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Como Ser Que Os Povos Dominados Reagiram A OpressãO Asteca?

Como os povos dominados pelos astecas reagiram à opressão?

Conquista dos astecas Os astecas eram uma civilização mesoamericana que vivia na região do atual México e Guatemala. Eles mantinham um controle de uma vasta região e de grande quantidade de população por uma relação de vassalagem. Os povos conquistados pelos astecas eram obrigados a pagar impostos e constantemente eram atacados e levados como prisioneiros a fim de serem usados em sacrifícios humanos aos deuses astecas.

O domínio asteca chegou ao fim em 1521 a partir da conquista realizada pelos espanhóis liderados por Hernán Cortés, Expedição de Hernán Cortés e os primeiros contatos A expedição de Hernán Cortés saiu de Cuba em fevereiro de 1519 com aproximadamente 500 homens distribuídos em onze navios. Esse grupo rumou em direção à Península de Iucatã no México, desembarcou e estabeleceu-se em Cempoala, uma cidade habitada pelos totonacas,

O objetivo de Cortés era a conquista dos astecas e a obtenção de riquezas. Os contatos iniciais de Cortés com os emissários de Montezuma (imperador asteca) foram pacíficos por meio de bastante troca de presentes. Montezuma – também conhecido como Montezuma II – era o imperador asteca desde 1502 e comandava uma vasta região populosa a partir do poderio militar e da imposição de pesados impostos.

A comunicação com os emissários astecas foi intermediada por Malinche, nativa que trabalhava para Cortés e que falava nahuatl (idioma asteca) e espanhol. Durante o contato com esses emissários, o líder espanhol havia deixado claro a intenção de ir até Tenochtitlán (capital asteca), porém, Montezuma recusava-se a recebê-lo.

As ações de Cortés para promover a conquista do Império Asteca começaram pela cooptação de outros povos nativos contra os astecas. Primeiramente, o líder espanhol convenceu os totonaques a aliarem-se a ele. Os totonaques viram na aliança com os espanhóis uma maneira de livrar-se dos tributos que eram obrigados a pagar aos astecas.

A marcha rumo a Tenochtitlán A partir disso, Cortés fundou a cidade de Veracruz nas proximidades de Cempoala e, juntamente aos totonaques, partiu em direção à capital asteca: Tenochtitlán. Durante o percurso, lutaram contra o principal adversário dos astecas: os tlaxcaltecas, uma tribo independente que não havia sido sujeitada aos astecas.

O imperador asteca, Montezuma, via nos tlaxcaltecas uma esperança para conter os espanhóis. No entanto, os espanhóis e os guerreiros totonacas liderados por Cortés venceram a batalha e subjugaram esse povo. Assim, Cortés convenceu os tlaxcaltecas a aliarem-se a ele e lutarem contra os astecas.

  1. O líder espanhol ganhou, então, um poderoso aliado.
  2. Os espanhóis, por fim, receberam a autorização de Montezuma para entrar em Tenochtitlán.
  3. Os relatos da época retrataram o espanto dos europeus com a grandiosidade da capital asteca – projeções afirmam que Tenochtitlán possuía mais de 200 mil habitantes em 1519.

À época, essa cidade localizava-se em uma ilha no meio do lago Texcoco, que não existe mais hoje em dia. Conquista de Tenochtitlán Após entrar na capital asteca em novembro de 1519, Cortés foi obrigado a retornar à Veracruz, porém, deixou alguns homens como reféns com o imperador Montezuma.

Quando retornou, encontrou a cidade em rebelião e foi obrigado a fugir. Esse evento ficou conhecido como La Noche Triste (traduzido do espanhol como «A Noite Triste»), no qual 50% da força de Cortés foi assassinada. Durante a revolta, o imperador Montezuma foi morto ao ser acertado por uma pedra. Cortés reorganizou suas forças e atacou a cidade de Tenochtitlán novamente em agosto de 1521.

Lá, encontrou a cidade enfraquecida por um surto de varíola. Os combates entre espanhóis e seus aliados indígenas contra os astecas foram brutais segundo os relatos, no entanto, a vitória foi espanhola. O novo imperador asteca, chamado Cuauhemoc, foi feito refém.

  1. Superioridade dos armamentos espanhóis;
  2. Atuação das doenças contagiosas, que mataram inúmeros indígenas;
  3. Aliança com outros povos indígenas (no caso de Cortés, essas alianças foram com os totonacas e os tlaxcaltecas).
  • Além disso, atribui-se a vitória espanhola à ação estratégica de Cortés de cooptar aliados a seu favor e tomar decisões que contribuíram para o enfraquecimento dos astecas, como as que foram tomadas em batalha.
  • * Créditos da imagem: e
  • Aproveite para conferir as nossas videoaulas relacionadas ao assunto:

: Conquista dos astecas

O que os astecas exigiam dos povos dominados por eles?

Os astecas exigiam tributos dos povos conquistados, e o pagamento poderia ser feito de diferentes maneiras: a partir da provisão de Page 2 alimentos, de joias ou até mesmo da cessão de escravos para a realização dos sacrifícios.

Como foi que os astecas resistiram a dominação espanhola?

Civilizações pré-colombianas Astecas – Religião e organização social no Império Asteca Astecas e espanhóis – A destruição do Império Asteca pelos espanhóis Maias Império Inca Incas

Antes da chegada de Colombo à América, os astecas já haviam criado um dos maiores impérios que o continente americano conheceu até então. Esse poderoso império se mantinha com os altos impostos arrecadados entre os vários povos vizinhos que estavam sob seu domínio.

  • Em 1519, quando os soldados espanhóis, liderados pelo oficial Hernán Cortés (1485-1547), chegaram pela primeira vez à região que hoje é o México, eles, os espanhóis, não passavam de um grupo com apenas pouco mais de quinhentos homens.
  • No entanto, isso não impediu que, em um tempo relativamente curto, eles derrotassem e conquistassem o então poderoso Império Asteca, cuja capital, Tenóchtilán, era mais populosa que qualquer grande cidade europeia na mesma época.

Apesar de estarem em número muito inferior ao dos astecas, os espanhóis saíram vitoriosos. A história da conquista do Império Asteca costuma despertar a seguinte pergunta: «Como tão poucos homens conseguiram vencer e conquistar um império?». Vamos tentar respondê-la.

  1. Armas superiores Os espanhóis possuíam armas de fogo (mosquetes, canhões, arcabuzes, bacamartes.), algo de que os astecas não dispunham.
  2. Sem dúvida, as armas de fogo usadas pelos espanhóis tinham grande poder destrutivo e de intimidação.
  3. No entanto, esse fato não é suficiente para explicar a derrota dos astecas para os espanhóis.

Se comparadas às armas de fogo dos dias de hoje, as daquela época apresentavam uma série de desvantagens: enguiçavam com facilidade (uma arma podia até estourar nas mãos de seu dono, ferindo-o); não funcionavam debaixo da chuva; eram difíceis de recarregar (a troca de munição era uma tarefa demorada e complicada) e não tinham o mesmo poder de precisão que as flechas usadas pelos inimigos.

  • O exército liderado por Cortéz contava com apenas quatorze canhões, que também eram pouco eficazes se comparados aos atuais e apresentavam os mesmos riscos que as espingardas e arcabuzes.
  • Portanto, Cortéz e seus homens nem sempre podiam contar com essas armas de fogo.
  • Muitas vezes, para os soldados espanhóis, a habilidade como espadachins podia ser mais importante na decisão de uma luta.

Cavalos supreendem os astecas Sabe-se que os espanhóis surpreenderam os indígenas ao aparecerem montados em cavalos, animais que eram desconhecidos na América até então. Mas, passada a surpresa inicial, os indígenas deixaram de ver os cavalos com estranheza.

Sem dúvida, o uso dos cavalos oferecia várias vantagens no campo de batalha: os cavaleiros espanhóis podiam atacar e se mover com mais velocidade que os guerreiros astecas, que lutavam a pé. No entanto, o exército de Cortéz dispunha de pouquíssimos cavalos: apenas dezesseis. Ou seja, uma quantidade muito pequena para considerar o uso dos cavalos como um dos principais fatores para a derrota dos astecas.

Os astecas construíram e mantiveram seu império fazendo uso de extrema violência. Atacaram e dominaram diversos povos vizinhos, dos quais cobravam altos impostos. Prisioneiros de guerra ou habitantes dos territórios conquistados eram sacrificados nos altares dos templos astecas.

Por isso, não é de surpreender que os astecas tivessem vários inimigos dentro do seu próprio império. Cortéz percebeu as divisões que existiam dentro do Império Asteca e soube tirar proveito do rancor que esses povos dominados tinham em relação aos dominadores. Sem a ajuda desses aliados, Cortéz jamais ou muito dificilmente teria conseguido vencer os astecas.

Assim, estima-se que o exército liderado por Cortéz, que contava com poucas centenas de homens, foi reforçado com o apoio de mais de milhares de guerreiros indígenas. Inicialmente, os espanhóis foram vistos por esses povos aliados como libertadores, como aqueles que iriam libertá-los do domínio asteca.

Após a derrota dos astecas, esses povos perceberam que apenas haviam trocado de senhor: deixaram de ser dominados pelos astecas e foram submetidos pelos espanhóis. Doenças Sem dúvida, as doenças trazidas pelos espanhóis contribuíram para a derrota do Império Asteca. Dentre essas doenças estavam o sarampo, a gripe (para a qual, os indígenas do continente americano não possuíam anticorpos ) e a varíola, que se tornou uma epidemia.

O último imperador asteca foi vítima da varíola: reinou apenas oitenta dias. Nesse sentido, involuntariamente, os espanhóis foram uma espécie de «precursores da guerra bacteriológica». As doenças que eles trouxeram se constituíram em verdadeiras «armas biológicas», dizimando grande parte da população indígena.

No entanto, as doenças não podem ser consideradas a mais importante causa da derrota dos astecas. Afinal, se os astecas não tinham defesas para essas doenças, os indígenas que se aliaram aos espanhóis também não tinham. As doenças que os espanhóis trouxeram vitimavam tanto inimigos quanto aliados. Informação: arma poderosa Numa guerra, a informação pode ser a arma mais valiosa.

Conhecer bem o inimigo costuma ser uma grande vantagem estratégica. Os espanhóis obtiveram essa vantagem em relação aos astecas e souberam explorá-la muito bem. Cortéz contou com a ajuda de guias e intérpretes, por meio dos quais obteve muitas informações a respeito da situação do Império Asteca.

Antes de chegarem ao México, Cortéz e seus soldados estavam em Cuba. Isso porque a colonização espanhola em terras americanas teve início nas ilhas do Caribe e das Bahamas. Como havia ouro nessas ilhas, os espanhóis acreditavam que esse metal deveria existir em grande quantidade em todo o continente americano.

