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Dobutamina Para Que Serve?

Qual função da dobutamina?

A dobutamina tende a diminuir a pressão venosa central e a pressão arterial sistêmica, quando houver hipovolemia associada e a pressão capilar pulmonar por meio de suas propriedades vasodilatadoras1. O débito urinário é aumentado, pois ocorre aumento do débito cardíaco e melhora da perfusão sistêmica.

Quando a dobutamina é indicada?

O cloridrato de dobutamina é indicado quando é necessário o suporte inotrópico para o tratamento de pacientes com estados de hipoperfusão nos quais o débito cardíaco é insuficiente para suportar as demandas circulatórias.

Onde a dobutamina age?

A Dobutamina atua diretamente nos receptores beta-1 do coração, aumentando a força de contração do músculo cardíaco (efeito inotrópico positivo). Melhora o fluxo sanguíneo coronariano e o consumo de oxigênio pelo miocárdio.

Qual a função da dopamina na UTI?

A dopamina é um medicamento utilizado para melhorar a pressão arterial, melhorar a força de contração do coração e os batimentos cardíacos em situações de choque grave na qual a queda de pressão arterial não é resolvida quando se administra apenas soro pela veia.

Quais são os riscos da dobutamina?

Dose : – 2,5 a 20mcg/kg/min Cuidados : pode diluir em Soro Fisiológico 0,9% ou Soro Glicosado 5%. Não necessita de proteção à luz. Infusão pode ser realizada por acesso periférico ou acesso central com bomba de infusão. Incompatível com soluções alcalinas, como bicarbonato de sódio.

Incompatível também com hidrocortisona, cefazolina, penicilina, heparina. Os efeitos da dobutamina podem ser reduzidos em pacientes que utilizam beta-bloqueadores. Cuidado com pacientes com hipotensão e hipovolemia. Antes da administração da dobutamina, a hipovolemia deve ser corrigida. Contraindicações : estenose sub-aórtica hipertrófica idiopática, feocromocitoma, taquiarritmias ou fibrilação ventricular.

Hipersensibilidade à dobutamina. Efeitos colaterais : hipertensão, angina, arritmias, cefaléia, náuseas. Pode precipitar ou exacerbar atividade ectópica ventricular. Facilita a condução átrio-ventricular – pacientes com fibrilação atrial tem risco de desenvolver alta resposta ventricular.

Pode ocorrer flebite no local de infusão. Pode reduzir o potássio. Uso na gravidez : risco B. Demonstrou segurança em estudos com animais. Sem estudos em humanos. Não se sabe se é excretado no leite materno. Recomenda-se interromper o aleitamento materno. Nomes comerciais : Dobutrex®; Dobtan®; Dobutariston®; Dobutal®; Neobutamina®; Dobutanil®.

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Quanto tempo usar dobutamina?

O dobutamina é um derivado de dopamina com propriedades inotrópicas pronunciadas e efeitos cronotrópicos e arritmogênicos menos pronunciados que o isoproterenol. O dobutamina foi avaliada em duas doses, 5 mcg/kg/min e 10 mcg/kg/min, em dois grupos de 10 pacientes cada, durante emergência de bypass cardiopulmonar.

  1. Um terceiro grupo com 5 pacientes foi estudado com isoproterenol na dose de 0,02 mcg/kg/min.
  2. O dobutamina aumentou o índice cardíaco em 16% com dose de 5 mcg/kg/min e em 28% com dose de 10 mcg/kg/min e o isoproterenol aumentou o índice cardíaco em 9%.
  3. Em contraste, o dobutamina aumentou a frequência cardíaca em 6% e 15% com as doses 5 mcg/kg/min e 10 mcg/kg/min, respectivamente (não significante) e o isoproterenol aumentou a frequência em 44% (significante).

(5) Baixas doses de dobutamina melhoram a função sistólica e o relaxamento ventricular esquerdo em pacientes com movimentação normal da parede até mesmo em dosagens em que a frequência cardíaca geralmente não aumenta, enquanto não há efeito no índice de pressão de enchimento ventricular esquerdo.

(6) Em um estudo em que o dobutamina foi administrada por infusão intravenosa em 22 pacientes após cirurgia cardíaca aberta, pode-se concluir que o dobutamina é um potente agente inotrópico que aumenta o débito cardíaco sem causar taquicardia ou arritmia significante, podendo ser utilizada no tratamento de pacientes após cirurgia cardíaca aberta.

Com o dobutamina foi possível obter um efeito no índice cardíaco comparável ao do isoproterenol, com menor alteração na frequência cardíaca. (7) Os efeitos hemodinâmicos da infusão de dobutamina foram estudados nas dosagens de 2,5; 5 e 10 mcg/kg/min em 12 pacientes com doença arterial coronariana.

O dobutamina possui um potente efeito inotrópico positivo que não é acompanhado de aumento da frequência cardíaca, exceto em altas doses. Na menor dose, 2,5mcg/kg/min, a infusão de dobutamina aumentou significativamente o débito cardíaco; aumentos maiores ocorreram com as doses de 5 e 10 mcg/kg/min. (8) Um estudo com 18 pacientes com doença arterial coronariana e 7 pacientes com cardiomiopatia avaliou a infusão de dobutamina em doses de 2,5 a 15mcg/kg/min.

O dobutamina produziu efeitos favoráveis na hemodinâmica, no volume sistólico e nas anormalidades de motilidade segmentar na maioria dos pacientes com insuficiência cardíaca congestiva sem efeito deletério no metabolismo do miocárdio. (9) Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, a administração a curto prazo de dobutamina por 72 horas melhora a função endotelial vascular por pelo menos duas semanas.

  • 10) O dobutamina é um agente inotrópico positivo efetivo em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave.
  • Devido ao pequeno efeito na frequência cardíaca e na pressão aórtica (principais determinantes do consumo de oxigênio pelo miocárdio) pode ser utilizada na síndrome do débito cardíaco diminuído associada à doença cardíaca coronariana.

Em um estudo com 12 pacientes recebendo dobutamina e 10 pacientes recebendo dopamina, o dobutamina apresentou aumento no índice cardíaco maior que a dopamina. (11) Um estudo com 13 pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave comparou os efeitos hemodinâmicos sistêmicos e regionais do dobutamina e da dopamina.

Os resultados demonstraram que o dobutamina (2,5 – 10 mcg/kg/min) aumenta progressivamente e previsivelmente o débito cardíaco através do aumento do volume sistólico, enquanto diminui simultaneamente a resistência vascular sistêmica e pulmonar e a pressão propulsora pulmonar. Não houve alteração na frequência cardíaca ou contrações ventriculares prematuras por minuto (PVCs/min) com estas doses.

A dopamina (2-8 mcg/kg/min) aumentou o volume sistólico e o débito cardíaco com dos es de 4 mcg/kg/min. A dopamina em dose maior que 4 mcg/kg/min promoveu pequeno aumento adicional no débito cardíaco e na pressão propulsora pulmonar e no número de PVCs/min.

Doses de dopamina maiores que 6 mcg/kg/min aumentaram a frequência cardíaca. Durante a infusão da dose de manutenção por 24 horas, apenas o dobutamina manteve um aumento significativo no volume sistólico, no débito cardíaco, no fluxo urinário, na concentração de sódio urinário, no clearance de creatinina e no fluxo sanguíneo periférico.

(12) No período pós-operatório recente, pacientes com doença cardíaca isquêmica apresentam distúrbios na performance do ventrículo esquerdo. O dobutamina melhora estes distúrbios sem provocar efeitos deletérios na excitabilidade. Os efeitos hemodinâmicos estão relacionados à dose.

  • Com baixas doses, de 2,5 mcg/kg por minuto, o dobutamina reduz a resistência vascular sistêmica e a pressão de enchimento.
  • Com doses entre 5 e 7,5 mcg/kg por minuto a redução da resistência vascular sistêmica é mantida e aumenta, enquanto as pressões de enchimento retornam a níveis normais.
  • Adicionalmente, o índice sistólico aumenta.

Nas dosagens mais altas, de 10 a 15 mcg/kg por minuto o dobutamina produz um aumento significativo na frequência cardíaca podendo contribuir para o aumento do índice cardíaco. (13) Em um estudo comparativo de dobutamina com dopamina, ambas melhoraram o débito cardíaco em pacientes com insuficiência cardíaca crônica por baixo débito.

Entretanto, a dopamina tem maior probabilidade de causar elevação persistente da resistência vascular, de aumentar a pressão de enchimento do ventrículo esquerdo e de causar congestão pulmonar e edema. Por isso, deve-se ter preferência pelo dobutamina para aumentar o débito cardíaco nestes pacientes.

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Qual a diferença importante entre a dobutamina e a dopamina?

Clinical pharmacology of dobutamine and dopamine in preterm neonates REVIEW • • A dobutamina é um estimulante seletivo β1. Agonistas de receptores β são usados para estimular a taxa e a força de contração cardíaca. O efeito cronotrópico é útil para o tratamento de arritmias e o efeito inotrópico é útil para aumentar a contratilidade do miocárdio.

A dobutamina é cerca de quatro vezes mais potente que a dopamina para estimular a contratilidade miocárdica em baixas concentrações e o volume de ejeção ventricular nos prematuros hipotensos. A dobutamina possui um núcleo de assimetria. O (-) – isómero da dobutamina é um agonista potente dos receptores α1 e é capaz de provocar respostas pressoras marcados.

Em contraste, o isômero (+) – A dobutamina é um potente antagonista de dobutamina que pode bloquear os efeitos de (2)-dobutamina. A dobutamina é relativamente cardiosseletiva em dosagens utilizadas na prática clínica; sua ação principal incide sobre os receptores β1-adrenérgicos.

  1. A dobutamina e a dopamina sofrem intenso metabolismo em recém-nascidos, onde são conjugados com sulfato e ortometilados.
  2. A depuração e a meia-vida de dobutamina e dopamina apresentam variações de uma ordem de grandeza em recém-nascidos.
  3. A dopamina é amplamente utilizada para aumentar a pressão arterial, o débito cardíaco, a produção de urina e a perfusão periférica em recém-nascidos com choque e insuficiência cardíaca.

A dopamina é mais eficaz do que a dobutamina no tratamento a curto prazo de hipotensão sistêmica em prematuros. Altas doses de dopamina causam vasoconstrição, aumento da resistência vascular sistêmica e, eventualmente, diminuem o fluxo sanguíneo renal.

