos em Cristo Jesus. Os irmãos que estão comigo vos saúdam.22 Todos os santos vos saúdam, mas principalmente os que são da casa de César.23 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vós todos. Amém. Foi escrita de Roma aos filipenses por Epafrodito.

O que o apóstolo Paulo fala sobre a paz?

Como diz o apóstolo Paulo em Filipenses 4:7: ‘ A paz que excede a todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.’

O que Jesus falou sobre a paz?

Encontrar paz para si mesmo e para outros nos momentos de provação Aqui estão oito maneiras de ajudar você mesmo e outras pessoas a sentirem paz quando a vida ficar difícil. Às vezes a vida nos vira do avesso e abala nossas estruturas. Talvez estejamos preocupados com problemas familiares, questões de saúde, dificuldades na escola ou inúmeros outros acontecimentos perturbadores do mundo atual. Como podemos encontrar paz num mundo conturbado? Quer a falta de paz advenha de acontecimentos externos que estão fora de nosso controle ou de coisas que podemos influenciar e mudar, aqui estão algumas sugestões para ajudá-lo a encontrar paz interior por meio de Jesus Cristo.

Concentrar-nos no eterno É difícil nos sentir em paz quando nos concentramos apenas em preocupações de curto prazo. Mas, se expandirmos os horizontes e nos concentrarmos no plano de felicidade de Deus, poderemos encontrar paz sabendo que os reveses atuais não durarão para sempre. O templo, por exemplo, ajuda-nos a nos concentrar na eternidade. O presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008) disse que no templo «vocês sentirão uma paz que não se encontra em nenhum outro lugar». Não nos preocupar com o que não podemos controlar Quando algo que está fora de nosso controle nos tira a paz, é tentador nos sentir desesperançados ou irados. Mas de nada adianta nos ater a coisas que não podemos mudar. Em vez disso, aproxime-se do Salvador para encontrar paz interior mesmo quando a vida ficar difícil. Ele prometeu enviar o Consolador, o Espírito Santo (ver ). Perdoar aos outros Com frequência a coisa mais difícil de abandonar é a negatividade que sentimos quando alguém nos prejudica. Mas o élder Dieter F. Uchtdorf, do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou: «Receberemos a alegria do perdão em nossa vida quando estivermos dispostos a perdoar os outros espontaneamente. () Como resultado, o Espírito do Senhor encherá nossa alma da alegria que acompanha a divina paz de consciência (ver )». Ao nos voltar ao Salvador, isso pode ajudar a nos livrar dos fardos emocionais e a nos sentir plenos de paz. Arrepender-nos e confiar em Cristo Não importa o que mais esteja indo bem em nossa vida, o fardo do pecado sempre nos roubará a paz. Às vezes precisamos de nosso bispo para ajudar a nos arrepender plenamente. Mas todos precisamos nos arrepender regularmente e, por meio da Expiação de Jesus Cristo, purificar-nos de tudo o que nos impede de nos tornar mais semelhantes a Ele.

Compartilhar o evangelho de Jesus Cristo Assim como podemos encontrar paz para nós mesmos concentrando-nos no Salvador, podemos conduzir outros a Ele, que é «o fundador da paz» (). Por exemplo, tente compartilhar uma escritura ou uma citação da conferência geral que o ajudou a aprender mais a respeito de Jesus Cristo. Ser um pacificador Ajude seus amigos ou irmãos a resolver conflitos. Tal como os ânti-néfi-leítas, no livro de Alma, podemos enterrar nossas armas de guerra — armas como a maledicência, a vingança ou o egoísmo — e trocá-las por instrumentos de paz: falar de modo gentil, obedecer aos mandamentos de Deus e perdoar às pessoas (ver ). Ser um bom ouvinte Às vezes as pessoas que estão passando por dificuldades precisam apenas conversar abertamente a respeito de seus pensamentos e sentimentos, em vez de guardá-los para si mesmos. Não temos que resolver os problemas delas, mas podemos simplesmente ouvir suas preocupações e dar apoio, mostrando amor e compreensão cristãos. Ministrar às pessoas de sua ala e comunidade Você pode se voluntariar para trabalhar num abrigo para os sem-teto, ajudar os colegas nas tarefas escolares ou levar doces a uma família nova do bairro. Ajude as pessoas a encontrar paz nas pequenas coisas. Ter um lugar para comer e dormir, um mentor confiável ou a garantia de que alguém se importa são coisas que podem exercer grande impacto na vida das pessoas.

Jesus proferiu estas palavras de consolo a todos que têm dificuldade em encontrar a paz: «Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vô-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize» (). Se levarmos a nós mesmos e a outros para mais perto de Jesus Cristo, poderemos encontrar paz mesmo quando a vida ficar difícil. Notas

Gordon B. Hinckley, «Alegrar-se com as bênçãos do templo», A Liahona, dezembro de 2002, p.33. Dieter F. Uchtdorf, «O ponto de retorno seguro», A Liahona, maio de 2007, p.101.

: Encontrar paz para si mesmo e para outros nos momentos de provação

O que responder quando a pessoa diz a paz do Senhor?

A paz do Senhor Jesus! Amém!

Que excede todo o entendimento versículo?

7 E a a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.

O que diz Lucas 6 36 46?

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos.» Reflexão – «Misericordiosos como o Pai» Neste Evangelho Jesus nos ensina a usar a misericórdia como medida para todas as nossas ações.

As ações de não julgar, não condenar, perdoar e dar, são realidades que podemos vivenciar a cada dia da nossa vida e que nos põem em sintonia com a misericórdia do Pai. Tudo o que praticarmos será a medida para que também o Pai faça conosco. Se usarmos a nossa medida com a misericórdia, receberemos misericórdia, se usarmos a nossa medida com ódio, intolerância, incompreensão, também assim a receberemos de volta, em porção dobrada.

Se não julgarmos, não seremos julgados; se não condenarmos, não seremos condenados, se perdoarmos, seremos perdoados, se dermos, também receberemos. Com efeito, a mesma medida de misericórdia que usarmos nos nossos relacionamentos nós a receberemos, «calcada, sacudida, transbordante», isto é, plena, cheia.

  1. Isso vale, tanto para o bem como para o mal.
  2. Deus ama a nossa miséria, mas espera que nós também acolhamos a miséria do nosso próximo da mesma forma como Ele acolhe a nossa.
  3. Por isso, não podemos nos confundir! Se apreendermos os conselhos do Mestre, seremos misericordiosos como o Pai é misericordioso.

– Você tem agido conforme os conselhos de Jesus? – Você se acha uma pessoa misericordiosa? – Você faz aos outros o mesmo que deseja que lhe façam? – Com que você tem transbordado a sua medida: com misericórdia ou intolerância? – O que você espera receber ainda aqui nesta vida: misericórdia ou intolerância? Helena Colares Serpa – Comunidade Católica Missionária UM NOVO CAMINHO

O que quer dizer em Filipenses 4 19?

QUEBRANDO O EGOÍSMO – Somos extremamente egoístas – a ponto de pensarmos em dar a alguém só para recebermos mais em troca. Porém, o sistema segundo o qual Deus trabalha conosco na Lei do Dar e Receber é justamente uma forma de se quebrar o egoísmo. Ele nos ensina a darmos porque Ele não quer que estejamos presos a nada.