Assim, Cortéz partiu de Cuba e desembarcou no litoral do que hoje é o México. Pouco após a sua chegada, encontrou duas pessoas que lhe foram muito úteis: Jerônimo Aguilar, um náufrago espanhol, e Malinche, uma jovem indígena. Aguilar havia sido prisioneiro dos maias na península de Yucatán e conhecia a língua maia, que era um dos idiomas falados no Império Asteca.

Por que grupos nativos americanos se aliaram aos conquistadores espanhóis na luta contra os astecas?

Causas da conquista da América espanhola – A história nos conta a vitória dos espanhóis sobre os nativos à custa do extermínio destes. Na maioria dos casos, os espanhóis lutavam em cenários extremamente adversos, pois estavam em número consideravelmente inferior ao dos nativos. Apesar disso, existem motivos que ajudam a entender a vitória dos espanhóis:

  1. Doenças : o contato dos nativos com doenças trazidas pelos europeus foi mortal. A varíola, principalmente, dizimou vilas e tribos inteiras de maneira epidêmica e fulminante;
  2. Superioridade de armas : as armas utilizadas pelos espanhóis eram notadamente superiores, pois as armaduras de metal dos espanhóis garantiam importante proteção, além do uso de espadas, bestas, arcabuzes etc.
  3. Alianças : a conquista dos incas e astecas só foi possível porque inúmeros outros povos conquistados por incas e astecas aliaram-se aos espanhóis na esperança de se libertarem dos seus algozes.

Qual povo se rebelou contra os astecas e qual a sua atitude?

Cortés, então, convenceu os totonacas a lutarem contra os astecas para que se livrassem dos impostos cobrados. Pouco antes de partir rumo à capital asteca, Cortés fundou a cidade de Veracruz nas proximidades de Cempoala e partiu com cerca de 450 espanhóis e milhares de guerreiros totonacas.

Como viviam os povos dominados pelos astecas?

Resumo – Os astecas foram a principal civilização mesoamericana e uma das principais civilizações pré-colombianas. Construíram sua capital em meados do século XIV e tinham uma cultura rica, que herdou elementos de diversos povos da Mesoamérica (região da América Central que corresponde a países como México, Guatemala, El Salvador etc.), tais como toltecas e maias,

Sua sociedade era hierarquizada, cada qual possuindo seu papel específico. Após travar guerra contra os tepanecas, os astecas ganharam força, conquistando cidades vizinhas e cobrando-lhes impostos. Sobreviviam da agricultura, mas também realizavam comércio com outros povos e outras cidades. Sua religião era politeísta e tinha no sacrifício humano um ritual extremamente importante.

Os astecas foram conquistados em 1521, após os espanhóis – aliados com outros povos indígenas – terem conquistado a cidade de Tenochtitlán.

Quando os astecas foram dominados?

Conquista dos astecas A conquista dos astecas aconteceu entre 1519 e 1521 e foi um dos episódios da invasão e colonização da América pelos espanhóis. O grande havia sido construído por povos mesoamericanos a partir do século XIV. Com a conquista deles, os espanhóis iniciaram a colonização da região que hoje corresponde ao México.

Expedição de Hernán Cortés A conquista do Império Asteca foi liderada pelo espanhol Hernán Cortés, A partir de um empréstimo, Cortés organizou uma expedição com 500 homens, que partiram em onze embarcações na direção da Península do Iucatã (atual México). Ao chegar a essa localidade, o explorador espanhol e seus homens instalaram-se nas proximidades de Cempoala, uma cidade habitada pelos totonacas.

Ao estabelecerem-se nessa região, os espanhóis passaram a receber uma série de emissários dos indígenas interessados e curiosos em conhecer os forasteiros. Entre eles, estavam os emissários astecas enviados pelo imperador Montezuma, O contato entre indígenas e espanhóis era intermediado por Malinche, uma indígena do povo nahua que, além do espanhol, falava também o idioma dos astecas, chamado nahuatl,

  • Os contatos iniciais entre Cortés e os emissários astecas foram pacíficos, e houve muita troca de presentes entre as partes.
  • Durante as conversas, Cortés havia transparecido suas intenções de conhecer pessoalmente Montezuma em sua cidade, mas os emissários astecas informaram que o imperador não tinha interesse em deixá-los entrar em,

Marcha rumo a Tenochtitlán O primeiro grande passo dado por Cortés foi perceber a balança da estrutura de poder existente na região e usar a diplomacia para desequilibrá-la a seu favor. Ele percebeu que o poder dos astecas era baseado no controle militar e que inúmeros povos subjugados eram obrigados a pagar pesados impostos.

Cortés, então, passou a usar esses povos como seus aliados contra os astecas. O primeiro povo que se aliou aos espanhóis foi o totonaca, Cortés convenceu-o de que a aliança com os espanhóis oferecia a vantagem de não haver mais obrigação de pagar os impostos que eram pagos aos astecas. Após garantir o apoio dos totonacas, Cortés fundou uma cidade na região (Veracruz) e, juntamente de guerreiros totonacas, iniciou uma marcha pelo vale do México.

Durante essa marcha, as forças de Cortés entraram em guerra com os tlaxcaltecas, Esse povo não havia sido conquistado pelos astecas, porém, era constantemente atacado por eles, que aprisionam seus guerreiros para sacrifícios aos deuses nos rituais religiosos.

  • Os tlaxcaltecas foram derrotados pelos espanhóis auxiliados pelos totonacas e, após isso, tornaram-se grandes aliados dos espanhóis na luta contra os astecas.
  • Não pare agora.
  • Tem mais depois da publicidade 😉 Em seguida, Cortés e seus homens dirigiram-se para a cidade asteca de Cholula,
  • A presença dos espanhóis gerou um tumulto que acabou resultando em um grande massacre de indígenas.

Os relatos contam que os espanhóis mataram grande quantidade de astecas no templo religioso de Cholula. Isso ficou conhecido como Massacre de Cholula, Por fim, os espanhóis foram autorizados por Montezuma a entrar na cidade de Tenochtitlán, o que se concretizou em 3 de novembro de 1519.

  • Os relatos dos espanhóis retrataram o seu encantamento diante da grandiosidade da capital asteca, a qual possuía ao menos 200 mil habitantes e muito provavelmente era maior que qualquer cidade europeia da época.
  • La Noche Triste e a conquista de Tenochtitlán Quando entraram em Tenochtitlán, os espanhóis foram recebidos pelo imperador Montezuma de maneira amistosa.

No entanto, em um golpe de ousadia, Cortés sequestrou o imperador, fazendo dele seu refém. Em seguida, o conquistador espanhol precisou abandonar Tenochtitlán para resolver questões urgentes em Veracruz e deixou Montezuma na posse de seus homens. Ao retornar a Tenochtitlán, Cortés encontrou a cidade rebelada e as forças astecas organizadas e prontas para atacar os espanhóis que lá estavam.

  • A rebelião asteca forçou os espanhóis a fugirem de Tenochtitlán.
  • Durante a confusão, o imperador Montezuma supostamente foi morto após ser apedrejado acidentalmente no crânio.
  • A fuga dos espanhóis terminou em desastre, pois foram atacados por guerreiros astecas, o que resultou em muitos mortos.
  • Pelo menos metade dos homens de Cortés morreu nessa retirada, que ficou conhecida como La Noche Triste («A Noite Triste» em português), acontecida na virada de 30 de junho para 1º de julho de 1520.

Então, Cortés retornou a Veracruz para reorganizar suas forças para retomr a cidade. Contudo, Cortés só conseguiu reorganizar totalmente suas forças em 1521, quando formou um exército gigantesco que contava com milhares de guerreiros tlaxcaltecas. Além disso, ele construiu inúmeras embarcações para cercar Tenochtitlán (a capital asteca ficava em uma ilha no meio de um grande lago que atualmente não existe mais).

  • Os relatos contavam de combates violentos acontecendo nas ruas de Tenochtitlán.
  • O resultado do cerco a Tenochtitlán foi a vitória espanhola,
  • O novo imperador, que se chamava Cuahtemoc, foi feito prisioneiro e, a partir disso, os espanhóis passaram para a conquista das outras cidades menores controlada pelos astecas.

Com a conquista desse povo, os espanhóis estabeleceram na região o Vice-Reino da Nova Espanha, que foi inicialmente administrado pelo próprio Cortés. : Conquista dos astecas

Quem governava os astecas e os povos dominados por eles?

Astecas – Economia, Política e Sociedade. Astecas Como Ser Que Os Povos Dominados Reagiram A OpressãO Asteca Montezuma, um dos principais imperadores astecas Economia Ao longo da expansão do povo asteca, a agricultura foi se tornando a sua principal atividade econômica. Mesmo habitando uma região com terrenos alagados, desenvolveram técnicas agrícolas que superavam as limitações naturais da região.

  • Uma interessante técnica agrícola desenvolveu-se com a construção das chinampas.
  • As chinampas eram grandes esteiras de junco sustentadas por hastes fixadas no fundo dos lagos.
  • Na superfície da chinampa era depositada a fértil lama encontrada no fundo dos lagos.
  • Dessa forma foi possível ampliar a produção agrícola.

Além disso, os astecas também utilizaram de canais de irrigação que tornavam possível o plantio em regiões menos férteis. O comércio também figurava entre uma das principais atividades da economia asteca. Em grandes mercados, como o de Tlatelolco, pessoas realizavam trocas de artesanatos, alimentos, pequenos animais, utensílios e ervas medicinais.

  • Além de realizarem o comércio através do escambo, também utilizavam a semente do cacau como uma moeda de troca.
  • Sociedade e Política Baseada em uma forte tradição militarista, os astecas possuíam uma organização social vinculada pela posição política e econômica reservada a cada um dos seus membros.
  • O Estado asteca era chefiado por um imperador que contava com o apoio de funcionários na administração das terras e construções do império.

No topo da hierarquia social asteca estavam os nobres, os sacerdotes e os militares. Estas três classes exerciam importante papel na manutenção do império, na conquista de novas terras e no contato entre os homens e os deuses. Não pare agora. Tem mais depois da publicidade 😉 Logo em seguida estavam os comerciantes e artesãos.

  • Muitos deles eram admirados pela habilidade em dominar complexas técnicas, como a ourivesaria.
  • Estes, além de controlarem uma parte significativa da economia asteca, também circulavam pelo império realizando alguns trabalhos para o Estado e praticando a espionagem.
  • Em razão de sua grande importância, muitos deles não eram obrigados a pagar tributos ao Estado.