O que substitui a dobutamina?

ARTIGO ORIGINAL Análise de custos do tratamento de episódios de descompensação aguda de insuficiência cardíaca. Levosimendan versus dobutamina Mucio Tavares Oliveira Jr; Wilson Follador; Maria Lucia Orlandi Martins; Roberta Canaviera; Rosana Lima Garcia Tsuji; Airton Scipioni; Antonio Carlos Pereira Barretto Instituto do Coração do Hospital das Clínicas – FMUSP – São Paulo, SP Endereço para correspondência Endereço para correspondência Antonio Carlos Pereira Barretto Rua Piave, 103 05620-010 – São Paulo, SP E-mail: [email protected], [email protected] RESUMO OBJETIVO: Verificar se o tratamento com levosimendan seria mais dispendioso que o usual com dobutamina, uma vez que o preço dos medicamentos não representa a maior despesa no tratamento da descompensação cardíaca. MÉTODOS: Comparou-se o custo do tratamento de 18 pacientes hospitalizados devido a descompensação cardíaca, 9 tratados com dobutamina (grupo dobuta) e 9 com levosimendan (grupo levo). Os grupos foram semelhantes quanto à idade, sexo, classe funcional e função cardíaca. RESULTADOS: O custo do tratamento foi semelhante para os dois grupos. No grupo levo as despesas com medicamentos foram maiores, mas as relativas ao período de terapia intensiva e do material empregado foram menores. Levo – medicamentos: R$ 5.414,00; materiais: R$ 399,90; diárias hospitalares: R$ 5.061,20; serviços profissionais: R$ 3.241,80; final: R$ 14.117,00. Dobuta – medicamentos: R$ 2.320,10; materiais: R$ 1.665,70; diárias hospitalares: R$ 6.261,90; serviços profissionais: R$ 3.894,30; final: R$ 14.142,00. CONCLUSÃO: Apesar do preço mais elevado da droga, o custo global do tratamento foi semelhante para os pacientes tratados com dobutamina ou levosimendan. O paciente tratado com levosimendan permaneceu menos tempo em terapia intensiva. Palavras-chave: insuficiência cardíaca descompensada, inotrópicos, levosimendan, dobutamina, farmacoeconomia A insuficiência cardíaca é doença prevalente e um dos problemas de saúde pública do mundo moderno, sendo um problema em progressão 1,2, No Brasil, segundo dados do SUS, responsável por cerca de 75% das internações hospitalares do País, as doenças cardiovasculares são a quarta causa de hospitalizações, sendo a insuficiência cardíaca a doença responsável pelo maior número de hospitalizações dentre as causas cardiovasculares 3,4, Em 2001, a insuficiência cardíaca foi causa de 385.758 hospitalizações 3, O governo despendeu com o tratamento da insuficiência cardíaca R$ 201.939.410,42, valor que correspondeu a 3,96% do total das despesas do SUS com hospitalizações e 22,48% das decorrentes de doenças cardiovasculares 3, O tratamento da descompensação cardíaca muitas vezes consiste na otimização do tratamento com aumento da dose de diuréticos e vasodilatadores, entretanto, em número expressivo de pacientes, há necessidade de hospitalização por apresentarem sintomas limitantes e muitas vezes sinais de baixo débito 5,6, A dobutamina é no Brasil a droga mais empregada para a compensação nessas circunstâncias, entretanto, sua segurança vem sendo atualmente questionada 7-12, Ao lado da falta de estudos comprovando sua segurança, pelas suas características, os pacientes que recebem sua prescrição necessitam de terapia intensiva, na qual permanecem por vários dias, sendo a droga retirada lentamente. Outro ponto que merece destaque atualmente é a mudança do tratamento dos portadores de insuficiência cardíaca, com a crescente prescrição de betabloqueadores no controle da doença, na presença do qual a dobutamina, uma droga simpatomimética teria seu efeito bloqueado, deixando de ser a escolha ideal para o tratamento destes pacientes 5-7,11-13, Temos hoje no mercado uma droga nova, eficaz, segura que, no entanto, é considerada dispendiosa. O levosimendan pode ser prescrito para pacientes em uso de betabloqueadores, o seu tempo de administração é só de 24 horas e seu metabólito ativo tem uma meia vida longa, fazendo com que os efeitos clínicos durem por 5 a 7 dias. Esse perfil farmacocinético trouxe à tona uma discussão: será que o tratamento com o levosimendan é realmente mais dispendioso que o usual, feito com a prescrição de dobutamina? 9-12, Utilizando nosso banco de dados, avaliamos o custo do tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca tratados com dobutamina e levosimendan e procuramos verificar se o tratamento com levosimendan seria realmente mais dispendioso que o usualmente feito com dobutamina. Métodos Foram estudados 18 pacientes portadores de insuficiência cardíaca congestiva, em classe funcional IV, que necessitaram ser hospitalizados para compensação, atendidos pelo Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor). A idade média dos pacientes foi de 58,61 anos (DP 15,58), sendo 13 homens e 5 mulheres, 9 tratados pelo protocolo-padrão do InCor, grupo denominado dobuta, e 9 tratados pelo protocolo usado no estudo BELIEF com o uso de levosimendan, grupo denominado levo. Foram critério de inclusão as seguintes características: preencher os critérios de diagnóstico de ICC sem outras complicações; disfunção ventricular sistólica com fração de ejeção do VE < 0,40; tempo de internação não superior a um mês; exclusão dos casos de uso misto de tratamento-padrão e levosimendan. Analisaram-se os dados da hospitalização dos pacientes nos dois grupos, especialmente o tempo de internação, tempo de terapia intensiva, material utilizado para o tratamento e a conta hospitalar. Para comparação do custo médio dos diferentes grupos, a coleta de dados levou em conta os seguintes fatores, todos assumidos durante o período de internação: preço dos medicamentos e materiais utilizados; preços dos recursos hospitalares consumidos (diárias de internação em enfermaria e UTI, exames radiológicos e laboratoriais e profissionais envolvidos). Para tal, os prontuários dos pacientes foram revistos e analisados quanto aos dias que permaneceram internados, quanto aos dias que necessitaram permanecer em terapia intensiva, quanto à forma de tratamento, o material e equipamentos necessários, tais como bomba de infusão, equipos, cuidados de enfermagem e das equipes de apoio. A medicação prescrita e os exames realizados durante a internação foram contabilizados. Todas estas variáveis compuseram a planilha de dados que permitiu a comparação entre os dois grupos. Os preços utilizados neste estudo foram retirados das seguintes fontes: medicamentos = Guia Farmacêutico Brasíndice - Ano XL - 8 de Abril de 2004; materiais = Guia Farmacêutico Brasíndice - Ano XL - 8 de abril de 2004/Tabela Convênios InCor. Serviços de Apoio ao Diagnóstico = Tabela Convênios InCor/Tabela AMB 1990. Diárias Hospitalares = Tabela Convênios InCor. Profissionais = Tabela Convênios InCor/Tabela AMB 1990. Tabela de preços do SUS. Os cálculos utilizados para chegarmos aos valores unitários foram: comprimidos e cápsulas = divisão do valor total da embalagem pela quantidade de comprimidos; ampolas = divisão do valor total da embalagem pela quantidade de ampolas; gotas = as quantidades constantes nas tabelas se referem à quantidade de aplicações. Consideramos, de acordo com a Farmacopéia Brasileira, 3ª Edição, a proporção de 20 gotas para 1 ml. Para a comparação dos valores das contas hospitalares foram feitas duas simulações. Na primeira, considerou-se a internação através do plano de saúde, empregando-se para o cálculo das despesas a Tabela InCor de diárias e despesas hospitalares. Na segunda, considerou-se a internação através do Sistema Único de Saúde (SUS), que tem uma sistemática própria de ressarcimento das hospitalizações, pagando por pacote e de maneira diferenciada alguns procedimentos, medicamentos de alto custo e os dias de terapia intensiva. No tratamento usual do InCor, denominado dobuta, os pacientes receberam dobutamina em doses e tempo considerados adequados para obtenção do benefício hemodinâmico, tempo este que variou de 4 a 18 dias. No grupo levo, o levosimendan foi administrado na dose de 0,1 µg/kg/min, todos sem dose de ataque e por 24 horas. Os pacientes dos dois grupos foram medicados com furosemida intra-venosa, nas doses necessárias para a redução da congestão sistêmica e periférica. Após a compensação, passaram a receber diuréticos por via oral, monitorados pelo peso e sinais de congestão ou de hipovolemia. Desde o momento da internação e início da infusão dos inotrópicos os inibidores da enzima conversora da angiotensina foram reintroduzidos, iniciando-se com dose de 12,5 mg de captopril 3 x ao dia, sendo a dose progressivamente aumentada, procurando-se atingir 50 mg 3 x ao dia. O aumento foi realizado sempre que a pressão arterial sistólica se encontrava acima de 100 mmHg. Para a comparação dos grupos empregou-se o teste t pareado, considerando-se as diferenças como significante quando o p fosse menor que 0,05. Resultados A característica da população estudada encontra-se na tabela I, Não houve diferenças entre os grupos quanto à idade, sexo e magnitude da disfunção ventricular dos dois grupos. Na comparação quanto ao tempo de hospitalização, o tempo desde a admissão até a alta foi semelhante nos dois grupos, mas o tempo de internação em terapia intensiva foi menor no grupo levo ( tab. II ). Na comparação do valor da conta hospitalar também não se observou diferenças tanto no valor total da internação (p=0,991), quanto no valor dos dias de permanência em enfermaria (p=0,318) ou nos valores dos serviços profissionais (p=0,318). A diferença foi estatisticamente significante em relação ao valor dos medicamentos, com o grupo levo sendo mais oneroso (R$ 5.413,99 vs R$ 2.320,09; p=0,009). Comparando o uso de materiais descartáveis, o grupo dobuta foi mais dispendioso (R$ 399,94 vs R$ 1.665,66; p tab. III ). Na simulação feita com base na internação paga pelo SUS, a média foi semelhante nos dois grupos (p=0,541), mas a média e o custo excedente com diárias de UTI foi significativamente menor no grupo levo (R$ 759,86 vs R$ 1.685,93; p=0,029). Na tabela IV apresentamos as despesas verificadas para o tratamento dos 18 pacientes (valor médio por paciente), de acordo com o grupo de tratamento do qual fizeram parte e que documenta não haver diferença no custo global entre os dois esquemas terapêuticos (dobutamina ou levosimendan). Discussão A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma doença freqüente e, na maioria dos casos, é doença bem tolerada, mas nas formas mais avançadas é doença limitante que reduz muito a qualidade de vida e evolui com alta mortalidade 1,2, O tratamento moderno vem modificando a história natural da doença, melhorando a qualidade de vida e reduzindo a mortalidade 5,6,14-20, Baseado em evidências, o tratamento hoje deve ser feito com a prescrição de betabloqueadores, inibidores da enzima conversora e espironolactona e, na presença dos sintomas, deve-se associar digoxina e diuréticos 5,6,14-20, A descompensação cardíaca faz parte da história natural da IC e a maioria delas é decorrente do tratamento incorreto, quer pela tomada inadequada dos medicamentos prescritos, quer pela prescrição destes em doses inadequadas 21, São inúmeras as demonstrações de que o tratamento com doses adequadas promove uma melhor evolução, reduzindo o número de descompensações, além de induzir reversão do quadro em um percentual expressivo de pacientes, fato não observado quando se prescreve doses baixas dos medicamentos 22,23, Na descompensação aguda da IC crônica ou na IC de recente começo, dependendo da intensidade dos sintomas, os pacientes podem precisar ser hospitalizados e alguns poderão necessitar de tratamento com drogas intravenosas 7, A hospitalização para tratar a descompensação cardíaca vem aumentando e já é uma das grandes despesas do sistema de saúde estatal e privado 3,4, Tanto no Brasil como nos Estados Unidos, as despesas com hospitalizações para o tratamento da IC correspondem a cerca de 4% das despesas em saúde, merecendo, portanto, todo nosso empenho na sua redução 1,3, Na presença da descompensação cardíaca, nosso objetivo é a estabilização do paciente, a restauração da função hemodinâmica e o alívio (controle) dos sintomas, sem aumentar o risco de morte 5,7, Como objetivos adicionais, a longo prazo, devem ser consideradas a redução da progressão da doença, a redução do número de re-hospitalizações e a melhora da sobrevida 5-7, Para se atingir estes objetivos, na fase de descompensação cardíaca, temos como opções os diuréticos, os vasodilatadores e os agentes inotrópicos 5-7, É importante relembrar que os diuréticos e os vasodilatadores são muito úteis para controlar agudamente os sintomas, mas como não modificam as causas intrínsecas da doença, seus benefícios podem não se manter por longo tempo e não evitam a progressão da disfunção ventricular 7, Os agentes inotrópicos são de grande utilidade na estabilização hemodinâmica e na melhora aguda dos sintomas 7, Na maioria dos casos de descompensação cardíaca, a