  • E, quando nos desprendemos, Ele sabe que estamos demonstrando maturidade para recebermos mais.
  • Para muitos crentes hoje, o fato de serem abençoados financeiramente não significaria uma bênção tão grande assim, pois, devido ao seu egoísmo e imaturidade, prejuízos poderiam ocorrer até mesmo com a entrada de recursos financeiros.

O Filho Pródigo que o diga! Ele não tinha maturidade alguma para receber o que recebeu. Assim sendo, dissipou tudo! Através do nosso dar, da nossa liberação sincera e despretensiosa, acionamos um princípio pelo qual podemos receber de Deus. Mas a dádiva egocêntrica não se enquadra no todo das leis divinas quanto ao dar e receber.

  • É o caso da filantropia espírita por exemplo.
  • Vemos pessoas na Bíblia que deram sem ser abençoadas, como Ananias e Safira, por exemplo.
  • O ato de dar não pode ser visto isoladamente.
  • Assim como falamos da semente que precisa morrer para germinar e frutificar, assim também, na Lei do Dar e Receber, o dar tem que ser uma entrega que quebre o egoísmo.
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Não negamos que o próprio Deus instituiu a Lei do Dar e Receber, mas isto não quer dizer que barganhar com Ele seja a forma de se receber algo. Dar é melhor do que receber porque é uma ajuda no processo de se quebrar o egoísmo e nos prepara para recebermos com uma atitude melhor.

O que nos traz a paz?

O amor, o perdão, a tolerância, a compaixão, a bondade, a paciência, a verdade Quando escolhemos viver segundo os ensinamentos de Cristo, a paz é consequência. No mundo não a encontraremos, mas podemos promovê-la às pessoas, ao mundo que geme por paz.

Como Jesus propõe a paz?

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 14,27-31a) Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: «Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’.

Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, mas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou».

No Cenáculo com os Apóstolos, Jesus diz: «Eu vos deixo a paz». Essa palavra que Jesus pronuncia no Cenáculo nós a ouvimos em todas as Missas, em todos os nossos «cenáculos» atuais, ou seja, todas as vezes que celebramos a Ceia do Senhor, que, em realidade, é o sacrifício da Cruz para a nossa salvação.

Em que consiste a paz que Jesus nos dá e que é tão diferente da paz do mundo: «Eu vos deixo a paz; não vo-la dou como a dá o mundo»? Que paz é essa? Em primeiro lugar, deve ser paz com Deus. Por quê? Porque Deus é a raiz do nosso ser; ora, se não estamos em paz com Aquele que é a nossa raiz, não há paz alguma.

O mundo propõe uma paz que consiste em «estar de bem» com a vida e com nós mesmos. É uma paz enganadora. Qual é o apaziguamento que o mundo atual nos propõe? Simplesmente o de não nos perturbarmos nem nos acusarmos. Livros de autoajuda querem nos livrar de sentimentos de culpa, querem nos livrar de preocupações com uma espécie de «mantra» e de «conscientizações», mas são «conscientizações» que não chegam ao ser, à raiz das coisas, somente às sensações psicológicas.

  • Isso não é a verdadeira paz.
  • A verdadeira paz, nós a devemos encontrar na raiz do nosso ser.
  • Somente reconciliados com Deus é que teremos paz.
  • É assim que Jesus no-la dá.
  • Ele celebra a paz entre Deus e o homem pondo tudo em ordem graças à sua morte na Cruz.
  • Jesus nos dá a paz porque põe em ordem a antiga divisão entre o homem e Deus.

Essa é a paz de que deve brotar todo o resto. Uma vez reconciliados com Deus, uma vez celebrada a paz por meio do Batismo, da Confissão, de um verdadeiro arrependimento dos pecados, isto é, quando temos paz com Cristo e a paz de Cristo, podemos então estar em paz com nós mesmos.

  • A realidade é que muitas pessoas, embora já tenham celebrado a paz com Cristo, não conseguem ainda ter paz e continuam a se acusar.
  • Trata-se, no fundo, de uma grande soberba.
  • Há pessoas que não querem ser perdoadas; elas querem merecer a glória do Céu.
  • Querem merecer o perdão.
  • Celebremos a graça de que a paz nos foi dada gratuitamente, abundantemente por Cristo na Cruz.

Paremos de nos acusar. Quem acusa é o diabo. O nome «acusador» vem de «satã», «satanás». Por conseqüência, paremos também de acusar os irmãos, porque também com eles devemos celebrar a paz. Paz com Deus, paz com nós mesmos, paz com o irmão: tudo isso brota de uma única raiz.

  1. Quando nós, arrependidos dos pecados, feito um firme propósito de emenda, celebramos a paz com Deus, podemos descansar em paz e já não nos acusar, porque estamos em sintonia com a raiz do nosso ser.
  2. Podemos assim celebrar também a paz com nossos irmãos.
  3. COMENTÁRIO EXEGÉTICO Adeus e sede fortes! (Jo 14,27-31),

— Jesus põe fim ao diálogo com conceitos quase idênticos aos do início: ‘Não vos perturbeis; minha ida é iminente, mas tende esperança em meu retorno; dai fé ao vosso Mestre’. Antes disso, deixa-lhes uma palavra de despedida.V.27. A paz vos deixo ‘A paz’ (hebr.

  • שָלֹום, shalom ), para os hebreus e demais semitas, era fórmula tanto de saudação como de despedida.
  • Nesse sentido, ‘a paz vos deixo’ expressa o desejo de quem se vai pela felicidade e segurança de quem fica.
  • Jesus, porém, acrescenta: a minha paz vos dou, i.e., não só vo-la desejo ou a peço a Deus por vós, senão que vos dou realmente a minha paz, segundo alguns, ‘da qual eu mesmo gozo’, ou ‘da qual sou Senhor e princípio, paz nascida de vossa união comigo’, fonte de salvação e de todos os bens (amizade divina, segurança interior, concórdia etc.).

— Não como o mundo dá eu vos dou : o mundo crê ter paz no gozo externo e seguro dos bens materiais, enquanto a paz cristã é interna, perfeita, espiritual ; o mundo promete paz com palavras vãs, mas Cristo não só a promete como a dá de fato aos que creem,

Por isso, não se perturbe o vosso coração nem dê lugar (δειλιάτω) ao desalento; pelo contrário, enfrentei de bom ânimo as adversidades! V.28. Ouvistes o que eu vos disse ( supra, vv.3.18): Vou e venho a vós ; se me amásseis, decerto vos alegraríeis porque vou para o Pai, i.e., se em verdade me amásseis, se em verdade me quisésseis bem, não sofreríeis tanto com minha partida.

A razão é que ‘convém ou é bom para mim voltar para o Pai’, pois o Pai é maior do que eu enquanto homem (logo, subentende-se: ‘por isso me há de glorificar’). Com isso, Jesus refere-se a si mesmo como Verbo encarnado e relativamente à humanidade assunta, segundo a qual voltará para o Pai, de quem nunca se separou segundo a divindade,V.29.