A grande parcela da população era composta por camponeses. Estes seguiam as orientações do Estado no cultivo das terras e na construção de obras públicas. Cada camponês, ao se casar, recebia um lote de terras que deveria ser administrado por ele. Em troca do serviço prestado, os camponeses recebiam alimentos, vestimentas e tinham seus filhos introduzidos nas instituições de ensino do governo.

  • No mais baixo estrato da escala social estavam os escravos que, de acordo com a condição que usufruíam, poderiam ascender socialmente.
  • A vasta população organizada sob o domínio asteca marcou a existência de uma das mais complexas sociedades da América pré-colombiana.
  • A extensão dos núcleos urbanos e a organização sociopolítica asteca faziam frente e, em certos casos, ultrapassavam as dimensões dos centros urbanos da Europa do século XVI.
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Os colonizadores espanhóis ao chegarem na região fizeram vários relatos sobre a riqueza do povo asteca. Por Rainer Sousa Mestre em História Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja: SOUSA, Rainer Gonçalves. «Astecas – Economia, sociedade e política»; Brasil Escola, Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historia-da-america/astecas2.htm. Acesso em 08 de novembro de 2023. : Astecas – Economia, Política e Sociedade. Astecas

Qual era o sentido dos sacrifícios humanos na sociedade asteca?

Cultura, religião e conhecimentos – Os astecas tinham profundo conhecimento em metalurgia, produzindo ornamentos de ouro e prata com facilidade. Para eles, esses metais não tinham o mesmo valor que para os povos europeus. Desenvolveram vários remédios a partir de gordura animal e plantas medicinais, possuindo tratamentos de saúde de qualidade.

  1. Assim como a grande maioria dos povos ameríndios, os astecas eram politeístas.
  2. Ou seja, acreditavam em vários deuses.
  3. Os sacrifícios humanos eram importantes na religião dos astecas, pois serviam como forma de agradecimento ao deus Huitzlopochtli, o deus serpente.
  4. Estima-se que só os astecas teriam sacrificado pelo menos 20 mil pessoas por motivos religiosos.

A arquitetura das cidades astecas também chama atenção. Eles construíram elaborados canais para a circulação de mercadorias e aquedutos para levar água doce até os centros urbanos. A capital era repleta de templos ornamentados, ruas retas e amplas e possuía um mercado rico e movimentado.

Qual foi a resistência dos astecas?

Conquista dos astecas A conquista dos astecas aconteceu entre 1519 e 1521 e foi um dos episódios da invasão e colonização da América pelos espanhóis. O grande havia sido construído por povos mesoamericanos a partir do século XIV. Com a conquista deles, os espanhóis iniciaram a colonização da região que hoje corresponde ao México.

  1. Expedição de Hernán Cortés A conquista do Império Asteca foi liderada pelo espanhol Hernán Cortés,
  2. A partir de um empréstimo, Cortés organizou uma expedição com 500 homens, que partiram em onze embarcações na direção da Península do Iucatã (atual México).
  3. Ao chegar a essa localidade, o explorador espanhol e seus homens instalaram-se nas proximidades de Cempoala, uma cidade habitada pelos totonacas.

Ao estabelecerem-se nessa região, os espanhóis passaram a receber uma série de emissários dos indígenas interessados e curiosos em conhecer os forasteiros. Entre eles, estavam os emissários astecas enviados pelo imperador Montezuma, O contato entre indígenas e espanhóis era intermediado por Malinche, uma indígena do povo nahua que, além do espanhol, falava também o idioma dos astecas, chamado nahuatl,

Os contatos iniciais entre Cortés e os emissários astecas foram pacíficos, e houve muita troca de presentes entre as partes. Durante as conversas, Cortés havia transparecido suas intenções de conhecer pessoalmente Montezuma em sua cidade, mas os emissários astecas informaram que o imperador não tinha interesse em deixá-los entrar em,

Marcha rumo a Tenochtitlán O primeiro grande passo dado por Cortés foi perceber a balança da estrutura de poder existente na região e usar a diplomacia para desequilibrá-la a seu favor. Ele percebeu que o poder dos astecas era baseado no controle militar e que inúmeros povos subjugados eram obrigados a pagar pesados impostos.

  • Cortés, então, passou a usar esses povos como seus aliados contra os astecas.
  • O primeiro povo que se aliou aos espanhóis foi o totonaca,
  • Cortés convenceu-o de que a aliança com os espanhóis oferecia a vantagem de não haver mais obrigação de pagar os impostos que eram pagos aos astecas.
  • Após garantir o apoio dos totonacas, Cortés fundou uma cidade na região (Veracruz) e, juntamente de guerreiros totonacas, iniciou uma marcha pelo vale do México.

Durante essa marcha, as forças de Cortés entraram em guerra com os tlaxcaltecas, Esse povo não havia sido conquistado pelos astecas, porém, era constantemente atacado por eles, que aprisionam seus guerreiros para sacrifícios aos deuses nos rituais religiosos.

  1. Os tlaxcaltecas foram derrotados pelos espanhóis auxiliados pelos totonacas e, após isso, tornaram-se grandes aliados dos espanhóis na luta contra os astecas.
  2. Não pare agora.
  3. Tem mais depois da publicidade 😉 Em seguida, Cortés e seus homens dirigiram-se para a cidade asteca de Cholula,
  4. A presença dos espanhóis gerou um tumulto que acabou resultando em um grande massacre de indígenas.

Os relatos contam que os espanhóis mataram grande quantidade de astecas no templo religioso de Cholula. Isso ficou conhecido como Massacre de Cholula, Por fim, os espanhóis foram autorizados por Montezuma a entrar na cidade de Tenochtitlán, o que se concretizou em 3 de novembro de 1519.

  • Os relatos dos espanhóis retrataram o seu encantamento diante da grandiosidade da capital asteca, a qual possuía ao menos 200 mil habitantes e muito provavelmente era maior que qualquer cidade europeia da época.
  • La Noche Triste e a conquista de Tenochtitlán Quando entraram em Tenochtitlán, os espanhóis foram recebidos pelo imperador Montezuma de maneira amistosa.

No entanto, em um golpe de ousadia, Cortés sequestrou o imperador, fazendo dele seu refém. Em seguida, o conquistador espanhol precisou abandonar Tenochtitlán para resolver questões urgentes em Veracruz e deixou Montezuma na posse de seus homens. Ao retornar a Tenochtitlán, Cortés encontrou a cidade rebelada e as forças astecas organizadas e prontas para atacar os espanhóis que lá estavam.

  1. A rebelião asteca forçou os espanhóis a fugirem de Tenochtitlán.
  2. Durante a confusão, o imperador Montezuma supostamente foi morto após ser apedrejado acidentalmente no crânio.
  3. A fuga dos espanhóis terminou em desastre, pois foram atacados por guerreiros astecas, o que resultou em muitos mortos.
  4. Pelo menos metade dos homens de Cortés morreu nessa retirada, que ficou conhecida como La Noche Triste («A Noite Triste» em português), acontecida na virada de 30 de junho para 1º de julho de 1520.

Então, Cortés retornou a Veracruz para reorganizar suas forças para retomr a cidade. Contudo, Cortés só conseguiu reorganizar totalmente suas forças em 1521, quando formou um exército gigantesco que contava com milhares de guerreiros tlaxcaltecas. Além disso, ele construiu inúmeras embarcações para cercar Tenochtitlán (a capital asteca ficava em uma ilha no meio de um grande lago que atualmente não existe mais).

  1. Os relatos contavam de combates violentos acontecendo nas ruas de Tenochtitlán.
  2. O resultado do cerco a Tenochtitlán foi a vitória espanhola,
  3. O novo imperador, que se chamava Cuahtemoc, foi feito prisioneiro e, a partir disso, os espanhóis passaram para a conquista das outras cidades menores controlada pelos astecas.

Com a conquista desse povo, os espanhóis estabeleceram na região o Vice-Reino da Nova Espanha, que foi inicialmente administrado pelo próprio Cortés. : Conquista dos astecas

Foi o maior inimigo dos astecas?

Civilizações pré-colombianas Astecas – Religião e organização social no Império Asteca Astecas e espanhóis – Hernán Cortéz e o Império Asteca Maias Império Inca Incas

Segundo um cronista da época, Bernal Díaz Del Castillo, Malinche teria sido a filha de um nobre, nascida numa região que era a «fronteira» entre o Império Asteca e os Estados maias, na Península do Yucatán. Ela conhecia tanto a língua maia quanto o nahuatl, idioma que era falado tanto pelos nahuas quanto pelos astecas.

Gravura do século 16 mostra Malinche servindo de intérprete a Cortéz

Assim, ela e Aguilar serviram de intérpretes para Hernán Cortés, Malinche traduzia do nahuatl para o maia, que, só então, era traduzido para o espanhol por Aguilar. Isso era necessário porque Malinche não havia ainda aprendido a falar espanhol e porque, embora Aguilar falasse o maia, ele não falava o nahuatl.

Mais tarde, Malinche aprendeu também a falar o espanhol. Ela logo trocou o nome para Marina, converteu-se ao catolicismo e tornou-se a companheira de Cortéz. Malinche teve um papel muito importante na conquista do México, pois ela se tornou o braço direito do comandante dos conquistadores, servindo de guia e de intérprete.

Sua figura ainda é alvo de controvérsias no México. Para muitos, ela não passou de uma traidora, por ter ajudado os espanhóis, daí a expressão «malinchista», usada no México nos dias de hoje para acusar alguém de «traidor da pátria». «Cortéz e Malinche: os «pais do México» Cortéz e Malinche costumam ser considerados os «pais» do México, no sentido de que a união deles representou o nascimento de uma nação mestiça.

De fato, Cortéz e Malinche tiveram um filho: Martín Cortéz (1523-1568), que viveu à sombra de seu meio-irmão, também chamado Martín Cortéz (1533-1589). Por ser mestiço, era tratado como um cidadão de segunda classe no México dominado pela Espanha, vivendo como uma espécie de serviçal do irmão homônimo e mais novo, cuja mãe era a espanhola Juana de Zuñiga.

Com a ajuda de guias e intérpretes, Cortéz logo teve acesso a uma informação das qual soube tirar muito proveito: de que ele estaria sendo confundido com um deus asteca, Quetzacoatl. Na visão dos astecas, a chegada de Cortéz significava a realização de uma profecia, segundo a qual Quetzacoatl retornaria e assumiria o trono em Tenochtitlán (ao que tudo indica, essa profecia foi feita após a chegada dos espanhóis, como uma forma de tentar explicar a chegada daqueles homens que eram tão estranhos para os astecas).