prescrição de diuréticos ou o aumento da sua dosagem controla os sintomas, mas nos pacientes hipotensos, nos com congestão importante e nos com sinais de baixo débito, a internação se impõe e, freqüentemente, é necessária a prescrição de drogas inotrópicas para que se obtenha a redução dos sintomas, controle agudo do quadro e preservação da função renal e cerebral 5-7, O tratamento com inotrópicos, melhorando a força contrátil, é um importante mecanismo pelo qual o débito cardíaco pode ser aumentado no manuseio da descompensação cardíaca, sendo um dos esquemas terapêuticos mais utilizados pela sua facilidade de administração 7, No Brasil, para pacientes que se mantêm sintomáticos após vários dias de tentativa de compensação ou naqueles que estão em baixo débito, é usual que o inotrópico de escolha seja a dobutamina, obtendo-se o controle da maioria dos casos. Embora este fármaco seja eficaz, alguns estudos vêm demonstrando que a dobutamina pode promover aumento da mortalidade 7-11,24, Um ponto importante no tratamento moderno da insuficiência cardíaca é que a dobutamina não deveria mais ser a droga de escolha para o tratamento da descompensação cardíaca de pacientes que estejam em uso de betabloqueadores, droga que cada vez mais deve ser empregada no seu tratamento 7,13, Outro ponto não esclarecido é se não há tratamento com inotrópico que seja mais custo benéfico. O levosimendan é um inotrópico que teve sua eficácia comprovada e que pode ser prescrito para pacientes em uso dos betabloqueadores 12, no entanto, vem sendo pouco utilizado em nosso meio, principalmente devido a ser considerado dispendioso e não ser reembolsado pelo SUS, e mesmo por alguns planos de saúde. A escolha de um determinado esquema terapêutico é fundamentada em muitas variáveis, como a experiência do médico com a droga, seu custo e sua disponibilidade no serviço. A modificação de condutas não é uma atitude fácil e freqüente, e depende muito de comprovação de superioridade e segurança em relação à conduta usual. Neste estudo, avaliamos o preço do tratamento dos pacientes tratados com dobutamina ou levosimendan, de forma a verificar se o tratamento com o levosimendan seria realmente mais dispendioso. O tratamento com estas duas drogas apresenta algumas peculiaridades importantes, que podem ter impacto econômico, ao lado do custo intrínseco do medicamento. O levosimendan deve ser administrado por 24 horas e depois suspenso, enquanto a dobutamina é mantida por 3 a 5 dias, sendo a dose administrada reduzida progressivamente 7-12,24, O tempo de infusão pode variar de um a mais de 30 dias, dependendo da gravidade do caso. Na rotina de nossa Unidade, sempre que o paciente apresenta melhora clínica consistente e estável por mais de 48 horas e se encontra euvolêmico, reduzimos progressivamente a droga até suspendê-la. Nossa experiência, tratando pacientes com insuficiência cardíaca avançada, mostra que nem sempre é possível retirar a droga rapidamente. Em verdade, 2/3 dos pacientes com insuficiência cardíaca avançada, que usualmente tratamos, necessitaram mais de 7 dias para compensar e tornar possível a suspensão da dobutamina. A necessidade de longa permanência com a infusão da droga, sem dúvida, tem impacto econômico. O levosimendan é o mais novo agente inotrópico aprovado para uso clínico no Brasil. A droga já é comercializada em vários países da Europa desde 2000, e a experiência crescente com o produto vem mostrando que é uma droga segura e bastante potente, com características bem diferentes das drogas de que até então dispúnhamos 25, O levosimendan veio se somar às medicações disponíveis para a compensação dos cardiopatas e é indicado nos episódios de descompensação aguda de insuficiência cardíaca, quando há necessidade de terapia inotrópica. O levosimendan tem vários mecanismos de ação, sendo o predominante a sensibilização pelo miofilamento ao cálcio e conseqüente aumento da contratilidade, o que faz que seja classificado como uma droga sensibilizadora do cálcio 25, Sua ação também se faz pela inibição da fosfodiesterase, modulação do tônus do sistema nervoso autônomo e supressão da liberação da endotelina pela vasculatura, embora estes mecanismos pareçam ser estimulados somente em doses elevadas, superiores às usualmente empregadas na clínica para compensação dos pacientes 11,25, O levosimendan aumenta a contratilidade ventricular e promove vasodilatação sistêmica, inclusive coronária, reduz a resistência vascular sistêmica, a pressão de enchimento ventricular e aumenta a performance cardíaca, aumentando o volume ejetado e o débito cardíaco 11,25, Como não há aumento importante do influxo celular de cálcio, mas sim a sensibilização da troponina ao cálcio, ocorre aumento da contratilidade com menor dispêndio energético e sem aumento da ocorrência de arritmias 11, Embora outras drogas possam ser categorizadas com sensibilizadoras do cálcio o levosimendan tem se mostrado superior nos vários estudos concluídos 25, A meia vida do levosimendan é de aproximadamente 1 hora, o que facilita seu manuseio clínico 25, Empregamos o levosimendan em infusão, sem dose de ataque na dosagem de 0,1 a 0,2 µg/kg/min. Uma grande vantagem da droga é que deve ser infundida em 24 horas, não sendo necessária sua manutenção por períodos maiores. O seu efeito se mantém por até 7 dias, pois um dos seus metabólitos também é inotrópico positivo e mantém o efeito por mais de 72 horas. O levosimendan é contra-indicado nos casos de hipersensibilidade ao fármaco ou a qualquer dos seus excipientes, em casos de insuficiência renal grave (clearence de creatinina <30 ml/min), insuficiência hepática grave, hipotensão severa e choque de qualquer etiologia. Três grandes estudos recentes procuraram verificar sua segurança em pacientes no pós-infarto do miocárdio e nos com insuficiência cardíaca, ambos mostrando que a droga é segura e eficiente no tratamento da descompensação cardíaca. O estudo RUSSLAN analisou pacientes com IC aguda após infarto do miocárdio, procurando analisar a segurança da droga quanto a induzir hipotensão e isquemia 26, A incidência de hipotensão foi semelhante à observada com placebo (10,8% vs.13,4%). Os pacientes em uso de levosimendan apresentaram menos dispnéia. Um achado importante foi a redução do risco combinado de morte e piora da ICC nas 24 horas após a randomização, que foi significativamente menor (p=0,025) com levosimendan que com placebo. Esta redução de mortalidade continuava significativa no 14º dia pós-infarto (11,4% vs.19,6%; p=0.029). Em conclusão, o estudo mostrou que a prescrição de levosimendan foi associada à redução dos sintomas da IC e do risco de morte ou piora da IC, sem provocar hipotensão ou isquemia miocárdica 26, No estudo LIDO, foram tratados pacientes com IC e baixo débito e comparou-se o efeito do levosimendan ao da dobutamina 12,27, O estudo mostrou que nos pacientes com IC e baixo débito o levosimendan melhorou mais a performance hemodinâmica e de maneira mais eficaz que a dobutamina. Este benefício foi acompanhado de uma menor mortalidade em 30 dias (redução de 50%) e em 6 meses de seguimento. O estudo CASINO, desenhado para comparar a segurança e eficácia do levosimendan, dobutamina e placebo em pacientes com insuficiência cardíaca descompensada 24, deveria incluir 600 pacientes, mas foi suspenso precocemente devido ao claro benefício sobre a mortalidade observada em favor ao levosimendan. A mortalidade observada em 6 meses com placebo foi de 24,7%, com dobutamina de 39,6% e com levosimendan de 15,3% 24, Assim temos hoje evidências de que o tratamento com levosimendan é seguro e que pode, a longo prazo, promover uma redução de mortalidade em relação ao observado com o emprego da dobutamina 12,24-26, Os nossos resultados mostram que os pacientes tratados com levosimendan necessitaram de menor tempo de tratamento em terapia intensiva, dos materiais relacionados à infusão intravenosa de drogas principalmente por bomba de infusão e dos cuidados inerentes a estadia na UTI. Apesar da dose unitária de levosimendan ser mais dispendiosa que a de dobutamina, a menor necessidade de hospitalização em terapia intensiva, a redução dos custos relativos a esta menor permanência tornaram os custos globais do tratamento semelhantes e não mais dispendiosos, como se costuma pensar. Em verdade, o custo do medicamento não foi o mais importante na avaliação do custo final de um tratamento. Especialmente no caso do levosimendan, os custos foram semelhantes, mas se considerarmos que os pacientes com ela tratados necessitaram de menor tempo de terapia intensiva e de cuidados em geral, considerando-se o déficit que temos deste tipo de leito no Brasil, essa redução de tempo de permanência permitiria que um número maior de pacientes pudesse usufruir desse tão importante recurso terapêutico. Devemos também levar em conta que um menor tempo de infusão intravenosa leva a menor necessidade de implante de cateter venoso central, fator este associado a menor chance de ocorrência de flebite, trombose venosa e infecção nos locais de punção. Na análise da relação custo-benefício, não devemos considerar somente o preço dos medicamentos, mas sim entendê-la como a somatória dos valores financeiros dos recursos consumidos ao longo da assistência prestada a um paciente. Nos estudos de farmacoeconomia no Brasil, devemos ainda considerar as formas de custeio das hospitalizações que difere na medicina privada e na pública. No tratamento dos pacientes do SUS o valor reembolsado é definido, sendo um valor fixo por doença. No caso dos convênios, apresenta-se o valor da conta hospitalar. O Sistema Único de Saúde (SUS) paga um valor fixo de R$ 700,00 por cada paciente atendido com ICC, ao qual se adiciona o valor de R$ 213,71 por dia de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Todos os custos unitários relativos a exames, materiais e medicamentos e uso de profissionais devem estar englobados nestes valores, pois nem um centavo adicional é reembolsado. No entanto, o valor reembolsado não representa necessariamente o gasto verdadeiramente realizado, que em muitas vezes é superior ao reembolsado. Interessa que cada instituição saiba o verdadeiro custo que ela é obrigada a suportar, e é este o valor que se pretendeu obter neste estudo. Os convênios pagam as contas de forma detalhada, desde que os valores unitários de cada item correspondam aos padrões estabelecidos pelos mesmos (tabela AMB, Brasíndice etc). Somando-se os valores de cada paciente, em cada grupo estudado, chega-se aos valores que apresentamos, documentando que nas duas simulações o custo global do tratamento é semelhante e que, portanto, o tratamento com levosimendan não é mais dispendioso que o usualmente realizado com dobutamina. Entretanto, os pacientes tratados com levosimendan necessitaram permanecer menos tempo em terapia intensiva. Devemos ainda considerar os resultados da literatura que mostraram que o levosimendan apresentou menor mortalidade no seguimento a longo prazo 12,24-27, O resultado de nosso trabalho foi semelhante ao obtido por Cleland e cols. que fez uma estimativa de custo fundamentada nos dados do estudo LIDO 28, Nosso estudo, embora também retrospectivo, analisou as contas hospitalares dos 18 pacientes e mostrou dados reais (não uma simples simulação de gastos) e documentou valores semelhantes nas contas dos pacientes tratados com levosimendan e dobutamina. Ressaltamos, no entanto, algumas limitações, quais sejam, trata-se de um estudo retrospectivo, com uma amostragem pequena e bastante específica, o seguimento foi curto e não levou em consideração o melhor índice de vidas salvas. Em verdade, este estudo analisou um pequeno número de pacientes, mas permitiu, com seus resultados, mostrar que a hipótese de que o tratamento com um medicamento de maior custo não obrigatoriamente resulta em tratamento mais dispendioso ao final. Estes resultados permitiram desenhar um estudo prospectivo que procurará mostrar que o tratamento com levosimendan é custo efetivo, agregando a vantagem de não aumentar o risco de morte aos pacientes. Este estudo deve início em dezembro de 2004. Pudemos nesta análise documentar que o custo do tratamento com levosimendan, de pacientes com insuficiência cardíaca avançada descompensada, não é mais dispendioso do que o usualmente feito com a prescrição de dobutamina. Os pacientes tratados com dobutamina necessitaram permanecer mais tempo em terapia intensiva e provocaram um maior dispêndio de materiais durante a internação. Os nossos dados confirmam que nem sempre o medicamento mais dispendioso resulta necessariamente em maiores despesas. Considerando a facilidade de administração e sua segurança, o levosimendan é uma excelente opção de tratamento para os pacientes com insuficiência cardíaca descompensada, especialmente considerando que não representa um aumento de despesa em relação ao tratamento usual. Recebido em 22/07/2004 Aceito em 11/02/2005