E agora vos disse o que acabastes de ouvir sobre minha partida (morte) antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais : segundo alguns, ‘tenhais em mim fé ainda mais perfeita’, ou então: ‘creiais por fim em quanto vos disse de mim mesmo, do Pai, do Espírito Santo’ etc.V.30a. Já não falarei muito convosco, pois urge o tempo de nos separarmos; com efeito, vem (ἔρχεται, ‘chega’, ‘está perto’) o príncipe ou chefe (ἄρχων) deste mundo (o diabo, cf.

Jo 12,31), quer por si mesmo, quer por intermédio de seus filhos, como Judas, os ministros dos sacerdotes etc.; e sobre mim nada tem (nem direito bem poder), ou seja: ‘Livre de todo pecado, não me encontro a título algum sob o poder do diabo para que ele me possa fazer mal como um rei ao seu súdito’; mas, i.e., senão que me ofereço livremente a meus inimigos para que conheça o mundo que amo o Pai, e, a fim de demonstrar meu amor a ele, tal como me mandou o Pai, assim o faço eu, a saber, obedecendo-lhe até a morte.

Tradução adaptada de H. Simón; G.G. Dorado, CSSR, Prælectiones Biblicæ. Novum Testamentum,6.ª ed., Turim: Marietti, 1944, vol.1, p.903s, n.672.

  1. A paz, diz Agostinho, é serenidade de mente, tranqüilidade de alma, simplicidade de coração, vínculo de amor, união na caridade (cf. CD 19.13.1: ML,640; CSEL 40.2 ).
  2. Cf. Jansênio de Gantes, SJ, (Bruxelas: F. t’Serstevens, 1755) 642a.
  3. Na época do arianismo, essa passagem costumava ser invocada pelos hereges como se Jesus ensinasse ser de natureza diversa da do Pai. De acordo com alguns Padres (e.g., Atanásio de Alexandria, Orat.1.58: MG 26,133BC) Cristo estaria se referindo a si mesmo como Deus, mas relativamente à sua origem do Pai por via de geração inteligível. Mas os expositores, em sua maioria, defendem a interpretação proposta no texto (cf., e.g., J. Huby, SJ, Le discours de Jésus après la Cène (Paris: Beauchesne, 1942), s. — Veja-se em B.F. Westcott, The Gospel According to St. John (Londres: J. Murray, 1908), uma síntese histórica da questão.
  4. Cf.J. Corluy, SJ, (Gantes: C. Poelman, 1899) 404.

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O que faz ter paz?

O que significa ter paz e tranquilidade? – Paz e tranquilidade são duas condições psíquicas e emocionais que refletem na maneira como as pessoas se sentem. É o que, habitualmente, conhecemos como estado de espírito, Os estados de espírito funcionam como sensações, na maior parte das vezes passageiras, que norteiam nossas ações em vários momentos do dia e que podem se alterar de acordo com os acontecimentos cotidianos.

Um exemplo disso é que, muitas vezes, acordamos desanimados, mas, por conta de alguma coisa boa e inesperada que acontece, mudamos completamente o humor e nossas atitudes. Nessa perspectiva, ter paz significa se sentir de modo que os pensamentos e emoções estejam equilibrados e em harmonia; e que, por conta disso, não exista desejo ou ímpeto de infringir sofrimento nem a si, nem a qualquer outro ser vivo.

Ou seja, a fim de cuidar para que esse bem-estar permaneça, as pessoas tendem a agir mais positivamente. De forma semelhante, ter tranquilidade representa a sensação de ter consciência das adversidades da vida e, mesmo assim, ter certeza de que existe uma solução adequada para todas elas.

O que fazer para ter paz de espírito?

– Aulas de yoga e meditação podem ajudar – Como já mencionamos acima, a paz espiritual pode ser atingida por meio de treinamentos da mente e do corpo, como meditação e yoga. Por isso, um ótimo caminho para encontrar a paz interior é frequentar aulas que ensinem essas práticas e ajudem a equilibrar o corpo e a mente.

Qual versículo que fala sobre paz?

Última modificação 2021-04-30T13:46:46-03:00 Reflexões – Pastoral Universitária «Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vô-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.» João 14:27 Paz é uma palavra maravilhosa. Significa tranquilidade, confiança, despreocupação, serenidade, mansidão e segurança; que palavra rica! O texto de João 14:27 foi dito por Jesus.

  1. Mas o desejo Dele não é que os apóstolos tenham paz simplesmente, mas que eles tenham a paz Dele mesmo, por isso diz: deixo-vos a paz, a minha paz.
  2. A paz que habita em Cristo.
  3. Então, não estamos falando de uma paz com os seus significados que conhecemos, mas a paz de Cristo.
  4. Como diz o apóstolo Paulo em Filipenses 4:7: «A paz que excede a todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.» E neste texto o apóstolo Paulo traz uma informação a mais: a paz de Cristo guarda os corações e mentes, mas não é que a paz de Cristo nos proteja como um escudo ou uma armadura, é que a paz de Cristo nos proporciona participar da natureza do Senhor Jesus Cristo.

É como Paulo diz, esta paz excede todo entendimento. Não deixamos de ser nós mesmos, não teremos a nossa individualidade usurpada, mas participaremos da natureza divina que constituía a mente de Cristo em nós mesmos. Ou seja, seremos transformados em maturidade, graça e amor.

Porque é que a paz é importante?

A paz é, sem dúvida, um objetivo de vida perseguido por todos os povos e indivíduos do planeta. As cenas de violências e guerras, testemunhadas em tempo real, têm aguçado o espírito do homem, enraizando, ainda mais, no cotidiano das pessoas, a convicção de que é preciso lutar pela paz

O que quer dizer em Filipenses 4 6?

Ame a Deus. Ame aos outros. – A Paz Que Excede Todo Entendimento A Paz Que Excede Todo Entendimento Não vivam preocupados com coisa alguma; em vez disso, orem a Deus pedindo aquilo de que precisam e agradecendo-lhe por tudo que ele já fez. Então vocês experimentarão a paz de Deus, que excede todo entendimento e que guardará seu coração e sua mente em Cristo Jesus.

Por fim, irmãos, quero lhes dizer só mais uma coisa. Concentrem-se em tudo que é verdadeiro, tudo que é nobre, tudo que é correto, tudo que é puro, tudo que é amável e tudo que é admirável. Pensem no que é excelente e digno de louvor. Continuem a praticar tudo que aprenderam e receberam de mim, tudo que ouviram de mim e me viram fazer.

ANJOS MALIGNOS criaram RELIGIÕES QUE TEM MUITOS SEGUIDORES HOJE #anjos #pregação #fé [cortes]

Então o Deus da paz estará com vocês. Estudo

  1. Liste as coisas sobre as quais devemos pensar fervorosamente. Separe um momento para pensar sobre o que cada uma delas significa para você em sua caminhada com Jesus.
  2. Por que você acha que devemos pensar nessas coisas?
  3. O que devemos fazer quando estamos ansiosos? a) Quando devemos fazer isso? b) Como devemos fazer isso?
  4. Qual será o resultado?
  5. Faça uma lista das coisas que você aprendeu sobre a paz nessa passagem.