  1. Por isso, quando chegou à Tenochtitlán, em novembro de 1519, Cortéz, que vinha acompanhado dos soldados espanhóis e de milhares de guerreiros indígenas aliados, recebeu as boas-vindas de Montezuma 2º, o imperador asteca.
  2. O próprio Montezuma 2º teria acreditado que Cortéz fosse mesmo o deus Quetzacoatl.

Porém, pouco tempo depois, o imperador asteca percebeu que estava equivocado a respeito de Cortéz. Já era tarde demais. Montezuma foi feito prisioneiro pelos espanhóis, que logo começaram a tomar todos os objetos de ouro dos astecas. Fim do Império Asteca Os espanhóis permaneceram durante muitos meses em Tenochtitlán.

Quando Cortéz precisou se ausentar da cidade, Pedro de Alvarado, seu substituto no comando das tropas, aproveitou-se da ausência do líder e ordenou o massacre de milhares de astecas que estavam reunidos no interior do Templo Maior, durante a festa de Tóxcatl. Esse episódio ficou conhecido como «Noite Triste» e marcou o início da guerra entre astecas e espanhóis.

Quando retornou, Cortéz não conseguiu conter os ânimos dos astecas. Os espanhóis e seus aliados indígenas se viram obrigados a fugir e buscaram refúgio em Tlaxcala, cidade onde viviam os principais inimigos dos astecas. Diferentemente de outras cidades da região, Tlaxcala jamais se submeteu ao controle do Império Asteca.

Por causa do seu apoio aos espanhóis, Tlaxcala acabou conquistando uma posição relativamente privilegiada durante o domínio colonial da Espanha no México. Cortéz buscou reforços na Espanha e entre os povos indígenas inimigos dos astecas. Assim, ele conseguiu reunir um exército formado por milhares de guerreiros indígenas e cerca de 900 soldados espanhóis.

Acompanhado desse exército e munido de canhões, Cortéz sitiou a capital asteca. Em 13 de agosto de 1521, após os astecas resistirem durante 75 dias, o último imperador asteca, Quatemozin (também chamado de Guatemozin), sucessor de Montezuma 2º, foi obrigado a se render aos espanhóis.

Era o fim do Império Asteca. Mundos diferentes A derrota dos astecas para os espanhóis não pode ser explicada por um único fator apenas. Na verdade, ela é o resultado da combinação de uma série de fatores. Os dois mais importantes foram o fato de Cortéz ter conseguido aliados entre as populações indígenas e o de que ele estava bem informado a respeito do seu inimigo.

Curiosamente, enquanto Cortéz sabia muito a respeito dos astecas, Montezuma 2º pouco sabia a respeito dos espanhóis. Isso se devia ao fato de que astecas e espanhóis viviam em «mundos mentais» diferentes, tinham concepções de mundo diferentes. Enquanto Cortéz valorizava a informação a respeito dos inimigos, recompensando seus informantes, o imperador asteca punia aqueles que lhe traziam notícias desfavoráveis.

Para o imperador asteca, os espanhóis eram imprevisíveis, pois não se encaixavam em nenhum dos modelos que conhecia: os astecas guerreavam seguindo regras de combate preestabelecidas, como em um torneio, enquanto os espanhóis usavam de todos os meios para surpreender o inimigo. Além disso, os astecas tinham uma visão cíclica da história, acreditavam que tudo ocorre em ciclos, que se repetem regularmente.

Os astecas acreditavam que antes de este mundo ser criado, outros mundos existiram, tendo sido criados e destruídos. Quando algo novo ocorria, os astecas procuravam de algum modo encaixar isso em profecias. Por isso, ao que tudo indica, várias das profecias feitas a respeito da volta de Quetzacoatl foram feitas após a chegada dos espanhóis e não antes.

Qual foi o motivo da derrota dos astecas?

Civilizações pré-colombianas Astecas – Religião e organização social no Império Asteca Astecas e espanhóis – Hernán Cortéz e o Império Asteca Maias Império Inca Incas

Segundo um cronista da época, Bernal Díaz Del Castillo, Malinche teria sido a filha de um nobre, nascida numa região que era a «fronteira» entre o Império Asteca e os Estados maias, na Península do Yucatán. Ela conhecia tanto a língua maia quanto o nahuatl, idioma que era falado tanto pelos nahuas quanto pelos astecas.

Gravura do século 16 mostra Malinche servindo de intérprete a Cortéz

Assim, ela e Aguilar serviram de intérpretes para Hernán Cortés, Malinche traduzia do nahuatl para o maia, que, só então, era traduzido para o espanhol por Aguilar. Isso era necessário porque Malinche não havia ainda aprendido a falar espanhol e porque, embora Aguilar falasse o maia, ele não falava o nahuatl.

  • Mais tarde, Malinche aprendeu também a falar o espanhol.
  • Ela logo trocou o nome para Marina, converteu-se ao catolicismo e tornou-se a companheira de Cortéz.
  • Malinche teve um papel muito importante na conquista do México, pois ela se tornou o braço direito do comandante dos conquistadores, servindo de guia e de intérprete.

Sua figura ainda é alvo de controvérsias no México. Para muitos, ela não passou de uma traidora, por ter ajudado os espanhóis, daí a expressão «malinchista», usada no México nos dias de hoje para acusar alguém de «traidor da pátria». «Cortéz e Malinche: os «pais do México» Cortéz e Malinche costumam ser considerados os «pais» do México, no sentido de que a união deles representou o nascimento de uma nação mestiça.

  • De fato, Cortéz e Malinche tiveram um filho: Martín Cortéz (1523-1568), que viveu à sombra de seu meio-irmão, também chamado Martín Cortéz (1533-1589).
  • Por ser mestiço, era tratado como um cidadão de segunda classe no México dominado pela Espanha, vivendo como uma espécie de serviçal do irmão homônimo e mais novo, cuja mãe era a espanhola Juana de Zuñiga.

Com a ajuda de guias e intérpretes, Cortéz logo teve acesso a uma informação das qual soube tirar muito proveito: de que ele estaria sendo confundido com um deus asteca, Quetzacoatl. Na visão dos astecas, a chegada de Cortéz significava a realização de uma profecia, segundo a qual Quetzacoatl retornaria e assumiria o trono em Tenochtitlán (ao que tudo indica, essa profecia foi feita após a chegada dos espanhóis, como uma forma de tentar explicar a chegada daqueles homens que eram tão estranhos para os astecas).

  1. Por isso, quando chegou à Tenochtitlán, em novembro de 1519, Cortéz, que vinha acompanhado dos soldados espanhóis e de milhares de guerreiros indígenas aliados, recebeu as boas-vindas de Montezuma 2º, o imperador asteca.
  2. O próprio Montezuma 2º teria acreditado que Cortéz fosse mesmo o deus Quetzacoatl.

Porém, pouco tempo depois, o imperador asteca percebeu que estava equivocado a respeito de Cortéz. Já era tarde demais. Montezuma foi feito prisioneiro pelos espanhóis, que logo começaram a tomar todos os objetos de ouro dos astecas. Fim do Império Asteca Os espanhóis permaneceram durante muitos meses em Tenochtitlán.

Quando Cortéz precisou se ausentar da cidade, Pedro de Alvarado, seu substituto no comando das tropas, aproveitou-se da ausência do líder e ordenou o massacre de milhares de astecas que estavam reunidos no interior do Templo Maior, durante a festa de Tóxcatl. Esse episódio ficou conhecido como «Noite Triste» e marcou o início da guerra entre astecas e espanhóis.

Quando retornou, Cortéz não conseguiu conter os ânimos dos astecas. Os espanhóis e seus aliados indígenas se viram obrigados a fugir e buscaram refúgio em Tlaxcala, cidade onde viviam os principais inimigos dos astecas. Diferentemente de outras cidades da região, Tlaxcala jamais se submeteu ao controle do Império Asteca.

  • Por causa do seu apoio aos espanhóis, Tlaxcala acabou conquistando uma posição relativamente privilegiada durante o domínio colonial da Espanha no México.
  • Cortéz buscou reforços na Espanha e entre os povos indígenas inimigos dos astecas.
  • Assim, ele conseguiu reunir um exército formado por milhares de guerreiros indígenas e cerca de 900 soldados espanhóis.

Acompanhado desse exército e munido de canhões, Cortéz sitiou a capital asteca. Em 13 de agosto de 1521, após os astecas resistirem durante 75 dias, o último imperador asteca, Quatemozin (também chamado de Guatemozin), sucessor de Montezuma 2º, foi obrigado a se render aos espanhóis.

Era o fim do Império Asteca. Mundos diferentes A derrota dos astecas para os espanhóis não pode ser explicada por um único fator apenas. Na verdade, ela é o resultado da combinação de uma série de fatores. Os dois mais importantes foram o fato de Cortéz ter conseguido aliados entre as populações indígenas e o de que ele estava bem informado a respeito do seu inimigo.

Curiosamente, enquanto Cortéz sabia muito a respeito dos astecas, Montezuma 2º pouco sabia a respeito dos espanhóis. Isso se devia ao fato de que astecas e espanhóis viviam em «mundos mentais» diferentes, tinham concepções de mundo diferentes. Enquanto Cortéz valorizava a informação a respeito dos inimigos, recompensando seus informantes, o imperador asteca punia aqueles que lhe traziam notícias desfavoráveis.

Para o imperador asteca, os espanhóis eram imprevisíveis, pois não se encaixavam em nenhum dos modelos que conhecia: os astecas guerreavam seguindo regras de combate preestabelecidas, como em um torneio, enquanto os espanhóis usavam de todos os meios para surpreender o inimigo. Além disso, os astecas tinham uma visão cíclica da história, acreditavam que tudo ocorre em ciclos, que se repetem regularmente.

Os astecas acreditavam que antes de este mundo ser criado, outros mundos existiram, tendo sido criados e destruídos. Quando algo novo ocorria, os astecas procuravam de algum modo encaixar isso em profecias. Por isso, ao que tudo indica, várias das profecias feitas a respeito da volta de Quetzacoatl foram feitas após a chegada dos espanhóis e não antes.

Qual a atitude de cortesia em relação à cultura asteca?

Civilizações pré-colombianas Astecas – Religião e organização social no Império Asteca Astecas e espanhóis – A destruição do Império Asteca pelos espanhóis Maias Império Inca Incas

Antes da chegada de Colombo à América, os astecas já haviam criado um dos maiores impérios que o continente americano conheceu até então. Esse poderoso império se mantinha com os altos impostos arrecadados entre os vários povos vizinhos que estavam sob seu domínio.

Em 1519, quando os soldados espanhóis, liderados pelo oficial Hernán Cortés (1485-1547), chegaram pela primeira vez à região que hoje é o México, eles, os espanhóis, não passavam de um grupo com apenas pouco mais de quinhentos homens. No entanto, isso não impediu que, em um tempo relativamente curto, eles derrotassem e conquistassem o então poderoso Império Asteca, cuja capital, Tenóchtilán, era mais populosa que qualquer grande cidade europeia na mesma época.