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Como deve ser administrado dobutamina?

Deve ser administrado por via intravenosa, exclusivamente por infusão intravenosa. Atenção: as doses são dadas em termos de dobutamina. Para aumentar o débito cardíaco geralmente se emprega uma dose de 2,5 a 10 mcg/kg/min.

Quando a dopamina é indicada?

A dopamina é um medicamento utilizado para melhorar a pressão arterial, melhorar a força de contração do coração e os batimentos cardíacos em situações de choque grave na qual a queda de pressão arterial não é resolvida quando se administra apenas soro pela veia.

Que tipo de droga e a dobutamina?

Esta publicação também está disponível em: Português Español Quem nunca ficou na dúvida de como e quando usar inotrópicos, especificamente dobutamina ? Drogas como noradrenalina, nitroprussiato, nitroglicerina não costumam gerar muitas dúvidas entre os profissionais. Eles conseguem distinguir quando será necessário o uso de cada uma dessas drogas.

  • Podemos citar um bom exemplo de quando usar noradrenalina: paciente está bem hipotenso, já fez volume e mesmo assim ainda não houve melhora.
  • No caso dos inotrópicos, é diferente.
  • Há algo abstrato que envolve o entendimento de quando utilizá-los.
  • Justamente por observar tais questões, decidimos listar algumas perguntas frequentes em relação a isso e acabar de uma vez por todas com os possíveis questionamentos.

Resumimos nesse podcast as principais dúvidas sobre dobutamina e colocamos abaixo o resumo da primeira parte da conversa: Vamos às perguntas: Algumas das drogas vasoativas tipo adrenalina e dopamina são substâncias que existem no nosso corpo. Com dobutamina ocorre o mesmo ou foi algo fabricado? A dobutamina é uma catecolamina sintética.

Logo, ela não é produzida de forma autônoma pelo organismo. Se fossemos classificar as drogas vasoativas em grupos, poderíamos considerar dividi-las em três grupos. Um desses grupos seriam dos vasopressores como adrenalina, vasopressina, noradrenalina e assim por diante. O segundo grupo seria dos vasodilatadores como nitroprussiato, nitroglicerina, etc.

A dobutamina poderia ser denominada em qual terceiro grupo? E além dela, quais outras drogas entrariam nesse grupo? A dobutamina tem a característica de ser inotrópica, aumentar a força do coração, mas ela também tem a função vasodilatadora. Nesse caso, a característica da dobutamina é um inodilatador, ou seja, tanto aumenta a potência da contração cardíaca como também pode provocar vasodilatação.

  • E nesse caso, vale salientar que para utilizar dobutamina o paciente não pode estar muito hipotenso.
  • Além da dobutamina, há outros inotrópicos que não são tão utilizados e que nem sempre estão disponíveis, como por exemplo: milrinona e levosimendana.
  • Nesse caso, quando deve-se pensar em utilizá-las? Elas possuem grandes vantagens em relação a dobutamina ou só o preço que muda? É bom lembrar que as medicações não têm efeito isolado.

Por exemplo: quando você tem noradrenalina, apesar dela ter o efeito vasoconstritor predominante, ela também tem um pequeno efeito inotrópico. A mesma coisa ocorre com a adrenalina que é um inotrópico, mas possui efeito vasoconstritor. As catecolaminas de forma geral têm a característica de atuarem através do receptor beta adrenérgico.

Quando a dobutamina atua no receptor beta do vaso, ela vasodilata. Por isso que ela pode causar hipotensão. Já os outros inotrópicos que não são catecolaminas, como por exemplo o milrinona que é o inibidor da fosfodiesterase e o levososimedan que é um sensibilizador dos canais de cálcio na troponina C, levam ao aumento do inotropismo.

Dessa maneira, as vantagens desses inotrópicos não catecolaminérgicos é justamente por não atuarem no receptor beta. Podem ser uma opção em pacientes que estão em uso de betabloqueadores, por exemplo. Mas, da mesma forma que eles não atuam no receptor beta, eles possuem uma potência vasodilatadora maior.

  • Em relação ao preço, eles são mais caros por serem mais novos.
  • Vários estudos tentaram comprovar que eles teriam uma eficiência maior e um menor risco quando comparados com a dobutamina, mas isso não foi comprovado de forma concreta.
  • Qual é o tipo de paciente que devemos pensar em introduzir a dobutamina? Qual seria a dose inicial e como posso fazer a diluição dessa droga? Precisamos saber a hora certa para a introdução desse inotrópico.

E as palavras-chaves para a iniciação são falha de bomba, Então, toda vez que pensar em dobutamina o paciente tem que estar dentro da característica de déficit de contratilidade no coração. Mas, como eu consigo ver isso no meu paciente à beira leito? Normalmente, esse paciente tem sinais de baixo débito, vasoconstrição periférica, está gelado, tem cianose nas extremidades E uma característica importante: além desse sinal de baixo débito, muitas vezes ele vem associado à hipotensão.

Porém, isso não é um quesito obrigatório. Eu posso ter baixo débito sem vasoconstrição importante. Uma boa forma de ver o baixo débito é o tempo de enchimento capilar. Como eu vejo isso? Apertando a ponta do dedo do paciente, até a lateral do dedo ficar branca. Depois eu solto e conto o tempo que reperfunde.

Caso o enchimento capilar seja maior que dois segundos, isso indica que o paciente pode estar diante de uma vasoconstrição exagerada. Lembrando que nesse caso, deve-se descartar o frio, pois isso pode causar a diminuição de enchimento capilar. Além da hipoperfusão caracterizada por todos esses sintomas (dispneia, sudorese, pele pegajosa, fria), também terá sinais de congestão pulmonar.