Oração Senhor Jesus, obrigado porque não tenho que carregar o peso da preocupação e da ansiedade. Ajuda-me a trazer tudo — grande ou pequeno — a ti, em oração, e a escolher alicerçar minha mente em coisas boas. Obrigado pela paz que tu trazes. Amém. E agora, para onde? Se tiver tempo, leia Isaías 26:3 e 1 Pedro 5:7 e anote o que você aprender sobre a paz de Deus.

Um estudo bíblico «para viagem»! Que tal destacar todas as palavras de ação e instruções específicas para ver se isso não o ajuda a aplicar outras passagens nas cartas do Novo Testamento? 1 João 1:5-9 Esta é a mensagem que ouvimos dele e que agora lhes transmitimos: Deus é luz, e nele não há escuridão alguma.

Portanto, se afirmamos que temos comunhão com ele mas vivemos na escuridão, mentimos e não praticamos a verdade. Mas, se vivemos na luz, como Deus está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

  1. Como Deus é descrito nesta passagem?
  2. Na sua opinião, o que «luz» e «escuridão» significam?
  3. Faça uma lista de tudo que essa passagem nos diz para fazermos e outra das coisas que Deus faz.
  4. O que devemos fazer com nosso pecado e qual será o benefício resultante dessa ação?
  5. Por que você acha ser importante confessar nossos pecados a Deus, apesar de já termos o perdão de Jesus?

Oração Senhor Jesus, eu te agradeço porque não me deixaste tentar lidar com o meu pecado por mim mesmo, mas criaste um caminho para que eu possa ser totalmente perdoado, limpo e purificado. Ajuda-me a andar cada vez mais na Tua luz. Amém. E agora, para onde? Caso tenha tempo, leia João 3:19-21 para ver como o viver na luz de Jesus é descrito.

  • Quais são algumas maneiras práticas pelas quais você pode diligentemente andar na luz? Como você acha que são os relacionamentos vividos à luz de Deus?
  • Como você normalmente lida com tensões e ansiedades nos relacionamentos? Como você pode manter uma abordagem piedosa em seus desafios?
  • Como você experimenta a paz de Deus, mesmo quando navega por conflitos e tensões?

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Que excede todo o entendimento versículo?

7 E a a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.

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Como a paz pode ser alcançada?

A verdadeira paz: desafio do Estado democrático desafio do Estado democrático JORGE VIEIRA DA SILVA Resumo : O conceito de paz tem evoluído na história recente da humanidade. Paz não é mais a simples ausência da guerra ou a condição resultante do equilíbrio do poder entre as superpotências bélicas.

  • Um novo conceito para paz está na cooperação entre os povos, objetivando o fim da violência estrutural e da predisposição para a guerra.
  • Este artigo visa apresentar essa evolução do conceito de paz do ponto de vista das Ciências Políticas e oferecer uma primeira análise contextualizada sobre o papel do Estado democrático.

Palavras-chave : democracia e relações mundiais; paz. Abstract : Recent history has wrought a change in the concept of peace. Peace is no longer merely the absence of war or the balance of hostile superpowers. Peace has now come to signify cooperation between peoples, the end of structural violence and a general indisposition towards war.

  • This article aims to portray this changing concept of peace from the point of view of the political scientist and to provide a contextualized analysis of the role of the democratic state.
  • Ey words : democracy and international relations; peace.
  • O objetivo do autor é introduzir a discussão do tema paz no contexto do Estado democrático capitalista, enfatizando a proposta da teoria da interdependência como modelo de ação política e, principalmente, destacando a importância de uma educação multidisciplinar para a paz baseada na idéia do rompimento dos limites atuais da cidadania.

Conceitos introdutórios ao tema ¾ como as funções do Estado inserido na prática do modelo da interdependência e os limites legal-político, social, econômico e organizacional da cidadania ¾ são colocados como sugestão, como proposta para o desenvolvimento acadêmico do tema paz nas ciências políticas ou áreas afins.

O CONCEITO DE PAZ O estudo da paz é, notoriamente, multidisciplinar e complexo. A coexistência de tendências díspares do pensamento nas Ciências Políticas dificulta ainda mais a compreensão e o trabalho de análise sobre o significado real de paz. Desse modo, a idéia principal é tentar listar alguns conceitos relevantes nas Ciências Políticas, oferecendo uma base teórica para quem se predispor a estudar o tema paz.

A palavra paz, usualmente, significa a ausência da guerra. Os termos guerra e paz seriam, nesse caso, opostos, antônimos. São, portanto, situações extremas. E estão, de fato, situadas em pólos opostos. Mas entre uma e outra existem situações e estágios intermediários.

  1. Johan Galtung (1995) tenta definir melhor a palavra paz ao apontar os conceitos de uma paz negativa e de uma paz positiva.
  2. A paz negativa, segundo esse ilustre professor, é a mera ausência da guerra, o que não elimina a predisposição para ela ou a violência estrutural da sociedade.
  3. A paz positiva, por outro lado, implica ajuda mútua, educação e interdependência dos povos.

A paz positiva vem a ser não somente uma forma de prevenção contra a guerra, mas a construção de uma sociedade melhor, na qual mais pessoas comungam do espaço social. Concordando com Galtung, evolui-se da polarização guerra e paz para, no mínimo, três estágios distintos: a guerra, a paz negativa e a paz positiva.

  1. Uma maior reflexão ainda se faz necessária sobre as situações que envolvem guerra e paz.
  2. No entanto, em um primeiro momento, pode-se identificar: a guerra declarada e em curso, a chamada guerra fria, a preparação para a guerra ou para a eventualidade da guerra, a guerrilha, o terrorismo, a violência estrutural, a não-cooperação da paz negativa e, finalmente, a paz verdadeira ou, utilizando-se o termo de Galtung, a paz positiva.

O ESTUDO DA PAZ NAS CIÊNCIAS POLÍTICAS A introdução ao estudo da paz, a meu ver, passa por sua contextualização acadêmica, dado que a racionalidade dos representantes dos Estados democráticos modernos apresenta diferentes modelos, diferentes «escolas».

Entre esses modelos, destacam-se o realismo político e o modelo da interdependência, os quais são, respectivamente, chamados de uma «escola realista» clássica e de uma «escola idealista» nas Ciências Políticas. O realismo político encontra suas primeiras formulações em autores como Maquiavel e Hobbes e, mais recentemente, inclui autores como Morgenthau (1948) e Waltz (1979).

Em linhas gerais, esse modelo não reconhece empresas e organizações não-governamentais (ONGs) como atores do cenário internacional. Somente Estados são unidades relevantes. As relações internacionais se definem por relações entre Estados, entre nações.

Esses Estados distinguem a forma de agir em sua política interna (nacional) e externa (internacional). Os mesmos princípios morais e democráticos, praticados nas relações internas ao território do Estado, não estão necessariamente presentes no trato internacional, na prática de suas relações internacionais.

Na política externa, prevalecem as questões de poder e de segurança. Prevalece a chamada alta política ( high politics ), em detrimento dos demais temas internacionais, como a economia e os problemas demográficos e ambientais, os quais constituem problemas de baixa política ( low politics ).

  1. Finalmente, no realismo político, o poder de um Estado nacional é associado à potencialidade do uso da força.
  2. O conflito de interesses entre Estados é marcado pelo uso ou possibilidade de uso da força, uma vez que supõe uma luta constante pelo poder no contexto das relações internacionais.
  3. Por isso, a paz e a segurança só podem ser alcançadas mediante um equilíbrio de poder ( balance of power ) entre os Estados.