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Apesar de estarem em número muito inferior ao dos astecas, os espanhóis saíram vitoriosos. A história da conquista do Império Asteca costuma despertar a seguinte pergunta: «Como tão poucos homens conseguiram vencer e conquistar um império?». Vamos tentar respondê-la.

  1. Armas superiores Os espanhóis possuíam armas de fogo (mosquetes, canhões, arcabuzes, bacamartes.), algo de que os astecas não dispunham.
  2. Sem dúvida, as armas de fogo usadas pelos espanhóis tinham grande poder destrutivo e de intimidação.
  3. No entanto, esse fato não é suficiente para explicar a derrota dos astecas para os espanhóis.

Se comparadas às armas de fogo dos dias de hoje, as daquela época apresentavam uma série de desvantagens: enguiçavam com facilidade (uma arma podia até estourar nas mãos de seu dono, ferindo-o); não funcionavam debaixo da chuva; eram difíceis de recarregar (a troca de munição era uma tarefa demorada e complicada) e não tinham o mesmo poder de precisão que as flechas usadas pelos inimigos.

O exército liderado por Cortéz contava com apenas quatorze canhões, que também eram pouco eficazes se comparados aos atuais e apresentavam os mesmos riscos que as espingardas e arcabuzes. Portanto, Cortéz e seus homens nem sempre podiam contar com essas armas de fogo. Muitas vezes, para os soldados espanhóis, a habilidade como espadachins podia ser mais importante na decisão de uma luta.

Cavalos supreendem os astecas Sabe-se que os espanhóis surpreenderam os indígenas ao aparecerem montados em cavalos, animais que eram desconhecidos na América até então. Mas, passada a surpresa inicial, os indígenas deixaram de ver os cavalos com estranheza.

Sem dúvida, o uso dos cavalos oferecia várias vantagens no campo de batalha: os cavaleiros espanhóis podiam atacar e se mover com mais velocidade que os guerreiros astecas, que lutavam a pé. No entanto, o exército de Cortéz dispunha de pouquíssimos cavalos: apenas dezesseis. Ou seja, uma quantidade muito pequena para considerar o uso dos cavalos como um dos principais fatores para a derrota dos astecas.

Os astecas construíram e mantiveram seu império fazendo uso de extrema violência. Atacaram e dominaram diversos povos vizinhos, dos quais cobravam altos impostos. Prisioneiros de guerra ou habitantes dos territórios conquistados eram sacrificados nos altares dos templos astecas.

  1. Por isso, não é de surpreender que os astecas tivessem vários inimigos dentro do seu próprio império.
  2. Cortéz percebeu as divisões que existiam dentro do Império Asteca e soube tirar proveito do rancor que esses povos dominados tinham em relação aos dominadores.
  3. Sem a ajuda desses aliados, Cortéz jamais ou muito dificilmente teria conseguido vencer os astecas.

Assim, estima-se que o exército liderado por Cortéz, que contava com poucas centenas de homens, foi reforçado com o apoio de mais de milhares de guerreiros indígenas. Inicialmente, os espanhóis foram vistos por esses povos aliados como libertadores, como aqueles que iriam libertá-los do domínio asteca.

Após a derrota dos astecas, esses povos perceberam que apenas haviam trocado de senhor: deixaram de ser dominados pelos astecas e foram submetidos pelos espanhóis. Doenças Sem dúvida, as doenças trazidas pelos espanhóis contribuíram para a derrota do Império Asteca. Dentre essas doenças estavam o sarampo, a gripe (para a qual, os indígenas do continente americano não possuíam anticorpos ) e a varíola, que se tornou uma epidemia.

O último imperador asteca foi vítima da varíola: reinou apenas oitenta dias. Nesse sentido, involuntariamente, os espanhóis foram uma espécie de «precursores da guerra bacteriológica». As doenças que eles trouxeram se constituíram em verdadeiras «armas biológicas», dizimando grande parte da população indígena.

  1. No entanto, as doenças não podem ser consideradas a mais importante causa da derrota dos astecas.
  2. Afinal, se os astecas não tinham defesas para essas doenças, os indígenas que se aliaram aos espanhóis também não tinham.
  3. As doenças que os espanhóis trouxeram vitimavam tanto inimigos quanto aliados.
  4. Informação: arma poderosa Numa guerra, a informação pode ser a arma mais valiosa.

Conhecer bem o inimigo costuma ser uma grande vantagem estratégica. Os espanhóis obtiveram essa vantagem em relação aos astecas e souberam explorá-la muito bem. Cortéz contou com a ajuda de guias e intérpretes, por meio dos quais obteve muitas informações a respeito da situação do Império Asteca.

  1. Antes de chegarem ao México, Cortéz e seus soldados estavam em Cuba.
  2. Isso porque a colonização espanhola em terras americanas teve início nas ilhas do Caribe e das Bahamas.
  3. Como havia ouro nessas ilhas, os espanhóis acreditavam que esse metal deveria existir em grande quantidade em todo o continente americano.

Assim, Cortéz partiu de Cuba e desembarcou no litoral do que hoje é o México. Pouco após a sua chegada, encontrou duas pessoas que lhe foram muito úteis: Jerônimo Aguilar, um náufrago espanhol, e Malinche, uma jovem indígena. Aguilar havia sido prisioneiro dos maias na península de Yucatán e conhecia a língua maia, que era um dos idiomas falados no Império Asteca.

Como os astecas exerceram sua dominação sobre outros povos da mesma América?

Resumo – Os astecas foram a principal civilização mesoamericana e uma das principais civilizações pré-colombianas. Construíram sua capital em meados do século XIV e tinham uma cultura rica, que herdou elementos de diversos povos da Mesoamérica (região da América Central que corresponde a países como México, Guatemala, El Salvador etc.), tais como toltecas e maias,

  • Sua sociedade era hierarquizada, cada qual possuindo seu papel específico.
  • Após travar guerra contra os tepanecas, os astecas ganharam força, conquistando cidades vizinhas e cobrando-lhes impostos.
  • Sobreviviam da agricultura, mas também realizavam comércio com outros povos e outras cidades.
  • Sua religião era politeísta e tinha no sacrifício humano um ritual extremamente importante.

Os astecas foram conquistados em 1521, após os espanhóis – aliados com outros povos indígenas – terem conquistado a cidade de Tenochtitlán.

Qual foi o principal motivo que levou os espanhóis a dominar os astecas?

Os espanhóis acreditavam existir ouro em abundância nas cidades astecas, o que foi a principal motivação da viagem.

Como os astecas dominaram os diversos povos da região?

Civilizações pré-colombianas Astecas – Religião e organização social no Império Asteca Astecas e espanhóis – A destruição do Império Asteca pelos espanhóis Maias Império Inca Incas

Antes da chegada de Colombo à América, os astecas já haviam criado um dos maiores impérios que o continente americano conheceu até então. Esse poderoso império se mantinha com os altos impostos arrecadados entre os vários povos vizinhos que estavam sob seu domínio.

Em 1519, quando os soldados espanhóis, liderados pelo oficial Hernán Cortés (1485-1547), chegaram pela primeira vez à região que hoje é o México, eles, os espanhóis, não passavam de um grupo com apenas pouco mais de quinhentos homens. No entanto, isso não impediu que, em um tempo relativamente curto, eles derrotassem e conquistassem o então poderoso Império Asteca, cuja capital, Tenóchtilán, era mais populosa que qualquer grande cidade europeia na mesma época.

Apesar de estarem em número muito inferior ao dos astecas, os espanhóis saíram vitoriosos. A história da conquista do Império Asteca costuma despertar a seguinte pergunta: «Como tão poucos homens conseguiram vencer e conquistar um império?». Vamos tentar respondê-la.

Armas superiores Os espanhóis possuíam armas de fogo (mosquetes, canhões, arcabuzes, bacamartes.), algo de que os astecas não dispunham. Sem dúvida, as armas de fogo usadas pelos espanhóis tinham grande poder destrutivo e de intimidação. No entanto, esse fato não é suficiente para explicar a derrota dos astecas para os espanhóis.

Se comparadas às armas de fogo dos dias de hoje, as daquela época apresentavam uma série de desvantagens: enguiçavam com facilidade (uma arma podia até estourar nas mãos de seu dono, ferindo-o); não funcionavam debaixo da chuva; eram difíceis de recarregar (a troca de munição era uma tarefa demorada e complicada) e não tinham o mesmo poder de precisão que as flechas usadas pelos inimigos.

O exército liderado por Cortéz contava com apenas quatorze canhões, que também eram pouco eficazes se comparados aos atuais e apresentavam os mesmos riscos que as espingardas e arcabuzes. Portanto, Cortéz e seus homens nem sempre podiam contar com essas armas de fogo. Muitas vezes, para os soldados espanhóis, a habilidade como espadachins podia ser mais importante na decisão de uma luta.

Cavalos supreendem os astecas Sabe-se que os espanhóis surpreenderam os indígenas ao aparecerem montados em cavalos, animais que eram desconhecidos na América até então. Mas, passada a surpresa inicial, os indígenas deixaram de ver os cavalos com estranheza.

  • Sem dúvida, o uso dos cavalos oferecia várias vantagens no campo de batalha: os cavaleiros espanhóis podiam atacar e se mover com mais velocidade que os guerreiros astecas, que lutavam a pé.
  • No entanto, o exército de Cortéz dispunha de pouquíssimos cavalos: apenas dezesseis.
  • Ou seja, uma quantidade muito pequena para considerar o uso dos cavalos como um dos principais fatores para a derrota dos astecas.

Os astecas construíram e mantiveram seu império fazendo uso de extrema violência. Atacaram e dominaram diversos povos vizinhos, dos quais cobravam altos impostos. Prisioneiros de guerra ou habitantes dos territórios conquistados eram sacrificados nos altares dos templos astecas.

Por isso, não é de surpreender que os astecas tivessem vários inimigos dentro do seu próprio império. Cortéz percebeu as divisões que existiam dentro do Império Asteca e soube tirar proveito do rancor que esses povos dominados tinham em relação aos dominadores. Sem a ajuda desses aliados, Cortéz jamais ou muito dificilmente teria conseguido vencer os astecas.

Assim, estima-se que o exército liderado por Cortéz, que contava com poucas centenas de homens, foi reforçado com o apoio de mais de milhares de guerreiros indígenas. Inicialmente, os espanhóis foram vistos por esses povos aliados como libertadores, como aqueles que iriam libertá-los do domínio asteca.