E muitas vezes, essa congestão não está associada à crepitação pulmonar. Esse é o sinal mais clássico. Mas em até 30% dos casos, os pacientes podem apresentar congestão pulmonar e não terem estertores crepitantes. Uma das avaliações que tem maior acurácia é a estase jugular, Então, nesses pacientes que apresentam sinais de baixo débito e você olha para o pescoço e está 45º, 50º, 90º e esse paciente tem estase, a veia jugular externa parece congesta até quase a mandíbula, é sinal de congestão pulmonar.

Dessa forma, conseguiríamos juntar as peças e entender que esse paciente está mal perfundido e congesto. Aqui, podemos destacar que a frase-chave é hipoperfusão tecidual causada por uma falha de bomba, Esse é o cenário em que se indica o uso de dobutamina.

Porém, se ocorrer de um paciente apresentar desidratação, quadro de vômito, possivelmente o enchimento capilar estará lentificado. Então, você não vai ligar dobutamina de imediato. Primeiro, você entrará com volume. Logo, esse paciente não estará precisando de inotrópico e sim de volume. Só devo iniciar dobutamina após confirmar disfunção sistólica pelo eco? Na prática, a maioria dos serviços não apresenta ecocardiograma amplamente disponível para estes casos de urgência.

Caso se opte por esperar a realização do exame de imagem para iniciar-se a dobutamina, geralmente isso vai causar um atraso grande no tratamento adequado do paciente. Resumindo: não precisa esperar a realização de eco para começar-se a dobutamina. Se o quadro clínico e exame físico são compatíveis com baixo débito sistêmico devido à disfunção sistólica dos ventrículos, o recomendado é iniciar-se o inotrópico e ver como o paciente evolui clinicamente. Dobutamina Para Que Serve Dobutamina Para Que Serve Dobutamina Para Que Serve

Qual o antagonista da dobutamina?

Bula do Hibutan A dobutamina é usada para aumentar a contratilidade cardíaca na insuficiência cardíaca aguda resultante tanto de doença cardíaca orgânica. A dobutamina é usada para aumentar a contratilidade cardíaca na insuficiência cardíaca aguda resultante tanto de doença cardíaca orgânica como de procedimentos cirúrgicos cardíacos.

É utilizada também no tratamento a curto prazo para aumentar a contratilidade cardíaca na descompensação cardíaca da insuficiência cardíaca congestiva ou na contratilidade deprimida devido a uma cirurgia cardíaca ou a uma cirurgia vascular de grande porte. Adobutamina em glicose a 5% é indicada quando a terapia parenteral for necessária para a sustentação inotrópica no tratamento de curto prazo de descompensação cardíaca devido a contratilidade deprimida resultante de doença cardíaca orgânica ou de procedimentos cirúrgicos cardíacos.

Como o Hibutan funciona? A dobutamina é um agente inotrópico de ação direta. Sua atividade primária resulta da estimulação dos receptores beta 1 do coração ao produzir efeitos cronotrópicos (aumento da freqüência cardíaca), hipertensivos, arritmogênicos e vasodilatadores comparativamente brandos; têm poucos efeitos alfa 1 (vasoconstritor) e beta 2 (vasodilatador).

A dobutamina não depende da liberação de norepinefrina endógena e, portanto não depende das reservas cardíacas desse mediador (ao contrário da dopamina). Os efeitos sobre a freqüência cardíaca, a condução intracardíaca e a pressão arterial são moderados e inferiores àqueles observados após uma dose equipotente de isoproterenol (isoprenalina) A fraca elevação da pressão arterial se aplica pela compensação do aumento do débito cardíaco (volume de sangue bombeado pelo coração/minuto) concomitante com a diminuição da resistência vascular periférica.

A dobutamina aumenta o volume sistólico e o débito cardíaco. Diminui a pressão ventricular de enchimento (reduz a pré-carga) e as resistências, vascular pulmonar e sistêmica total. Como a dobutamina não age sobre receptores dopaminérgicos, não dilata seletivamente os vasos renais ou esplâncnicos; assim, a dobutamina pode melhorar o débito sangüíneo renal, a taxa de filtração glomerular, o débito urinário e a excreção de sódio.

Experimentos clínicos mostraram que a dobutamina não aumenta ou aumenta pouco o consumo de oxigênio pelo miocárdio, salvo nos casos onde a freqüência cardíaca ou a pressão arterial, ou ambos, aumentou. A dobutamina demonstrou facilitar a condução átrio-ventricular em estudos eletrofisiológicos no homem e em casos de pacientes com fibrilação ou flutter atrial (arritmia supraventricular).

Aalteração da concentração sináptica de catecolaminas, tanto com a reserpina quanto com antidepressivos tricíclicos, não altera as ações da dobutamina em animais, indicando que as ações da dobutamina não dependem de mecanismos pré-sinápticos. Avelocidade de infusão efetiva de dobutamina varia amplamente de paciente para paciente, e a titulação é sempre necessária.

Farmacocinética O início da ação da dobutamina em glicose a 5% se dá em 1 ou 2 minutos, entretanto, podem ser necessários até 10 minutos para o início da ação quando a velocidade de infusão é baixa; meiavida plasmática 2 minutos; meia-vida de eliminação cerca de 9 minutos; duração da ação menos de 5 minutos; metabolização ocorre no fígado; gerando produtos inativos; eliminação renal.

As principais rotas de metabolismo são a metilação do catecol e conjugação. Na urina humana, os principais produtos da excreção são os conjugados de dobutamina e dobutamina 3-O-metil. O 3-O-metil de dobutamina é inativo.

  • Contraindicação do Hibutan
  • A dobutamina em glicose a 5% é contra-indicada para pacientes com estenose subaórtica hipertrófica idiopática ou hipertrofia miocárdica (a obstrução pode aumentar), feocromocitoma (pode ocorrer hipertensão grave), taquiarritmias ou fibrilação ventricular (pode ocorrer exacerbação da arritmia) e em pacientes com hipersensibilidade à dobutamina ou aos componentes da fórmula.
  • Também não deve serutilizada em pacientes com cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.
  • As soluções de Glicose sem eletrólitos não devem ser ministradas simultaneamente com sangue pelo mesmo conjunto de infusão, por causa da possibilidade de pseudoaglutinação dos glóbulos vermelhos.
  • Como usar o Hibutan
  • O modo correto de aplicação e administração do medicamento é pela via intravenosa.
  • Via de administração: Intravenosa e Individualizada.
  • Uso adulto.

A dobutamina possui uma meia-vida curta, então ela deve ser administrada por infusão intravenosa contínua. Seguindo a iniciação de uma infusão a uma taxa constante ou após mudança da taxa de infusão, um estado de equilíbrio da concentração da dobutamina no plasma é alcançado em aproximadamente 10 minutos. Assim, doses de ataque ou injeções em bolus não são necessárias e não são recomendadas.

  1. Atenção:
  2. antes de instituir a medicação, observe os cuidados de administração e cuidados de monitoração do paciente.
  3. Cuidados de administração
  4. Adobutamina não é substituto da reposição do sangue, plasma, fluidos ou eletrólitos.

Antes da administração da dobutamina, a hipovolemia deve ser corrigida, se possível com sangue total ou com um expansor do volume plasmático. Usar uma bomba de infusão ou outro aparelho capaz de controlar a velocidade de infusão, para evitar a administração de doses maciças.

  1. As doses devem ser ajustadas de acordo com a resposta clínica individual.
  2. Alguns pacientes podem necessitar de doses mais elevadas que as usuais.
  3. Administrar a dobutamina em veia de grosso calibre ou diretamente na circulação central.
  4. Ao interromper a medicação, as doses devem ser reduzidas gradualmente (a interrupção rápida pode causar hipotensão).

Se necessário, para evitar hipotensão, deve-se repor fluido intravascular. Cuidado para evitar extravasamento, que pode danificar os tecidos atingidos. Conduta em casos de extravasamento (isquemia por extravasamento): para prevenir a necrose em áreas onde o extravasamento ocorreu, o local deve ser infiltrado prontamente com 10 a 15 mL de NaCl 0,9% para injeção com 5 a 10 mg de fentolamina.

Deve ser utilizada uma seringa com agulha hipodérmica fina e a solução deve ser infiltrada por toda a área afetada. Se a área é infiltrada dentro de 12 horas, o bloqueio simpático com fentolamina produz imediatas e visíveis mudanças hiperêmicas locais. Medicamentos intravenosos devem ser inspecionados visualmente e não devem ser usados se houver presença de material particulado.

Cuidados de monitoração Pacientes recebendo simpaticomiméticos (ex: isoproterenol, salbutamol) necessitam ser bem monitorados. Recomendam-se as seguintes medidas: monitorar continuamente a pressão arterial, o eletrocardiograma (ECG) e o fluxo urinário do paciente.

  • Adicionalmente, monitorar também:
  • Débito cardíaco, pressão venosa central, pressão capilar pulmonar de oclusão, potássio sérico.
  • Posologia do Hibutan

Obs.: As doses são administradas em termos de dobutamina. As Bolsas Plásticas estão prontas para o uso, não necessitando serem diluídas. Não adicionar bicarbonato de sódio nem outra substância alcalinizante, pois a dobutamina é inativada em solução alcalina.

A dobutamina em Glicose a 5% somente é administrada intravenosamente, com a utilização de um cateter adequado ou de uma agulha. Asolução menos concentrada, 0.5 mg/mL, pode ser preferível quando a expansão do fluido não for problema. As soluções mais concentradas – 1 mg/mL, 2 mg/mLou 4 mg/mL- podem ser preferíveis em pacientes com retenção de fluido ou quando for desejado um índice de infusão mais lento.

Dosagem Recomendada A infusão de dobutamina deve ser iniciada em índice baixo (0.5 – 1.0 mcg/kg/min) e titulada a intervalos de poucos minutos, orientada pela resposta do paciente, incluindo a pressão sangüínea sistêmica, o fluxo de urina, a freqüência da atividade ectópica, o ritmo cardíaco e (sempre que possível) medidas do rendimento cardíaco, pressão venosa central e/ou a pressão pulmonar capilar.