O modelo da interdependência tem Robert Keohane e Joseph Nye (1977) como principais pensadores e precursores. Nesse modelo, os Estados não são os únicos atores mundiais. Empresas, ONGs e indivíduos podem e devem ter influência na política mundial. A igualdade no trato dos princípios morais e democráticos das relações internas é um objetivo para as relações entre Estados e demais atores mundiais.

Ainda que difícil de ser obtida, essa igualdade se coloca como algo a ser tentado. Dada essa primeira e principal característica de tal modelo, tem-se maior abertura para outros temas, como os demográficos, econômicos e ambientais, em detrimento das questões de poder e de segurança. Mais que isso, esses temas criam a interdependência entre os atores mundiais.

Assim, cooperação e negociação se tornam palavras de ordem, uma vez que Estados, empresas e organizações representantes das sociedades locais e mundial se entrelaçam em um emaranhado de relações econômicas, políticas, demográficas e ambientais. O conceito de interdependência evolui com as idéias de Galtung, cuja abordagem destaca: os conceitos da paz positiva e da paz negativa e a necessidade de uma educação para a paz ( peace education ).

Para Galtung, a paz negativa, simplesmente, implica a inexistência da guerra e da violência, o que, necessariamente, não se traduz em cooperação entre povos e nações. Ao contrário, a eventual predisposição para a guerra e a rivalidade entre as nações e a falta de cooperação podem continuar a vigorar na paz negativa.

A paz negativa é, portanto, omissa em relação aos problemas mundiais, pois visa, quase exclusivamente, à solução dos problemas locais, ou seja, do Estado singular. A paz positiva, por outro lado, implica, além do abandono definitivo da idéia de guerras e de rivalidade, a idéia de cooperação entre povos e nações com vistas à interação da sociedade humana.

  • Essa verdadeira paz é conseqüência de ações contra a violência e a guerra, através da proteção dos direitos humanos, do combate às injustiças socioeconômicas, do desarmamento e da desmilitarização.
  • No caminho da verdadeira paz, Galtung propõe a necessidade de uma educação para a paz.
  • Para ele, a violência é estrutural e deriva dos conflitos resultantes das disparidades e tensões socioeconômicas.

A violência não é inerente ao ser humano, mas produto de sua cultura, criando a necessidade da formulação e do aprendizado da convivência pacífica, por meio de uma educação para a paz. Galtung (1996) afirma que «nós temos uma tendência para garantir que os pais tenham o direito de educar suas crianças em sua própria cultura nacional, incluindo sua própria língua e religião e nos mitos de sua própria nação, tanto em glórias quanto em traumas.

Ninguém irá negar-lhes o direito de agir dessa forma. Mas os pais, no futuro, não terão o direito de fazer somente isso, pois educar suas crianças somente dentro dos princípios de sua própria nação é algo totalitário e, até, constitui uma forma maior de lavagem cerebral. Dos pais de amanhã, nós esperamos não somente a tarefa de propagar sua própria cultura e língua, mas também que abram as janelas e as portas para outras culturas e línguas».

Desconhecer outras culturas, segundo o professor Galtung, será, em breve, como «desrespeitar» a cultura alheia, será algo comparável a ter «maus modos». Têm-se, portanto, diferenças manifestas entre uma «escola» antiga das Ciências Políticas, de caráter mais nacional, e uma nova «escola», de caráter mais mundial.

  • Ambas coexistem na atualidade e, embora haja o desejo de muitos para o fim do realismo, ele é ainda muito forte nos meios governamentais ¾ e acadêmicos ¾ das nações mais ricas do planeta.
  • O contraste das «escolas» pode também ser notado nas raízes etimológicas das palavras realista e idealista,
  • A primeira vem de real e implica realidade.

A segunda vem de ideal e implica algo desejável mas ainda inexistente. Esse é o principal argumento dos neo-realistas, como Kenneth Waltz, contra o idealismo. Segundo os neo-realistas, as propostas idealistas são boas, mas são idealistas e não correspondem à realidade atual do planeta, nem a seu futuro imediato.

Essas propostas, para os neo-realistas, talvez possam ser algo factível em 100 ou 200 anos. Robert Keohane e Joseph Nye, precursores do modelo da interdependência, nem mesmo se referem ao idealismo utilizando essa palavra. Eles preferem os termos interdependência e globalismo, que, segundo esses autores, já seriam uma realidade mundial.

A INTERDEPENDÊNCIA NA PRÁTICA Com a queda do muro de Berlim e a derrocada do bloco socialista com a divisão da União Soviética em diversos países, cujo expoente bélico ainda é a Rússia, ficou evidente um mundo cujo processo deixara de ser puramente político-militar para ser político-econômico.

O fim da União Soviética seria o fim da história na perspectiva do realismo político. Todavia, afirma-se um «neo» realismo, um realismo clássico transportado da lógica militar da balança do poder para a lógica diplomática da economia. Colocando de outro modo, os países com os maiores exércitos, maiores arsenais bélico e nuclear, capazes de promover a «guerra nas estrelas» e capazes de destruir o mundo mais de uma vez, talvez já não sejam as maiores potências econômicas mundiais.

As regras mudaram. Segundo Clausewitz (1988), «guerra é um ato de violência com que se pretende obrigar o nosso oponente a obedecer a nossa vontade». A guerra, no entanto, «não é um ato isolado» e sim o ápice de um confronto, ou seja, «a mera continuação, por outros meios, da política».

  • Assim, indiretamente, Clausewitz coloca a guerra como um dos recursos que se podem utilizar na política.
  • Ou seja, há o desejo de impor uma vontade e, quando a política é ineficiente, parte-se para a guerra.
  • Clausewitz ainda sugere que, na guerra, o lado que faz as regras e faz uma surpresa planejada ao inimigo despreparado tem maiores chances de sucesso.

A «surpresa», as novas regras do realismo político são os tratados comerciais que organizam os blocos econômicos. Homens e mulheres de negócios e diplomatas são, agora, um «exército» muito mais poderoso que as tradicionais forças armadas. O realismo político sofisticou relações diplomáticas e comerciais, através de um novo e mais civilizado, embora nem sempre justo ou ético, código de conduta.

  • No contexto da substituição da guerra militar pela econômica, o poder do Estado, além de sua lei em nível interno e de seu exército, é conferido por sua política, suas relações internacionais e, em especial, sua economia.
  • A política, no «neo» realismo, não necessita mais da guerra, a não ser como retaguarda nas negociações.

Os objetivos de uma nação forte podem, na opinião daqueles que advogam o realismo político, ser alcançados pela diplomacia e as pressões econômicas e financeiras. O poder do Estado é, no entanto, restrito a seu território. Seu papel é legitimado por suas leis, por sua Constituição, e tem o território nacional como campo de atuação.

  • Sua soberania é limitada a seu espaço territorial.
  • Os direitos de cidadania, do ponto de vista formal, são exercidos dentro desses limites.
  • Garantias dadas aos cidadãos quando esses se encontram no exterior, em outro Estado soberano, fazem-se através de acordos diplomáticos ou da força, seja pela intervenção armada de um exército, seja por pressões ou boicotes econômicos.