Após a derrota dos astecas, esses povos perceberam que apenas haviam trocado de senhor: deixaram de ser dominados pelos astecas e foram submetidos pelos espanhóis. Doenças Sem dúvida, as doenças trazidas pelos espanhóis contribuíram para a derrota do Império Asteca. Dentre essas doenças estavam o sarampo, a gripe (para a qual, os indígenas do continente americano não possuíam anticorpos ) e a varíola, que se tornou uma epidemia.

O último imperador asteca foi vítima da varíola: reinou apenas oitenta dias. Nesse sentido, involuntariamente, os espanhóis foram uma espécie de «precursores da guerra bacteriológica». As doenças que eles trouxeram se constituíram em verdadeiras «armas biológicas», dizimando grande parte da população indígena.

  1. No entanto, as doenças não podem ser consideradas a mais importante causa da derrota dos astecas.
  2. Afinal, se os astecas não tinham defesas para essas doenças, os indígenas que se aliaram aos espanhóis também não tinham.
  3. As doenças que os espanhóis trouxeram vitimavam tanto inimigos quanto aliados.
  4. Informação: arma poderosa Numa guerra, a informação pode ser a arma mais valiosa.

Conhecer bem o inimigo costuma ser uma grande vantagem estratégica. Os espanhóis obtiveram essa vantagem em relação aos astecas e souberam explorá-la muito bem. Cortéz contou com a ajuda de guias e intérpretes, por meio dos quais obteve muitas informações a respeito da situação do Império Asteca.

Antes de chegarem ao México, Cortéz e seus soldados estavam em Cuba. Isso porque a colonização espanhola em terras americanas teve início nas ilhas do Caribe e das Bahamas. Como havia ouro nessas ilhas, os espanhóis acreditavam que esse metal deveria existir em grande quantidade em todo o continente americano.

Assim, Cortéz partiu de Cuba e desembarcou no litoral do que hoje é o México. Pouco após a sua chegada, encontrou duas pessoas que lhe foram muito úteis: Jerônimo Aguilar, um náufrago espanhol, e Malinche, uma jovem indígena. Aguilar havia sido prisioneiro dos maias na península de Yucatán e conhecia a língua maia, que era um dos idiomas falados no Império Asteca.

Quem acabou com os astecas?

Os astecas foram um povo mesoamericano que se estabeleceu na região do Vale do México e formou uma das maiores civilizações pré-colombianas, O crescimento da Civilização Asteca ocorreu a partir de conquistas territoriais sobre os povos vizinhos, os quais foram obrigados a pagar impostos para os astecas.

A decadência desse povo teve início com a chegada dos espanhóis à região no século XVI. Origens dos astecas Os astecas são originários de outra civilização pré-colombiana conhecida como mexicas, Os mexicas, segundo os historiadores, estabeleceram-se no Vale do México provavelmente após migrarem da região Sul do atual Estados Unidos e Norte do México para a região central do atual território mexicano.

Esse território constitui atualmente a região central do México, onde os mexicas estabeleceram-se originalmente em uma ilha que ficava no lago Texcoco. As lendas astecas afirmavam que esse povo fixou-se nesse local após visualizar um presságio do deus Huitzilopochtli indicando onde os mexicas deveriam viver.

  1. Ainda segundo essas lendas, esse presságio seria a imagem de uma águia, pousada sobre um cacto, segurando uma serpente.
  2. Assim, foi fundada Tenochtitlán em 1325, que se transformou em uma cidade muito próspera e capital do Império Asteca.
  3. O crescimento dessa cidade estava relacionado com o fortalecimento dos astecas e a conquista dos povos vizinhos.

Os historiadores apontam que, à medida que a cidade de Tenochtitlán tornava-se rica, os astecas aliavam-se com outras cidades vizinhas, formando uma Tríplice Aliança que conquistou os povos das redondezas. Dessa forma, os astecas constituíram um império que possuía cerca de 11 milhões de habitantes.

  • Características dos astecas Uma vez consolidado o poderio dos astecas sobre a região do Vale do México, os povos dominados eram obrigados a pagar pesados impostos para eles.
  • Esses impostos eram pagos em itens de valor para a época e, caso não fossem pagos, os astecas, em represália, puniam os povos conquistados.

Os impostos eram cobrados pelo imperador asteca, que na língua local, o nahuatl, era chamado de Hueyi Tlatoani, Não pare agora. Tem mais depois da publicidade 😉 A sociedade asteca era estratificada, portanto, era dividida em classes sociais organizadas de acordo com seu poderio econômico.

No topo da sociedade, estavam o imperador e sua família, seguidos de sacerdotes e funcionários de estado, que formavam a elite. Outros grupos que constituíam a sociedade asteca eram comerciantes, artesãos, camponeses e escravos. Esse conhecimento que os historiadores têm acerca da sociedade asteca foi possível graças aos códices, documentos astecas que descreviam o cotidiano e o modo de vida asteca.

Os astecas tiravam o básico de sua sobrevivência da agricultura, com a produção de diversos gêneros agrícolas como batata e tomate. A riqueza da agricultura dos astecas estava relacionada com a técnica agrícola utilizada, que se chamava chinampa, As chinampas eram ilhas artificiais construídas com matéria orgânica que eram colocadas para flutuar sobre o lago Texcoco.

  • Essa técnica possibilitou elevar a produção agrícola dos astecas, ao ponto de conseguirem alimentar uma população superior a 200 mil habitantes, dos que viviam somente em Tenochtitlán.
  • Aos astecas também atribui-se o feito de ter construído canais de irrigação, que levavam água potável do lago, e diques que barravam o avanço da água etc.

No campo da religião, os astecas eram politeístas, ou seja, adoravam vários deuses, dos quais destacavam-se Huitzilopochtli, Quetzalcoatl e Tezcatlipoca, O elemento mais conhecido da religião asteca é a alta demanda de sacrifícios humanos. Os astecas acreditavam que os sacrifícios humanos era uma forma de agradar aos deuses, assim, sacrificavam principalmente os prisioneiros obtidos em batalhas.

Os astecas entraram em decadência a partir de 1519, quando os espanhóis chegaram à região do Vale do México liderados pelo espanhol Hernán Cortés. Os desentendimentos entre esses dois povos levaram a um confronto que foi responsável pela conquista da cidade Tenochtitlán em 1521. Os espanhóis causaram a morte de milhões de astecas.

*Créditos da imagem: Fabio Imhoff e Shutterstock

O que acontecia com os povos que eram submetidos aos astecas?

Origens – Os astecas faziam parte dos povos mexicas, que se estabeleceram na região do Vale do México por volta do século XIII. As lendas afirmam que os astecas (mexicas) migraram de uma região lendária chamada Aztlán (supostamente no norte ou noroeste do México) até a região central do México conduzidos por Huitzilopochtli, deus asteca conhecido por possuir uma serpente de fogo.

  1. Um marco importante da história sobre as origens dos astecas é a fundação de sua capital, a cidade de Tenochtitlán, em 1325.
  2. Os astecas estabeleceram-se na região de Tenochtitlán a partir da construção de um templo feito de bambu.
  3. A escolha do local para o estabelecimento dos mexicas ocorreu a partir de uma determinação de sacerdotes, que avistaram um presságio (sinal enviado pelos deuses): uma águia pousada em um cacto devorando uma serpente.

Com a fundação e o crescimento de Tenochtitlán, os astecas desenvolveram relações comerciais com as grandes cidades vizinhas. Eles tinham também uma notável força militar, além de terem realizado aliança com outras grandes cidades da região. Surgiu nesse momento uma aliança entre Tenochtitlán, Texcoco e Tlacopan, a qual ficou conhecida como Tríplice Aliança,

  • Inicialmente, os astecas estavam submetidos à influência de Azcapotzalco, cidade dos tepanecas (outro povo mesoamericano), pagando-lhe impostos.
  • Por volta de 1428, no entanto, as forças da Tríplice Aliança guerrearam contra os tepanecas, o que resultou na derrota de Azcapotzalco.
  • O líder da cidade tepaneca, Maxtla, foi sacrificado.

Depois da conquista de Azcapotzalco, os astecas enriqueceram-se consideravelmente. Por formarem a cidade mais forte da Tríplice Aliança, eles conseguiram impor a sua ideologia sobre o restante, tornando-se uma grande força na região. Assim, iniciaram um processo de expansão territorial, conquistando territórios pertencentes a outros povos.

Porque os astecas foram derrotados pelos espanhóis?

Civilizações pré-colombianas Astecas – Religião e organização social no Império Asteca Astecas e espanhóis – Hernán Cortéz e o Império Asteca Maias Império Inca Incas

Segundo um cronista da época, Bernal Díaz Del Castillo, Malinche teria sido a filha de um nobre, nascida numa região que era a «fronteira» entre o Império Asteca e os Estados maias, na Península do Yucatán. Ela conhecia tanto a língua maia quanto o nahuatl, idioma que era falado tanto pelos nahuas quanto pelos astecas.

Gravura do século 16 mostra Malinche servindo de intérprete a Cortéz

Assim, ela e Aguilar serviram de intérpretes para Hernán Cortés, Malinche traduzia do nahuatl para o maia, que, só então, era traduzido para o espanhol por Aguilar. Isso era necessário porque Malinche não havia ainda aprendido a falar espanhol e porque, embora Aguilar falasse o maia, ele não falava o nahuatl.

  • Mais tarde, Malinche aprendeu também a falar o espanhol.
  • Ela logo trocou o nome para Marina, converteu-se ao catolicismo e tornou-se a companheira de Cortéz.
  • Malinche teve um papel muito importante na conquista do México, pois ela se tornou o braço direito do comandante dos conquistadores, servindo de guia e de intérprete.

Sua figura ainda é alvo de controvérsias no México. Para muitos, ela não passou de uma traidora, por ter ajudado os espanhóis, daí a expressão «malinchista», usada no México nos dias de hoje para acusar alguém de «traidor da pátria». «Cortéz e Malinche: os «pais do México» Cortéz e Malinche costumam ser considerados os «pais» do México, no sentido de que a união deles representou o nascimento de uma nação mestiça.

De fato, Cortéz e Malinche tiveram um filho: Martín Cortéz (1523-1568), que viveu à sombra de seu meio-irmão, também chamado Martín Cortéz (1533-1589). Por ser mestiço, era tratado como um cidadão de segunda classe no México dominado pela Espanha, vivendo como uma espécie de serviçal do irmão homônimo e mais novo, cuja mãe era a espanhola Juana de Zuñiga.