  • Em testes relatados, os índices ideais de infusão têm variado de paciente para paciente, normalmente de 2 – 20 mcg/kg/min.
  • Em raras ocasiões, índices de infusão de até 40 mcg/kg/min são requeridos para se obter o efeito desejado.
  • Índice de Administração Ao administrar-se a dobutamina, (ou qualquer outra medicação potente) por infusão intravenosa contínua, é aconselhável o uso de aparelho de controle de volume I.V.

O índice de administração e a duração da terapia devem ser ajustados de acordo com a resposta do paciente, determinada pelo ritmo cardíaco, pela presença de atividade ectópica, pela pressão do sangue, o fluxo da urina e, quando possível, pela medição da pressão venosa central ou pulmonar e pelo rendimento cardíaco.

  • Há risco na administração do produto pela via oral, se o produto for ingerido acidentalmente, pode haver uma absorção imprevisível pela boca e trato gastrintestinal.
  • A absorção do medicamento pelo trato gastrintestinal pode ser diminuída pela administração de carvão ativado.
  • Como para todas as drogas potentes administradas intravenosamente, deve-se tomar cuidado com o controle do índice de infusão para evitar uma inadvertida administração em bolus da droga.

Os produtos parenterais da droga devem ser visualmente inspecionados à procura de matéria particulada e perda de cor antes da administração, quando a solução e o recipiente permitirem. O medicamento não deve ser congelado, devido a possibilidade de cristalização.

  1. Compatibilidades
  2. A dobutamina é compatível quando administrada por tubos tipo Y com dopamina, lidocaína; verapamil; nitroprussiato; cloreto de potássio.
  3. Duração do tratamento a critério médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

  • Precauções do Hibutan
  • Nenhuma melhora pode ser obtida na presença de obstrução mecânica importante, tal como uma grave estenose valvular da aorta.
  • Gerais

Durante a administração de dobutamina, como qualquer catecolamina parenteral, a pressão sangüínea, a freqüência cardíaca e a taxa de infusão devem ser monitoradas sempre que possível, para contribuir na segurança e eficácia da solução de dobutamina em glicose a 5%.

Quando a terapia é indicada, é aconselhável a monitoração eletrocardiográfica antes que uma resposta estável seja alcançada. Quedas repentinas na pressão sangüínea são descritas em associação com uma terapia de dobutamina. Adiminuição da dose ou a interrupção da infusão tipicamente resulta num rápido retorno da pressão sangüínea a níveis basais, mas raramente a intervenção pode ser necessária e a reversibilidade pode não ser imediata.

Também devem ser monitorados a pressão capilar pulmonar e o débito cardíaco (volume de sangue bombeado pelo coração/minuto). Uso após infarto agudo do miocárdio Aexperiência clínica com a dobutamina após infarto do miocárdio é insuficiente para estabelecer a segurança do medicamento para este uso.

  1. Hipotensão
  2. Em geral, quando a pressão arterial é menor que 70 mmHg na ausência de um aumento do enchimento ventricular, a hipovolemia pode estar presente e pode ser necessário tratamento com soluções repositoras de volume antes da dobutamina ser administrada.
  3. Ruptura cardíaca como complicação do infarto do miocárdio

A ruptura cardíaca é uma complicação potencial do infarto do miocárdio. O risco da ruptura cardíaca pode ser influenciado por uma variedade de fatores, incluindo localização, momento e duração do infarto. Foram raramente reportados casos de ruptura cardíaca durante o teste de estresse com dobutamina.

Estes eventos ocorreram durante a examinação de pré-descarga em pacientes hospitalizados com infarto do miocárdio recente (entre 4 e 12 dias). Pacientes considerados com risco de apresentar uma ruptura cardíaca durante o teste com dobutamina devem ser cuidadosamente avaliados. Testes de laboratório A dobutamina pode produzir leve redução nas concentrações séricas de potássio, raramente causando níveis de hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue).

Deve-se considerar a monitorização do potássio sérico. A prescrição excessiva de soluções isentas de potássio pode resultar em significativa hipocalemia. A administração intravenosa destas soluções pode causar sobrecarga fluida resultando em diluição das concentrações eletrolíticas do soro sangüíneo, superhidratação, estados congestionados e edema pulmonar.

  • Gravidez
  • Estudos de reprodução realizados em ratos com dose até a dose normal em humanos (10mcg/Kg/min em 24 horas, dose total de 14,4 mg/Kg), e em coelhos com doses até o dobro da dose normal em humanos, não revelou qualquer evidência de dano fetal provocado pela dobutamina.
  • Uma vez que estudos de reprodução em animais nem sempre são preditivos da resposta em humanos, este medicamento não deve serusado durante a gravidez, a não serque seja evidentemente necessário.
  • Trabalho de Parto
  • O efeito da dobutamina no trabalho de parto é desconhecido.
  • Carcinogênese, mutagênese, diminuição da fertilidade
  • Estudos para avaliar o potencial carcinogênico ou mutagênico da dobutamina, ou seu potencial para afetar a fertilidade, não foram conduzidos.
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Deve-se evitar a administração em bolus da droga. A avaliação clínica e as determinações periódicas de laboratório são necessárias para se monitorar as mudanças de equilíbrio do fluido, a concentração de eletrólitos e o equilíbrio ácido-base durante terapia parenteral prolongada ou sempre que a condição do paciente assegurar tal avaliação.

  1. Advertências do Hibutan
  2. Aumento na freqüência cardíaca ou na pressão sangüínea
  3. O Hibutan pode causar um aumento na freqüência cardíaca ou na pressão arterial, especialmente na pressão sistólica.
  4. Aproximadamente 10% dos pacientes adultos em estudos clínicos tiveram aumentos de 30 batimentos/minuto ou mais, e cerca de 7,5% tiveram aumentos de 50mmHg ou mais na pressão sistólica.

A redução da dose usualmente reverte esses efeitos rapidamente. Como a dobutamina facilita a condução átrio ventricular, pacientes com fibrilação atrial têm risco de desenvolver resposta ventricular rápida.

  • Nos pacientes que têm fibrilação atrial com rápida resposta ventricular, uma preparação digital deve ser usada antes de se instituir a terapia com dobutamina.
  • Pacientes com hipertensão pré-existente são mais susceptíveis em apresentar uma resposta pressora exagerada.
  • Atividade ectópica
  • A dobutamina pode precipitar ou exacerbar a atividade ectópica ventricular, mas isso raramente tem causado taquicardia ventricular.
  • Enchimento ventricular prejudicado e obstrução do esvaziamento ventricular

Os agentes inotrópicos, incluindo dobutamina, não melhoram a hemodinâmica na maioria dos pacientes com obstrução mecânica importante que prejudica o enchimento ventricular ou o esvaziamento ventricular, ou ambos. A resposta inotrópica pode ser inadequada em pacientes com distensibilidade ventricular reduzida.

Estas condições estão presentes no tamponamento cardíaco, estenose da válvula aórtica e cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva. Efeitos inotrópicos benéficos podem ser vistos em alguns pacientes se o coração é dilatado ou sob efeitos excessivos de antagonistas de beta receptores adrenérgicos. Hipersensibilidade Reações sugestivas de hipersensibilidade associadas com a administração de dobutamina em Glicose a 5%, incluindo erupção de pele, febre, eosinofilia, broncoespasmo e prurido do couro cabeludo já foram ocasionalmente relatadas.

Medicações aditivas não devem ser administradas na tentativa de amenizar tais reações. Sensibilidade ao Sulfito Adobutamina em Glicose a 5% contém metabissulfito de sódio, um sulfito que pode causar reações do tipo alergia, incluindo sintomas anafiláticos e de risco de vida em alguns indivíduos suscetíveis a episódios asmáticos menos graves.

A prevalência total da hipersensibilidade ao sulfito na população geral é desconhecida e é provavelmente baixa. A sensibilidade ao sulfito tem sido observada mais freqüentemente em pessoas asmáticas do que em não asmáticas. Este medicamento contém glicose. Reações Adversas do Hibutan Aumento da freqüência cardíaca, pressão arterial e atividade ectópica ventricular: Um aumento da pressão sistólica de 10 a 20 mmHg e um aumento da freqüência cardíaca de 5 para 15 batimentos/minuto foram observados na maioria dos pacientes.

Aproximadamente 5% dos pacientes adultos tiveram aumento de batimentos ventriculares prematuros durante as infusões. Estes efeitos são relacionados às doses. Hipertensão também pode ocorrer. Outras reações adversas incluem: Intensificação da isquemia (falta de suprimento sanguíneo em um tecido), taquicardia (aumento da frequência cardíaca), palpitações (sensação de batimentos irregulares do coração), extrasístole ventricular (contrações ventriculares prematuras), taquicardia ventricular.

  • Foram relatados raros casos de ruptura cardíaca total durante o teste de estresse com a dobutamina.
  • Reações no local da infusão intravenosa Ocasionalmente tem sido relatada a ocorrência de flebite (inflamação da veia).
  • Alterações inflamatórias locais foram descritas após infiltração inadvertida.
  • Casos isolados de necrose cutânea foram relatados.

Hipotensão Queda acentuada da pressão arterial foi descrita ocasionalmente em associação com a dobutamina. A diminuição da dose ou a interrupção da infusão resulta em rápido retorno da pressão arterial aos níveis basais. Em raros casos, entretanto, pode ser necessária a intervenção e a reversão pode não ser imediata.

  • Outros efeitos As seguintes reações adversas foram relatadas em 1% a 3% dos pacientes adultos: Náusea, cefaléia (dor de cabeça), dor anginosa (dor no peito), dor torácica inespecífica, respiração curta, palpitação e flebite.
  • Pode ocorrer também erupção cutânea.
  • Casos isolados de trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue) foram relatados.

Aadministração de dobutamina, como a de qualquer outra catecolamina, pode produzir leve redução das concentrações séricas de potássio, raramente a nível hipocalêmico (baixa concentração de potássio do sangue). A experiência com dobutamina intravenosa em testes controlados não se estende além de 48 horas de bolos repetidos e/ou infusões contínuas.