Essa concepção, porém, como atesta Keohane e Nye, está sendo mudada pela globalização. O Estado, com o inter-relacionamento das organizações mundiais, que inclui outros Estados, além de empresas e ONGs, torna-se um entre diversos atores mundiais. Se representativo ou não, potência ou não, pertencente a blocos ou fora deles, o Estado é um ator a mais no contexto mundial.

  1. O poder do Estado, por essa ótica, é maior ou menor, dependendo, primariamente, de sua representatividade em fóruns interdependentes regionais ou mundiais e, em segundo lugar, de seu poderio político-econômico-militar, de seus recursos políticos, econômicos e militares.
  2. Há, portanto, fundamentação para explicar porque o comportamento dos representantes de um Estado passa de um realismo político para um idealista.

A evolução, primeiro, de um realismo militar para realismo econômico e, depois, desse para um idealismo interdependente resulta da evolução dos tratados econômicos mundiais. O esforço de reconstrução de muitos países, principalmente europeus, após a Segunda Guerra, forçou representantes estatais, paulatinamente, a abandonar o realismo militar e partir para o realismo econômico.

Como esbarraram em economias competitivas, foram obrigados a conduzir sua política, independentemente do poder bélico. O poder militar, nesses países, deixou seu papel de principal destaque na esfera de sua alta política, dando lugar à economia. Vera Thorstensen (1990) afirma que «o ideal perseguido pelos fundadores da Comunidade Européia foi exatamente o da conquista da paz por meio da interdependência econômica.

A primeira experiência de integração do pós-guerra foi com o carvão e o aço e, depois, com o comércio de mercadorias. Hoje a integração continua com a livre-circulação de pessoas, de serviços e de capitais». As economias dos países europeus começaram a se mostrar interdependentes ¾ assim como as dos 50 estados norte-americanos entre si ¾, porém com as desvantagens formais de suas divisas internacionais e proteções aduaneiras.

  1. Nesse ponto, as relações internacionais européias passaram a ser apresentadas além das econômicas.
  2. Problemas sociais, demográficos e ambientais comuns passaram a fazer parte da agenda das discussões políticas, tornando exposta uma relação de interdependência muito mais profunda.
  3. Estava criada na prática uma corrente nova na política, que remetia à antiga idéia do período «entre guerras» de uma sociedade das nações, dessa vez, porém, dando voz às organizações não-governamentais.

AS FUNÇÕES DO ESTADO NA INTERDEPENDÊNCIA O Estado, teoricamente, responde por funções variadas. A Função de Legitimação é voltada aos dispositivos legais que permitem ao Estado, além da busca do bem-estar social, a atividade policial e militar, entre outras atividades tradicionalmente sob seu controle.

  1. A Função de Acumulação é, pretensamente, voltada à geração de emprego via investimentos estatais, incentivos ou subsídios aos investimentos de capital e à sua reprodução na forma de lucro.
  2. A Função Fiscal é voltada à obtenção de recursos por meio de taxas e impostos incidentes sobre capital e trabalho.

A Função Monetária é voltada ao controle da base monetária, pela emissão de papel-moeda e controle das atividades financeiras do mercado. Por fim, a Função de negociação é voltada para as atividades, inclusive legislativas e jurídicas, que visam às garantias da cidadania.

  • O Estado retira sua receita da economia, o que permite o exercício de suas demais funções.
  • Em uma sociedade democrática sujeita a conflitos de interesses, esse é um aspecto fundamental, pois a Função de Legitimação pode representar uma remuneração indireta do trabalho e a Função de Acumulação pode representar um incremento no lucro do capital.

Dessa forma, no conflito de interesses, coloca-se, de um lado (à «direita»), o capital, as empresas, a Função de Acumulação, a geração de empregos e, de outro (à «esquerda»), as organizações não-governamentais não-empresariais, o trabalho, a Função de Legitimação e o Estado do bem-estar social.

  • O destino do dinheiro, retirado da economia por taxas e impostos, complica-se quando ocorre uma crise fiscal, pois, diante da falta de recursos no Estado, os conflitos tendem a se agravar.
  • A chamada crise fiscal ocorre quando o Estado em sua Função Fiscal não consegue equilibrar suas Funções de Legitimação e de Acumulação.

Nesse caso, na tentativa de recuperar o equilíbrio, o Estado pode adotar uma ou mais das diversas «fórmulas» tradicionais: diminuir suas atividades ligadas à Função de Legitimação, diminuindo o gasto com o bem-estar social, gerando uma demanda reprimida carente; diminuir suas atividades ligadas à Função de Acumulação, eliminando incentivos fiscais e investimentos do Estado, o que, dependendo do tamanho desse na economia; pode gerar uma queda significativa no nível de emprego; aumentar imposto, através de sua Função Fiscal, provocando a diminuição do lucro empresarial ou do salário do trabalhador; finalmente, aumentar progressivamente a emissão de papel-moeda, através de sua Função Monetária, provocando um processo inflacionário.

A conseqüência mais grave da crise fiscal é quando as alternativas para sua eliminação passam a ser excludentes e se inserem numa situação de conflito de interesses. Onde aplicar o «pouco» dinheiro do Estado diante de tamanha demanda social? O Estado, diante de uma crise fiscal, deve optar entre diferentes segmentos na sociedade.

O Estado pode conceder incentivo fiscal a empresas (para manter o nível de emprego) ou investir no bem-estar social, contrapondo empresas e sociedade. O Estado pode dar incentivo fiscal a um ou a outro segmento empresarial, contrapondo empresas entre si.

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Ou, o Estado pode investir no bem-estar de uma região e não de outra, contrapondo grupos de interesses na própria sociedade. A definição de onde investir diante dessas diferentes opções é política. Os representantes das empresas ou da sociedade que tiverem mais prestígio, maior poder político e maior capacidade de negociação com o Estado e seus pares terão a preferência da «decisão» estatal.

Por outro lado, aqueles com menos prestígio, menor poder político e menor capacidade de negociação ficam marginais ao sistema, entregues à própria sorte. Uma alternativa, porém, surge para um Estado capitalista desenvolvido: buscar uma solução global para suas dificuldades internas.

  1. O Estado pode incentivar a internacionalização de suas empresas, associando esta prática a um controle (rígido) também estatal das transferências de capital.
  2. Como a sociedade desenvolvida de um Estado desenvolvido, geralmente, possui um alto poder de consumo, esse Estado pode tentar aumentar sua receita mediante a taxação de impostos sobre lucros ocorridos no exterior, sem temer que suas empresas mudem suas sedes para outro lugar.

Os Estados desenvolvidos, detentores de uma «força» econômica, sabem que as empresas não abandonarão seus atrativos mercados consumidores internos, pois dependem deles. Embora invistam em países menos desenvolvidos em busca de novos mercados e redução de custos, os Estados desenvolvidos sabem que o dinheiro deve retornar na forma de royalties ou lucros, então taxados por eles mesmos.

Com o tempo, pode-se estabelecer um fluxo contrário na balança financeira, ou seja, enquanto país investidor poderá passar a receber, via royalties e lucro, mais dinheiro do que enviara a outros países na forma de investimentos. Essa alternativa da busca de uma solução global, hoje, subdivide-se em duas possibilidades de ação, não exclusivas, por parte dos representantes do Estado: uma clássica (ou de exploração) e outra interdependente (ou de cooperação).