Com a ajuda de guias e intérpretes, Cortéz logo teve acesso a uma informação das qual soube tirar muito proveito: de que ele estaria sendo confundido com um deus asteca, Quetzacoatl. Na visão dos astecas, a chegada de Cortéz significava a realização de uma profecia, segundo a qual Quetzacoatl retornaria e assumiria o trono em Tenochtitlán (ao que tudo indica, essa profecia foi feita após a chegada dos espanhóis, como uma forma de tentar explicar a chegada daqueles homens que eram tão estranhos para os astecas).

Por isso, quando chegou à Tenochtitlán, em novembro de 1519, Cortéz, que vinha acompanhado dos soldados espanhóis e de milhares de guerreiros indígenas aliados, recebeu as boas-vindas de Montezuma 2º, o imperador asteca. O próprio Montezuma 2º teria acreditado que Cortéz fosse mesmo o deus Quetzacoatl.

Porém, pouco tempo depois, o imperador asteca percebeu que estava equivocado a respeito de Cortéz. Já era tarde demais. Montezuma foi feito prisioneiro pelos espanhóis, que logo começaram a tomar todos os objetos de ouro dos astecas. Fim do Império Asteca Os espanhóis permaneceram durante muitos meses em Tenochtitlán.

Quando Cortéz precisou se ausentar da cidade, Pedro de Alvarado, seu substituto no comando das tropas, aproveitou-se da ausência do líder e ordenou o massacre de milhares de astecas que estavam reunidos no interior do Templo Maior, durante a festa de Tóxcatl. Esse episódio ficou conhecido como «Noite Triste» e marcou o início da guerra entre astecas e espanhóis.

Quando retornou, Cortéz não conseguiu conter os ânimos dos astecas. Os espanhóis e seus aliados indígenas se viram obrigados a fugir e buscaram refúgio em Tlaxcala, cidade onde viviam os principais inimigos dos astecas. Diferentemente de outras cidades da região, Tlaxcala jamais se submeteu ao controle do Império Asteca.

  1. Por causa do seu apoio aos espanhóis, Tlaxcala acabou conquistando uma posição relativamente privilegiada durante o domínio colonial da Espanha no México.
  2. Cortéz buscou reforços na Espanha e entre os povos indígenas inimigos dos astecas.
  3. Assim, ele conseguiu reunir um exército formado por milhares de guerreiros indígenas e cerca de 900 soldados espanhóis.
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Acompanhado desse exército e munido de canhões, Cortéz sitiou a capital asteca. Em 13 de agosto de 1521, após os astecas resistirem durante 75 dias, o último imperador asteca, Quatemozin (também chamado de Guatemozin), sucessor de Montezuma 2º, foi obrigado a se render aos espanhóis.

  • Era o fim do Império Asteca.
  • Mundos diferentes A derrota dos astecas para os espanhóis não pode ser explicada por um único fator apenas.
  • Na verdade, ela é o resultado da combinação de uma série de fatores.
  • Os dois mais importantes foram o fato de Cortéz ter conseguido aliados entre as populações indígenas e o de que ele estava bem informado a respeito do seu inimigo.

Curiosamente, enquanto Cortéz sabia muito a respeito dos astecas, Montezuma 2º pouco sabia a respeito dos espanhóis. Isso se devia ao fato de que astecas e espanhóis viviam em «mundos mentais» diferentes, tinham concepções de mundo diferentes. Enquanto Cortéz valorizava a informação a respeito dos inimigos, recompensando seus informantes, o imperador asteca punia aqueles que lhe traziam notícias desfavoráveis.

Para o imperador asteca, os espanhóis eram imprevisíveis, pois não se encaixavam em nenhum dos modelos que conhecia: os astecas guerreavam seguindo regras de combate preestabelecidas, como em um torneio, enquanto os espanhóis usavam de todos os meios para surpreender o inimigo. Além disso, os astecas tinham uma visão cíclica da história, acreditavam que tudo ocorre em ciclos, que se repetem regularmente.

Os astecas acreditavam que antes de este mundo ser criado, outros mundos existiram, tendo sido criados e destruídos. Quando algo novo ocorria, os astecas procuravam de algum modo encaixar isso em profecias. Por isso, ao que tudo indica, várias das profecias feitas a respeito da volta de Quetzacoatl foram feitas após a chegada dos espanhóis e não antes.

Como o povo asteca foi dizimado?

Após 500 anos, cientistas descobrem qual doença dizimou Astecas Durante quase quinhentos anos, a ciência tentou entender exatamente o que dizimou a população asteca, o povo indígena que morava no México antes da invasão dos europeus. Havia várias teorias para a epidemia, conhecida apenas por «cocoliztli» – «pestilência», na língua náuatle – poderia ser varíola, sarampo, caxumba e até mesmo gripe.

Mas, finalmente, a verdadeira culpada foi encontrada por cientistas alemães: febre entérica – também conhecida como febre tifoide. Causada por uma variedade da bactéria salmonela, a febre tifoide matou 15 milhões de astecas em 5 anos, entre 1545 e 1550 – o correspondente a 80% da população. Ashild Vagene, co-autor do estudo publicado no periódico científico, explicou ao jornal inglês que a cocoliztli não foi, porém, a única praga que atingiu a região na época.

«A cocoliztli de 1545-50 foi uma das muitas epidemias que afetaram o México depois da chegada dos europeus», afirmou. Violenta, a tifoide doença mata em cerca de três ou quatro dias – após causar febres altas, dores de cabeça e sangramento dos olhos, boca e nariz.

  1. Esse surto é considerado um dos mais mortais da história da humanidade, chegando perto da Peste Negra, que tirou 25 milhões de vida no oeste da Europa durante o século XIV.
  2. A descoberta veio após a extração de DNA de 29 esqueletos enterrados em um cemitério da época da cocoliztli; neles, os cientistas descobriram traços da bactérica salmonela entérica – que não só causa a febre entérica como também estava presente na Europa na mesma época.

O outro co-autor do estudo, Alexander Herbig, também, «Nós testamos todos os patógenos de bactérias e vírus disponíveis, e a salmonela entérica foi o único germe detectado.» É possível, porém, que outros patógenos tenham passado despercebidos ou sejam completamente desconhecidos.

Qual era o objetivo dos astecas?

Ouça este artigo: Dentre os três principais povos da América pré-colombiana, os Astecas foram os mais poderosos e desenvolvidos. Eram índios que migraram para o Vale do México, para a ilha do Lago Texcoco. São originários de uma região dos Estados Unidos, onde viviam como nômades.

Foram os últimos a chegar no planalto mexicano, fixaram-se no local, mesclaram-se com os toltecas e constituíram, assim, o » Império Asteca «. O centro do império era a cidade de Tenochtitlán, hoje a cidade do México. Cada cidade-estado possuía seu próprio rei, mas na época da ocupação espanhola, os indígenas obedeciam apenas a Montezuma, imperador asteca, provando o quanto eram organizados.

A partir da sua capital, controlavam todo o império. Foram guerreiros com uma organização militar muito desenvolvida. Falavam, quase todos, a língua nauatle. Tinham cabelos curtos, eram fortes e de pele escura. Lá era o coração político e espiritual do império. Como Ser Que Os Povos Dominados Reagiram A OpressãO Asteca Pirâmide da Lua, em Teotihuacan. Foto: Vadim Petrakov / Shutterstock.com O seu governo era uma monarquia. O conselho do imperador elegia o seu sucessor, o qual deveria pertencer aos membros da linhagem governante, a chamada Casa Real. O poder do Imperador era hereditário, vindo de origem divina, mas ele governava com o auxílio do «Grande Conselho».

Tinha como obrigação proteger o povo e homenagear os Deuses. O povo tinha pouca liberdade de ação devido ao poder autocrata, A sociedade era bastante livre, dando oportunidade até mesmo de ocorrer mobilidade social dentro do Império. Membros das baixas camadas poderiam, portanto, chegar a postos militares.

Caso se dedicassem conseguiriam chegar ate mesmo a serem supremos Sacerdotes. Dividia-se também através da pirâmide. O povo era organizado em classes sociais, com nobres, soldados, comerciantes e trabalhadores, e praticavam o comércio com outros povos. Como Ser Que Os Povos Dominados Reagiram A OpressãO Asteca Ruínas do Templo Mayor, da capital asteca Tenochtitlan (atual Cidade do México). Foto: eskystudio / Shutterstock.com Na agricultura, cultivavam de mandioca, cacau, algodão, fumo e outras. Tinham também um sistema de irrigação muito avançado, com aquedutos e canais por onde transitavam barcos.

Dentro do campo do conhecimento, os astecas não conheciam a roda, como todos os outros povos pré-colombianos. No entanto, desenvolveram uma escrita bastante complicada juntamente com um calendário baseado no ano solar de 365 dias, e em conhecimentos de astronomia que assombraram os cientistas modernos.

Havia escolas militares, religiosas e profissionais para as diversas classes sociais. Quanto à religião, assim como os Incas e os Maias, os Astecas eram politeístas e faziam culto aos deuses fazendo sacrifícios. A religião dos bárbaros mesclou-se com a religião que cultuava os deuses agrícolas, no México.

  • Acontecia um ritual de sacrifício: o mais bravo dos prisioneiros de guerra era sacrificado a cada ano.
  • No dia de sua morte, ele tocava flauta no cortejo.
  • Sacerdotes e quatro belas moças acompanhavam-no.
  • Além da agricultura, artesanato, arquitetura, etc., os astecas também se destacaram pelos livros que eles deixaram, os quais encontravam-se em grandes bibliotecas nos colégios dos nobres.

Em 1519, Hernán Cortés partiu da ilha de Cuba com o objetivo de saquear a civilização Asteca. Fernão Cortez dominou os astecas em 1519, fazendo-se passar pelo deus branco que era esperado pelo povo. Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/historia/astecas/

Quais eram as principais características dos astecas aos povos dominados?

Resumo – Os astecas foram a principal civilização mesoamericana e uma das principais civilizações pré-colombianas. Construíram sua capital em meados do século XIV e tinham uma cultura rica, que herdou elementos de diversos povos da Mesoamérica (região da América Central que corresponde a países como México, Guatemala, El Salvador etc.), tais como toltecas e maias,

Sua sociedade era hierarquizada, cada qual possuindo seu papel específico. Após travar guerra contra os tepanecas, os astecas ganharam força, conquistando cidades vizinhas e cobrando-lhes impostos. Sobreviviam da agricultura, mas também realizavam comércio com outros povos e outras cidades. Sua religião era politeísta e tinha no sacrifício humano um ritual extremamente importante.

Os astecas foram conquistados em 1521, após os espanhóis – aliados com outros povos indígenas – terem conquistado a cidade de Tenochtitlán.

O que acontecia com os povos que eram submetidos aos astecas?