  • Se for dada via oral ou repetidamente intravenosa ou intermitentemente intravenosa, nem a dobutamina nem qualquer outro inótropo dependente de AMP cíclica mostrou ser seguro em testes controlados, ou eficaz no tratamento de falência cardíaca congestiva a longo prazo.
  • Nos testes controlados de terapia oral crônica com vários destes agentes, os sintomas não foram aliviados consistentemente e os inótropos dependentes de AMP cíclica eram consistentemente associados com o aumento do risco de hospitalização e morte.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

  1. População Especial do Hibutan
  2. Gravidez
  3. Risco B (segundo classificação do FDAamericano) – Não há qualquer estudo adequado e bem controlado em mulheres grávidas.
  4. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista
  5. Mães amamentando

Não sabe se este medicamento é excretado no leite materno humano. Por precaução recomenda-se que o aleitamento seja interrompido enquanto durar o tratamento. Uso Pediátrico Está demonstrado que a dobutamina aumenta o rendimento cardíaco e a pressão sistêmica em pacientes pediátricos de todo grupo de idade.

Nos neonatos prematuros, todavia, a dobutamina é menos eficaz do que a dopamina para elevar a pressão sangüínea sistêmica sem causar indesejada taquicardia, e não está demonstrado que a dobutamina ofereça qualquer benefício adicional quando dada aos infantes que já estejam recebendo ideais infusões de dopamina.

Uso em pacientes idosos Dos 1893 pacientes em estudos clínicos que foram tratados com cloridrato de dobutamina, 930 (49,1%) tinham 65 anos ou mais. No geral, não houve diferenças na segurança e na eficácia entre indivíduos idosos e indivíduos mais jovens.

Em outra experiência clínica relatada, não foram identificadas diferenças nas respostas entre pacientes idosos e mais jovens, mas uma maior sensibilidade entre os indivíduos idosos não pode ser descartada. Em geral, a escolha da dose nos pacientes idosos deve ser cautelosa, geralmente começando com a dose mais baixa terapêutica, devido a maior freqüência de diminuição da função hepática, renal ou cardíaca e pelas terapias e doenças concomitantes.

Composição do Hibutan Cada mL da solução contém: 1,12*mg ou 2,24**mg de cloridrato de dobutamina (D.C.B.: 03164). Excipientes: glicose, metabissulfito de sódio, hidróxido de sódio e/ou ácido clorídrico q.s.pH e água para injetáveis q.s.p.

  • *Equivalente a 1,0mg de dobutamina.
  • **Equivalente a 2,0mg de dobutamina.
  • Osmolaridade:
  • 259mOsm/L(para a concentração de 250mg).
  • Osmolaridade:
  • 266mOsm/L(para a concentração de 500mg).
  • Conteúdo Calórico:
  • 154,4 cal/L.
  • Apresentação do Hibutan
  • Cloridrato de dobutamina 1mg/mL ou 2 mg/mL – Cartucho com 01 bolsa plástica de 250 mL.
  • Via de administração: Intravenosa e individualizada.
  • Uso adulto.
  • Superdosagem do Hibutan
  • Superdosagens de dobutamina foram raramente relatadas.
  • As seguintes medidas são apontadas para servir de guia caso uma superdose ocorra:
  • Sinais e Sintomas

A toxicidade da dobutamina é geralmente devida à excessiva estimulação dos receptores beta. A duração de ação da dobutamina é geralmente curta (T1/2 = 2 minutos), devido à rápida metabolização pela catecol-O-metiltransferase. Os sintomas de toxicidade podem incluir anorexia, náusea, vômitos, tremor, ansiedade, palpitações, cefaléia, respiração curta, e dor torácica tipo angina («dor no peito» devido ao abastecimento insuficiente de sangue no coração) ou inespecífica.

  1. Tratamento
  2. Ao se deparar com um caso de superdosagem, deve-se considerar a possibilidade de superdosagem de diversos medicamentos, interação entre medicamentos, e uma cinética não usual do medicamento em seu paciente.
  3. As ações iniciais a serem tomadas no caso de uma superdosagem são:

Interrupção da administração, estabelecer um acesso às vias respiratórias e garantir a oxigenação e a ventilação. Medidas de ressuscitamento devem ser iniciadas prontamente. Taquicardia ventriculares graves podem ser tratadas com sucesso com propranolol ou lidocaína.

  • A hipertensão geralmente responde à redução da dose ou interrupção do tratamento.
  • Proteger o canal de ventilação do paciente e sustentar a ventilação e a perfusão.
  • Se for necessário, monitorize meticulosamente e mantenha, dentro de limites aceitáveis, os sinais vitais do paciente, gases sangüíneos, eletrólitos, etc.

Se o produto for ingerido acidentalmente, pode haver uma absorção imprevisível pela boca e trato gastrintestinal. A absorção do medicamento pelo trato gastrintestinal pode ser diminuída pela administração de carvão ativado. Doses repetidas de carvão podem acelerar a eliminação de algum medicamento que foi ingerido.

Proteja as vias aéreas do paciente quando estiver usando o carvão. Adiurese forçada, diálise peritoneal, hemodiálise ou hemoperfusão de carvão não foram estabelecidas como benéficas para uma superdosagem de dobutamina. Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações. Interação Medicamentosa do Hibutan Os efeitos da dobutamina podem ser antagonizados por antagonistas beta-adrenérgicos (ex: propanolol, atenolol, metoprolol). Durante o tratamento com beta-antagonistas, baixas doses de dobutamina irão manifestar graus variados de atividade alfa-adrenérgica, como vasoconstrição.

  • Aumentar os efeitos pressores dos vasoconstritores (ex: epinefrina, norepinefrina, levonordefrina). Pode também aumentar a vasoconstrição com – ergotamina; ergonovina; metilergonovina; metisergida; oxitocina;
  • Aumentar os riscos de arritmias cardíacas e de hipertensão arterial grave com: antidepressivos tricíclicos (ex: amitriptilina, imipramina, nortriptilina); maprotilina;
  • Ter sua ação inibida ou pode inibir a ação de betabloqueadores (ex: propanolol, atenolol, carvedilol);
  • Sofrer ou provocar aumento de reações adversas graves com – cocaína; IMAO* (inibidores da monoamina-oxidase), incluindo furazolidona, procarbazina e selegilina;
  • Aumentar os riscos de arritmias cardíacas com digitálicos (ex: digoxina, digitoxina, metildigoxina);
  • Aumentar a ação ou ter sua ação aumentada por doxapram.

*Pacientes que receberam IMAO até 3 semanas antes podem exigir doses de simpaticomiméticos (ex: isoproterenol, efedrina, tiramina) muito menores que as habituais (chegando mesmo a um décimo da dose usual), para tentar evitar reações adversas graves; Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

  • Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
  • Pode serperigoso para a sua saúde.
  • Ação da Substância Hibutan Resultados de Eficácia O Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) é um derivado de dopamina com propriedades inotrópicas pronunciadas e efeitos cronotrópicos e arritmogênicos menos pronunciados que o isoproterenol.

O Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) foi avaliada em duas doses, 5 mcg/kg/min e 10 mcg/kg/min, em dois grupos de 10 pacientes cada, durante emergência de bypass cardiopulmonar. Um terceiro grupo com 5 pacientes foi estudado com isoproterenol na dose de 0,02 mcg/kg/min.

  1. O Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) aumentou o índice cardíaco em 16% com dose de 5 mcg/kg/min e em 28% com dose de 10 mcg/kg/min e o isoproterenol aumentou o índice cardíaco em 9%.
  2. Em contraste, o Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) aumentou a frequência cardíaca em 6% e 15% com as doses 5 mcg/kg/min e 10 mcg/kg/min, respectivamente (não significante) e o isoproterenol aumentou a frequência em 44% (significante).

(5) Baixas doses de dobutamina melhoram a função sistólica e o relaxamento ventricular esquerdo em pacientes com movimentação normal da parede até mesmo em dosagens em que a frequência cardíaca geralmente não aumenta, enquanto não há efeito no índice de pressão de enchimento ventricular esquerdo.

(6) Em um estudo em que o Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) foi administrada por infusão intravenosa em 22 pacientes após cirurgia cardíaca aberta, pode-se concluir que o Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) é um potente agente inotrópico que aumenta o débito cardíaco sem causar taquicardia ou arritmia significante, podendo ser utilizada no tratamento de pacientes após cirurgia cardíaca aberta.

Com o Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) foi possível obter um efeito no índice cardíaco comparável ao do isoproterenol, com menor alteração na frequência cardíaca. (7) Os efeitos hemodinâmicos da infusão de dobutamina foram estudados nas dosagens de 2,5; 5 e 10 mcg/kg/min em 12 pacientes com doença arterial coronariana.

O Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) possui um potente efeito inotrópico positivo que não é acompanhado de aumento da frequência cardíaca, exceto em altas doses. Na menor dose, 2,5mcg/kg/min, a infusão de dobutamina aumentou significativamente o débito cardíaco; aumentos maiores ocorreram com as doses de 5 e 10 mcg/kg/min.

(8) Um estudo com 18 pacientes com doença arterial coronariana e 7 pacientes com cardiomiopatia avaliou a infusão de Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) em doses de 2,5 a 15mcg/kg/min. O Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) produziu efeitos favoráveis na hemodinâmica, no volume sistólico e nas anormalidades de motilidade segmentar na maioria dos pacientes com insuficiência cardíaca congestiva sem efeito deletério no metabolismo do miocárdio.

9) Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, a administração a curto prazo de Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) por 72 horas melhora a função endotelial vascular por pelo menos duas semanas. (10) O Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) é um agente inotrópico positivo efetivo em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave.

Devido ao pequeno efeito na frequência cardíaca e na pressão aórtica (principais determinantes do consumo de oxigênio pelo miocárdio) pode ser utilizada na síndrome do débito cardíaco diminuído associada à doença cardíaca coronariana. Em um estudo com 12 pacientes recebendo Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) e 10 pacientes recebendo dopamina, o Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) apresentou aumento no índice cardíaco maior que a dopamina.

  1. 11) Um estudo com 13 pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave comparou os efeitos hemodinâmicos sistêmicos e regionais do Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) e da dopamina.
  2. Os resultados demonstraram que o Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) (2,5 – 10 mcg/kg/min) aumenta progressivamente e previsivelmente o débito cardíaco através do aumento do volume sistólico, enquanto diminui simultaneamente a resistência vascular sistêmica e pulmonar e a pressão propulsora pulmonar.

Não houve alteração na frequência cardíaca ou contrações ventriculares prematuras por minuto (PVCs/min) com estas doses. A dopamina (2-8 mcg/kg/min) aumentou o volume sistólico e o débito cardíaco com dos es de 4 mcg/kg/min. A dopamina em dose maior que 4 mcg/kg/min promoveu pequeno aumento adicional no débito cardíaco e na pressão propulsora pulmonar e no número de PVCs/min.