A solução global clássica exporta a crise, além de eliminar sociedades e mercados internos e externos da mesa de negociação internacional. Dentro de uma crítica marxista das relações internacionais, nesse caso, podem se separar os atores internacionais entre exploradores e explorados, entre dominantes e dominados,

Uma classe trabalhadora se encontra no país receptor do investimento do capital e uma classe burguesa se encontra no país investidor, embora faça-se representar no país receptor. A globalização do Estado por blocos, então, numa visão mais pessimista, simplesmente, separa os explorados e exploradores no mundo.

Nesse caso, embaixadas, consulados, enfim a diplomacia, através dos recursos de que dispõem, o que nas economias capitalistas desenvolvidas podem ser comparados em eficiência aos recursos das empresas, passam a operar em função da exploração, visando ao benefício interno de seu país.

  • A paz que se estabelece no mundo, se existir, é o que se pode chamar de uma paz negativa.
  • No caso da solução global realista, a supremacia de poder se coloca pela força bélica, política e econômica do Estado e de suas empresas e sociedade.
  • As empresas sediadas nos Estados desenvolvidos, cujos representantes agem baseados em um realismo político, são subjugadas no contexto internacional pelo próprio Estado.

Diante das demais nações, atores menores do planeta, cujas sociedades e mercados, fracos política e economicamente, não têm vez enquanto atores de um mercado global. Na solução global interdependente, o modelo da interdependência, reconhecendo outros atores globais além dos Estados, e dando maior importância ao direito internacional, implica uma atitude mais otimista, baseada na possibilidade da negociação democrática e cooperação.

Nesse caso, tem-se uma negociação política, mas de uma perspectiva mundial. A globalização do Estado regida pelo modelo da interdependência envolve entidades estatais supranacionais, que, através de suas Funções de Legitimação e de Acumulação, e mesmo Fiscal e Monetária, tenta conciliar os objetivos de países mais e menos desenvolvidos no bloco ou no mundo, o que se pode chamar de um «Estado supranacional» interagindo com empresas e com a sociedade organizada.

O «Estado supranacional» visa conciliar objetivos de países mais e menos desenvolvidos, bem como os objetivos das empresas e das sociedades locais. Isso significa, no modelo da interdependência, um crescimento nos países menos desenvolvidos, via incentivos ao investimento de capital originados nos países mais desenvolvidos, de modo que se tenha uma balança financeira positiva também nesses últimos.

  1. Existe uma busca de qualidade do investimento de capital coerente com o sistema capitalista e as funções do Estado.
  2. Um bom investimento é aquele que gera riquezas e emprego e cria valor nos países investidores e receptores, a fim de proporcionar lucro para as empresas e empregos e mercadorias para a sociedade.

A conclusão subseqüente de como obter uma qualidade dos investimentos de capital, uma vez que esse envolve mais de um Estado, além de empresas e organizações representantes da sociedade, é a proposta para uma negociação política. Se a negociação era importante no trato interno de um país, passa a ser ainda mais importante no trato entre países.

A Função de Negociação de um «Estado supranacional» passa pelo incentivo aos fóruns interdependentes de negociação, visando a garantias de cidadania. O Estado, normalmente, vê o cidadão pelos aspectos legais (ou civis) e políticos formais. A sociedade, por outro lado, possui um sentimento sobre o que seja e represente a figura de um cidadão.

O status legal-político de cidadania implica, geralmente, o funcionamento dos sistemas legais e políticos do Estado. Pelas leis formais do Estado, uma pessoa pode ou não ser reconhecida cidadã, pode ou não ter direitos civis e políticos e pode ou não ter a «permissão» do Estado para usufruir, ou tentar usufruir, da liberdade possível no contexto da democracia local.

O status social de cidadania determina o reconhecimento da sociedade local. Pelas leis informais (culturais) da sociedade, uma pessoa pode ou não ser reconhecida cidadã, mesmo que goze de direitos civis e até políticos reconhecidos pelo Estado, pode ou não ter o direito social de usufruir, ou tentar usufruir, da liberdade possível no contexto da democracia local.

Ou seja, no Estado capitalista democrático moderno, cidadão é aquele indivíduo que, residindo ou tendo nascido em um país democrático, tem um status legal-político de cidadão perante a lei local; um status social de cidadão perante o sentimento de cidadania local e acesso aos meios e recursos que lhe propiciem liberdade de consciência, liberdade de ação e liberdade de associação, advindos do que se passará a chamar aqui de seu status econômico de cidadania e de seu status organizacional de cidadania,

Essa definição de cidadão, enquanto conjunto do status legal-político, social, econômico e organizacional do indivíduo no meio social, supõe limites ao exercício pleno da cidadania: limites formais ou legais-políticos, baseados nas leis formais do Estado; limites sociais, baseados nas leis informais (ou comportamentais) da sociedade; limites econômicos, baseados no bem-estar social; e limites organizacionais, baseados na capacidade de organização individual em grupos.

O rompimento desses limites da cidadania, no entanto, é algo que conflita com o poder local do Estado, por exemplo, nos limites formais, dando-se direitos políticos e sociais aos estrangeiros, para receber esses direitos quando no exterior; nos limites sociais, tentando-se eliminar os preconceitos de qualquer espécie e dando voz às minorias; nos limites econômicos, investindo-se globalmente no bem-estar social, integrando economicamente os indivíduos e, nos limites organizacionais, educando-se as populações do mundo e criando fóruns locais e mundiais para que estas se façam representar.

Sendo a cidadania um status, são condições prévias necessárias para a cidadania: o suprimento das necessidades físicas individuais, como vida, alimento e saúde; o suprimento das necessidades de segurança, como a garantia de vida, alimento e saúde; e, finalmente, o suprimento das necessidades de afeto.

A marginalização econômica originada nas empresas e em alguns Estados, de início, elimina as primeiras necessidades e inviabiliza a cidadania. A inviabilidade dessas condições prévias à cidadania implica uma reação social sem fronteiras. Quem tem fome, sede, medo ou ódio não respeita a cidadania do outro.

Violência e imigração são conseqüências naturais que se seguem, assim como o Estado policial e militar e a fiscalização de fronteiras. O muro de Berlim caiu, mas o muro de Tijuana continua lá atestando, como um ícone, a incompetência mundial no desenvolvimento da paz. A organização da sociedade mundial, em conseqüência do processo de globalização do capital e do Estado, está apenas se iniciando.

Os direitos civis, políticos e sociais, assim como os limites legais e políticos, sociais, econômicos e organizacionais recém começam a ser pensados e abordados no contexto supranacional. Apresentam uma amplitude insuficientemente grande para gerar resultados a fim de que se possa reverter a reação social existente no planeta.

  • As sociedades, bem como os Estados e as empresas, começam a perceber que o sistema de «exploração», que estabelece exploradores de um lado e explorados de outro, envolve um altíssimo risco, o risco da perda das vantagens sociais obtidas por aqueles privilegiados.
  • As sociedades percebem a reação social em cadeia, resultante da prática do realismo político, que começa com a prática do realismo, via exploração ou exclusão, e passa para a reação social, incluindo a violência local advinda das pessoas marginalizadas da sociedade local ou migrante.