Origens – Os astecas faziam parte dos povos mexicas, que se estabeleceram na região do Vale do México por volta do século XIII. As lendas afirmam que os astecas (mexicas) migraram de uma região lendária chamada Aztlán (supostamente no norte ou noroeste do México) até a região central do México conduzidos por Huitzilopochtli, deus asteca conhecido por possuir uma serpente de fogo.

  • Um marco importante da história sobre as origens dos astecas é a fundação de sua capital, a cidade de Tenochtitlán, em 1325.
  • Os astecas estabeleceram-se na região de Tenochtitlán a partir da construção de um templo feito de bambu.
  • A escolha do local para o estabelecimento dos mexicas ocorreu a partir de uma determinação de sacerdotes, que avistaram um presságio (sinal enviado pelos deuses): uma águia pousada em um cacto devorando uma serpente.

Com a fundação e o crescimento de Tenochtitlán, os astecas desenvolveram relações comerciais com as grandes cidades vizinhas. Eles tinham também uma notável força militar, além de terem realizado aliança com outras grandes cidades da região. Surgiu nesse momento uma aliança entre Tenochtitlán, Texcoco e Tlacopan, a qual ficou conhecida como Tríplice Aliança,

Inicialmente, os astecas estavam submetidos à influência de Azcapotzalco, cidade dos tepanecas (outro povo mesoamericano), pagando-lhe impostos. Por volta de 1428, no entanto, as forças da Tríplice Aliança guerrearam contra os tepanecas, o que resultou na derrota de Azcapotzalco. O líder da cidade tepaneca, Maxtla, foi sacrificado.

Depois da conquista de Azcapotzalco, os astecas enriqueceram-se consideravelmente. Por formarem a cidade mais forte da Tríplice Aliança, eles conseguiram impor a sua ideologia sobre o restante, tornando-se uma grande força na região. Assim, iniciaram um processo de expansão territorial, conquistando territórios pertencentes a outros povos.

Como os astecas dominaram os diversos povos da região?

Civilizações pré-colombianas Astecas – Religião e organização social no Império Asteca Astecas e espanhóis – A destruição do Império Asteca pelos espanhóis Maias Império Inca Incas

Antes da chegada de Colombo à América, os astecas já haviam criado um dos maiores impérios que o continente americano conheceu até então. Esse poderoso império se mantinha com os altos impostos arrecadados entre os vários povos vizinhos que estavam sob seu domínio.

  1. Em 1519, quando os soldados espanhóis, liderados pelo oficial Hernán Cortés (1485-1547), chegaram pela primeira vez à região que hoje é o México, eles, os espanhóis, não passavam de um grupo com apenas pouco mais de quinhentos homens.
  2. No entanto, isso não impediu que, em um tempo relativamente curto, eles derrotassem e conquistassem o então poderoso Império Asteca, cuja capital, Tenóchtilán, era mais populosa que qualquer grande cidade europeia na mesma época.

Apesar de estarem em número muito inferior ao dos astecas, os espanhóis saíram vitoriosos. A história da conquista do Império Asteca costuma despertar a seguinte pergunta: «Como tão poucos homens conseguiram vencer e conquistar um império?». Vamos tentar respondê-la.

Armas superiores Os espanhóis possuíam armas de fogo (mosquetes, canhões, arcabuzes, bacamartes.), algo de que os astecas não dispunham. Sem dúvida, as armas de fogo usadas pelos espanhóis tinham grande poder destrutivo e de intimidação. No entanto, esse fato não é suficiente para explicar a derrota dos astecas para os espanhóis.

Se comparadas às armas de fogo dos dias de hoje, as daquela época apresentavam uma série de desvantagens: enguiçavam com facilidade (uma arma podia até estourar nas mãos de seu dono, ferindo-o); não funcionavam debaixo da chuva; eram difíceis de recarregar (a troca de munição era uma tarefa demorada e complicada) e não tinham o mesmo poder de precisão que as flechas usadas pelos inimigos.

O exército liderado por Cortéz contava com apenas quatorze canhões, que também eram pouco eficazes se comparados aos atuais e apresentavam os mesmos riscos que as espingardas e arcabuzes. Portanto, Cortéz e seus homens nem sempre podiam contar com essas armas de fogo. Muitas vezes, para os soldados espanhóis, a habilidade como espadachins podia ser mais importante na decisão de uma luta.

Cavalos supreendem os astecas Sabe-se que os espanhóis surpreenderam os indígenas ao aparecerem montados em cavalos, animais que eram desconhecidos na América até então. Mas, passada a surpresa inicial, os indígenas deixaram de ver os cavalos com estranheza.

  • Sem dúvida, o uso dos cavalos oferecia várias vantagens no campo de batalha: os cavaleiros espanhóis podiam atacar e se mover com mais velocidade que os guerreiros astecas, que lutavam a pé.
  • No entanto, o exército de Cortéz dispunha de pouquíssimos cavalos: apenas dezesseis.
  • Ou seja, uma quantidade muito pequena para considerar o uso dos cavalos como um dos principais fatores para a derrota dos astecas.

Os astecas construíram e mantiveram seu império fazendo uso de extrema violência. Atacaram e dominaram diversos povos vizinhos, dos quais cobravam altos impostos. Prisioneiros de guerra ou habitantes dos territórios conquistados eram sacrificados nos altares dos templos astecas.

Por isso, não é de surpreender que os astecas tivessem vários inimigos dentro do seu próprio império. Cortéz percebeu as divisões que existiam dentro do Império Asteca e soube tirar proveito do rancor que esses povos dominados tinham em relação aos dominadores. Sem a ajuda desses aliados, Cortéz jamais ou muito dificilmente teria conseguido vencer os astecas.

Assim, estima-se que o exército liderado por Cortéz, que contava com poucas centenas de homens, foi reforçado com o apoio de mais de milhares de guerreiros indígenas. Inicialmente, os espanhóis foram vistos por esses povos aliados como libertadores, como aqueles que iriam libertá-los do domínio asteca.

  • Após a derrota dos astecas, esses povos perceberam que apenas haviam trocado de senhor: deixaram de ser dominados pelos astecas e foram submetidos pelos espanhóis.
  • Doenças Sem dúvida, as doenças trazidas pelos espanhóis contribuíram para a derrota do Império Asteca.
  • Dentre essas doenças estavam o sarampo, a gripe (para a qual, os indígenas do continente americano não possuíam anticorpos ) e a varíola, que se tornou uma epidemia.

O último imperador asteca foi vítima da varíola: reinou apenas oitenta dias. Nesse sentido, involuntariamente, os espanhóis foram uma espécie de «precursores da guerra bacteriológica». As doenças que eles trouxeram se constituíram em verdadeiras «armas biológicas», dizimando grande parte da população indígena.

  • No entanto, as doenças não podem ser consideradas a mais importante causa da derrota dos astecas.
  • Afinal, se os astecas não tinham defesas para essas doenças, os indígenas que se aliaram aos espanhóis também não tinham.
  • As doenças que os espanhóis trouxeram vitimavam tanto inimigos quanto aliados.
  • Informação: arma poderosa Numa guerra, a informação pode ser a arma mais valiosa.

Conhecer bem o inimigo costuma ser uma grande vantagem estratégica. Os espanhóis obtiveram essa vantagem em relação aos astecas e souberam explorá-la muito bem. Cortéz contou com a ajuda de guias e intérpretes, por meio dos quais obteve muitas informações a respeito da situação do Império Asteca.

Antes de chegarem ao México, Cortéz e seus soldados estavam em Cuba. Isso porque a colonização espanhola em terras americanas teve início nas ilhas do Caribe e das Bahamas. Como havia ouro nessas ilhas, os espanhóis acreditavam que esse metal deveria existir em grande quantidade em todo o continente americano.

Assim, Cortéz partiu de Cuba e desembarcou no litoral do que hoje é o México. Pouco após a sua chegada, encontrou duas pessoas que lhe foram muito úteis: Jerônimo Aguilar, um náufrago espanhol, e Malinche, uma jovem indígena. Aguilar havia sido prisioneiro dos maias na península de Yucatán e conhecia a língua maia, que era um dos idiomas falados no Império Asteca.

Qual foi o principal motivo que levou os espanhóis a dominar os astecas?

Astecas X Espanhóis. O domínio dos espanhóis sobre os astecas A civilização asteca, no século XII, constituía um dos diversos povos nômades, caçadores e guerreiros que viviam no norte do atual México. Em decorrência das difíceis condições climáticas da região, os astecas migraram para o Sul em busca de melhores condições de vida.

  1. Lá foram subjugados por povos tepanecas.
  2. A sujeição dos astecas aos tepanecas durou aproximadamente um século.
  3. No decorrer desse processo de subjugação, os astecas formaram uma sociedade complexa e assimilaram dos tepanecas e de outros povos conhecimentos técnicos, científicos, militares e políticos.
  4. No século XVI, uma grande leva de espanhóis chegou à América, mais precisamente em 1504.

Nessa leva encontrava-se Hernán Cortez, o denominado conquistador da América. No ano de 1519, Cortez atravessou o golfo do México para conquistar o território asteca. Nesse empreendimento, levou consigo um contingente com mais de 600 homens, aproximadamente 30 cavalos e cerca de 10 canhões.

Os espanhóis acreditavam existir ouro em abundância nas cidades astecas, o que foi a principal motivação da viagem. Quando os espanhóis desembarcaram nos territórios astecas (atual México), Cortez e sua tropa foram recepcionados por emissários enviados pelo imperador asteca Montezuma. De acordo com profecias astecas, naquele ano deveria chegar à região o deus Quetzalcátl, a serpente emplumada.

Por isso, nos primeiros contatos entre astecas e espanhóis não aconteceram conflitos, pois os astecas pensaram que os europeus eram deuses. Assim, levaram para eles ouro como presente. Não pare agora. Tem mais depois da publicidade 😉 No dia 8 de dezembro de 1519, Cortez e sua tropa se encontraram pela primeira vez com Montezuma.

Já sabendo que os europeus não eram deuses, o imperador asteca recepcionou pacificamente os espanhóis. Alguns dias depois, Hernán Cortez aprisionou Montezuma. Porém, temendo as armas de fogo dos europeus e a morte de seu imperador, os astecas não reagiram. Cortez ausentou-se das terras astecas, mas deixou em seu lugar Pedro de Alvarado, que sem nenhuma razão massacrou cerca de 6 mil astecas no interior de um templo, onde os astecas celebravam uma festa.

Ao retornar, Hernán Cortez encontrou um clima tenso entre espanhóis e astecas, que ficou ainda mais acirrado com a morte do imperador Montezuma, atingido por uma pedra na cabeça. Após esse fato, os espanhóis se retiraram, deixando todo o ouro para trás.