Então, surge a repressão, que mede força com o improviso daqueles marginalizados. O MODELO EUROPEU DE EXPANSÃO DA CIDADANIA A chamada globalização começa pelo comércio. As empresas locais de sucesso expandem-se e, nesse processo de crescimento capitalista, ultrapassam as fronteiras de seus Estados.

Uma vez agindo em mais de um país, continuam a tentar melhorar o retorno sobre o capital investido, maximizando suas atividades comerciais. Desse modo, as empresas trazem o comércio para a perspectiva dos Estados e dos indivíduos. Os Estados, herdeiros de uma política baseada no realismo clássico, passam a tentar regular a ação de empresas estrangeiras em seu país e de suas empresas no estrangeiro.

Os indivíduos passam a conviver com produtos, serviços e pessoas estrangeiras e, além de se exporem a uma cultura alheia, passam a negociar com o estrangeiro. Uma segunda fase da globalização, então, surge também pelo comércio. Os Estados, ainda na tentativa de regulamentar a ação de empresas, com vistas a vantagens competitivas locais, começam a negociar com outros Estados buscando um alinhamento internacional de interesses econômicos ou a formação de zonas livres de comércio e de união aduaneira.

Assim, o Estado propicia, cria um espaço, para a maior e melhor ação das empresas dos Estados-membros do acordo. Isso direciona o comércio e as pessoas. Estas, em conseqüência da atuação das empresas e Estados mais globais, passam, então, em uma terceira fase da globalização, a se aprofundar na cultura alheia, cujo acesso fica facilitado.

Aprendem a língua, estudam sua história, seus costumes e visitam esses mesmos países. Com o tempo, verifica-se que as relações entre indivíduos passam a transcender o puro comércio. Em síntese, o comércio primeiro envolve a ampliação da negociação política para além das fronteiras e acaba por converter a atitude realista dos representantes do Estado singular local em uma atitude interdependente na esfera de um realismo supranacional.

Isso provoca, de uma perspectiva local, uma evolução econômica, política e social. O sucesso da interdependência interna, então, pode levar a um Estado global regido pelo idealismo supranacional. Mas isso ainda está por vir. O que se percebe, agora, são somente os primeiros sinais. O livre-trânsito de pessoas, produtos e recursos financeiros, assim como os incentivos ao intercâmbio cultural entre os países-membros do bloco, incrementa o comércio e, principalmente, o trato entre suas populações.

Esse pode ser o início do rompimento dos limites sociais da cidadania, Uma vez rompidos os limites econômicos e sociais, o rompimento dos limites legais da cidadania é o passo seguinte. O direito à cidadania do imigrante, quando aceito socialmente, fica facilitado.

Para tornar viável uma unificação em um plano factível, primeiro se deve pensar em um planejamento de longo prazo, nos acordos comerciais com vistas a um progresso econômico comum para, posteriormente, incentivar o sentimento de cidadania mútuo e, finalmente, obter a aprovação legal-política via consenso democrático.

Estrategicamente, esse é o plano, o qual deve ser ratificado legalmente em todos os países-membros, ter a aceitação das sociedades e dos atores políticos locais, ser concomitante à obtenção do bem-estar social para a totalidade ¾ ou quase totalidade ¾ de sua população, prever entidades negociadoras que viabilizem seu processo de execução.

Determinando suas fases, pode-se apontar: – 1 a fase: acordos comerciais entre países próximos estabelecendo um bloco econômico, que deve incluir uma política comum de tratamento comercial aos não-signatários e uma política para futuros signatários, isto é, uma zona de livre-comércio e uma união aduaneira; – 2 a fase: incentivos especiais às regiões e às indústrias menos desenvolvidas do bloco; – 3 a fase: livre-trânsito de pessoas, produtos e recursos financeiros entre os países-membros, com desativação das polícias de fronteiras; – 4 a fase: incentivos ao intercâmbio cultural entre os países signatários; – 5 a fase: direito à cidadania com tempo de moradia e, posteriormente, direito à cidadania incontinente. CONCLUSÃO: UMA EDUCAÇÃO MULTIDISCIPLINAR PARA A PAZ

Este artigo começou a ser escrito antes dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e Washington. Na época anterior aos atentados, a idéia de conclusão deste artigo para introduzir a necessidade da função policial do Estado contra a violência consistia na discussão ética do atentado na cidade de Oklahoma nos Estados Unidos.

Os autores do atentado contra as instalações do governo americano nessa cidade eram, em princípio, contra as iniciativas do governo Clinton na esfera do bem-estar social. O edifício destruído era, entre outras atividades, voltado para esse fim. Para os autores do atentado, o progresso da humanidade seria o progresso de alguns, a maioria da humanidade deveria se sacrificar em nome do progresso da minoria.

Nesse caso, o investimento no bem-estar social seria um despropósito e o motivo do ataque. O radicalismo desse posicionamento introduziria os temas da violência estrutural e da construção do espaço social local e mundial no contexto da interdependência.

  1. Os atentados de Nova York e Washington fizeram regredir a discussão da teoria da interdependência para o realismo econômico e, deste, para o realismo militar.
  2. O terrorismo, assim como a violência urbana e rural, deve ser combatido no curto prazo com força militar e policial.
  3. A diferença e os radicalismos de pensamento coexistem e causam conflitos violentos.

O radicalismo oriundo da falta de integração e cooperação, assim como o radicalismo contra o bem-estar social, não desaparecerá no curto prazo e é questionável se desaparecerá no longo prazo. No longo prazo, no entanto, a interdependência e a educação para a paz se colocam como propostas a serem discutidas e, talvez, tentadas.

  • As iniciativas da «escola idealista» das Ciências Políticas não impedirão o fluir e o refluir do realismo militar, pois as diferenças sociais, culturais e econômicas são enormes entre as nações do mundo.
  • As idéias e as iniciativas relativas à verdadeira paz, entretanto, surgem em pontos isolados, mas cada vez em maior número, pelo mundo inteiro.

O esforço pela paz existe como proposta e coexiste com o realismo político militar. A educação para a paz está sendo, paulatinamente, organizada no mundo inteiro. A iniciativa é maior nos países desenvolvidos, onde institutos com esse propósito estão sendo criados.

A educação para a paz é multidisciplinar, mas, em um primeiro momento, ficam evidenciadas as necessidades de análises jurídicas sobre o limite legal-político, sociológicos e comportamentais sobre o limite social, econômicos e logísticos sobre o limite econômico e, finalmente, administrativos e políticos sobre os limites organizacionais da cidadania.

Geografia, Sociologia, Teologia, Economia são apenas alguns poucos exemplos de áreas do conhecimento que permeiam o tema paz, cujo desenvolvimento acadêmico se faz premente. Este artigo busca ser um incentivo para universidades brasileiras criarem grupos, ou mesmo institutos, multidisciplinares voltados para o estudo da paz.

O que a Bíblia fala sobre entendimento?

‘Não Te Estribes no Teu Próprio Entendimento ‘ ‘E com tudo o que possuis adquire o entendimento ‘, ou, em outras palavras, ‘Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento ‘ (Provérbios 3:5).