  1. Doses de dopamina maiores que 6 mcg/kg/min aumentaram a frequência cardíaca.
  2. Durante a infusão da dose de manutenção por 24 horas, apenas o Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) manteve um aumento significativo no volume sistólico, no débito cardíaco, no fluxo urinário, na concentração de sódio urinário, no clearance de creatinina e no fluxo sanguíneo periférico.

(12) No período pós-operatório recente, pacientes com doença cardíaca isquêmica apresentam distúrbios na performance do ventrículo esquerdo. O Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) melhora estes distúrbios sem provocar efeitos deletérios na excitabilidade.

  • Os efeitos hemodinâmicos estão relacionados à dose.
  • Com baixas doses, de 2,5 mcg/kg por minuto, o Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) reduz a resistência vascular sistêmica e a pressão de enchimento.
  • Com doses entre 5 e 7,5 mcg/kg por minuto a redução da resistência vascular sistêmica é mantida e aumenta, enquanto as pressões de enchimento retornam a níveis normais.

Adicionalmente, o índice sistólico aumenta. Nas dosagens mais altas, de 10 a 15 mcg/kg por minuto o Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) produz um aumento significativo na frequência cardíaca podendo contribuir para o aumento do índice cardíaco.

  • 13) Em um estudo comparativo de Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) com dopamina, ambas melhoraram o débito cardíaco em pacientes com insuficiência cardíaca crônica por baixo débito.
  • Entretanto, a dopamina tem maior probabilidade de causar elevação persistente da resistência vascular, de aumentar a pressão de enchimento do ventrículo esquerdo e de causar congestão pulmonar e edema.

Por isso, deve-se ter preferência pelo Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) para aumentar o débito cardíaco nestes pacientes. (14) Referências Bibliográficas 1. Drug Information for the Health Care Professional – USP DI, 27th Edition, 2007, Thomson – Micromedex.2.

Handbook on Injectable Drugs – Lawrence A. Trissel, 15th edition, 2009, American Society of Health-System Pharmacists.3. Drug Information, American Society of Health-System Pharmacists, 2010.4. Martindale – The Complete Drug Reference, 36th Edition, 2009.5. Tinker JH, Tarhan S, White R, Pluth J, Barnhorst DA.

Dobutamine for inotropic during emergence from cardiopulmonary bypass. Anesthesiology.1976 Apr;44(4): 281-286.6. Görgülü S, Eren M, Uzunlar B, Uyarel H, Tezel T. Assessing the effect of low dose dobutamine on various diastolic function indexes. Anadolu Kardiyol Derg.2004 Sep; 4(3): 227-30.7.

Sakamoto T, Yamada T. Hemodynamic effects of dobutamine in patients following open heart surgery. Circulation.1977 Mar; 55(3): 525-533.8. Magnani B, Ambrosioni E, Branzi A, Picchio F, Capitanucci P. Hemodynamic effects of dobutamine in patients with coronary artery disease. J Int Med Res.1977; 5: 10-17.9.

Pozen RG, DiBianco R, Katz RJ, Bortz R, Myerburg RJ, Fletcher RD. Myocardial metabolic and hemodynamic effects of dobutamine in heart failure complicating coronary artery disease. Circulation.1981 Jun; 63(6): 1279-1285.10. Patel MB, Kaplan IV, Patni RN, Levy D, Strom JÁ, Shirani J, LeJemtel TH.

Sustained improvement in flow-mediated vasodilation after short-term administration of dobutamine in patients with severe congestive heart failure. Circulation.1999 Jan; 99(1): 60-64.11. Stoner III JD, Bolen JL, Harrison DC. Comparison of dobutami ne and dopamine in treatment of severe heart failure. British Heart Journal.1977; 39: 536- 539.12.

Leier CV, Heban PT, Huss P, Bush CA, Lewis RP. Comparative systemic and regional hemodynamic effects of dopamine and dobutamine in patients with cardiomiopathic heart failure. Circulation.1978 Sep; 58(3): 466-475.13. Pinaud M, Desjars P, Nicolas F. dobutamine in the treatment of depressed cardiac function.

  • Fonte: Bula do Profissional do Medicamento Dobutrex ®,
  • Caraterísticas Farmacológicas
  • Descrição

O Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) é uma catecolamina sintética, de nome químico cloridrato de 1, 2-benzenodiol, 4-amino]etil]-, (±). Possui fórmula molecular C18H23NO3 e peso molecular 301,39. Farmacologia Clínica O Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) é um agente inotrópico de ação direta.

Sua atividade primária resulta da estimulação dos receptores beta 1 do coração; tem poucos efeitos em receptores alfa 1 (vasoconstritor) e beta 2 (vasodilatador). A ação do Cloridrato de Dobutamina (substância ativa), ao contrário da dopamina, não depende da liberação de norepinefrina endógena e, portanto não depende das reservas cardíacas desse mediador.

O Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) produz um menor aumento da frequência cardíaca e uma menor diminuição da resistência vascular periférica do que o isoproterenol. Em pacientes com depressão da função cardíaca, o Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) e o isoproterenol aumentam o débito cardíaco até níveis semelhantes.

  1. A fraca elevação da pressão arterial se explica pela compensação do aumento do débito cardíaco concomitante com a diminuição da resistência vascular periférica.
  2. O Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) aumenta o volume sistólico e o débito cardíaco.
  3. Diminui a pressão ventricular de enchimento (reduz a pré-carga) e as resistências vascular pulmonar e sistêmica total.

Como o Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) não age sobre receptores dopaminérgicos, não dilata seletivamente os vasos renais ou esplâncnicos; assim, o Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) pode melhorar o débito sanguíneo renal, a taxa de filtração glomerular, o débito urinário e a excreção de sódio.

Experimentos clínicos mostraram que o Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) não aumenta ou aumenta pouco o consumo de oxigênio pelo miocárdio, salvo nos casos onde a frequência cardíaca ou a pressão arterial, ou ambos, aumentou. O Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) demonstrou facilitar a condução átrio-ventricular em estudos eletrofisiológicos no homem e em casos de pacientes com fibrilação ou flutter atrial.

A alteração da concentração sináptica de catecolaminas, tanto com a reserpina quanto com antidepressivos tricíclicos, não altera as ações do Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) em animais, indicando que as ações do Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) não dependem de mecanismos pré-sinápticos.

A velocidade de infusão efetiva de Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) varia amplamente de paciente para paciente, e a titulação é sempre necessária. Farmacocinética O início da ação do Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) ocorre 1 a 2 minutos após o início da infusão, entretanto, podem ser necessários até 10 minutos quando a velocidade de infusão é baixa.

As concentrações plasmáticas de Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) atingem o estado de equilíbrio aproximadamente 10 minutos após o início da infusão. A meia-vida plasmática do Cloridrato de Dobutamina (substância ativa) em humanos é de 2 minutos.

  1. Fonte: Bula do Profissional do Medicamento Dobutrex ®,
  2. Cuidados de Armazenamento do Hibutan
  3. Mantenha o produto em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC), protegido da luz e umidade.
  4. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. As soluções diluídas devem ser consumidas dentro de 24 horas. O medicamento não deve ser congelado, devido à possibilidade de cristalização. Após aberto, usar imediatamente.

  • Antes de serem administradas as soluções parenterais devem ser inspecionadas visualmente para se observar a presença de partículas, turvação na solução, fissuras e quaisquer violações na embalagem primária.
  • Não utilizar se detectado partículas ou algum tipo de precipitado.
  • Características do medicamento

Soluções contendo dobutamina em glicose a 5% podem exibir cor rósea que, se presente, pode aumentar com o tempo. Essa mudança de cor é devido à ligeira oxidação da droga, mas não significa perda de potência durante os períodos de tempo de administração referidos acima.

Não deve ser administrada, a não ser que a solução esteja clara e o recipiente intacto. Liquido límpido, levemente amarelado, inodoro, isento de partículas estranhas. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve sermantido fora do alcance das crianças. Dizeres Legais do Hibutan Reg.M.S. nº. : 1.0311.0081

  1. Resp. Técnico:
  2. Viviane DesideriCRF-GO nº 2362.
  3. HalexIstar Indústria Farmacêutica

Br 153 Km 3 Chácara RetiroGoiânia-GOCEP 74665-833 C.N.P.J.: 01.571.702/0001-98Insc. Estadual: 10.001.621-9

  • Indústria Brasileira
  • SAC:
  • 0800 646 6500

Uso restrito a hospitais. Venda sob prescrição médica. : Bula do Hibutan

Qual a indicação da dopamina em terapia intensiva?

A Dopamina é o agente vasopressor de primeira linha recomendado para o tratamento do choque séptico. Em pacientes com sinais clínicos de choque e hipotensão não responsivos à reposição volêmica agressiva inicial, a Dopamina é o agente de primeira linha para o aumento da pressão arterial.

Quem precisa de dopamina?

Auxilia no controle dos movimentos Outra função da dopamina é ajudar no controle da coordenação e dos movimentos corporais. Ela também está associada à Doença de Parkinson, uma vez que pessoas com baixos níveis da substância têm maior dificuldade para controlar e coordenar os movimentos.

Quais são os efeitos colaterais da dopamina?

Dopamina: bula, para que serve e como usar | CR Este medicamento é indicado em caso de, choque (cardiogênico, séptico, anafilático, hipovolêmico ), retenção hidrossalina de etiologia variada. A Dopamina não deve ser administrado a pacientes com, ou com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, hipertireoidismo, em presença de taquiarritmias não tratadas ou de fibrilação ventricular.

  1. Em pacientes idosos, devem-se seguir as orientações gerais descritas na bula, porém é recomendável iniciar o tratamento utilizando-se a dose mínima.
  2. A segurança, a eficácia e a dose adequada de Dopamina não foram ainda estabelecidas para pacientes pediátricos.
  3. Contudo, existem relatos na literatura sobre o uso de Dopamina em crianças só deverá ser indicado se os benefícios superarem os possíveis riscos.

Deve-se sempre considerar que os efeitos da Dopamina são dose- dependentes e que existe uma grande variabilidade entre pacientes. Na insuficiência renal, o uso de Dopamina deve ser limitado aos pacientes com adequado volume intravascular que não tenham débito urinário adequado após terem recebido apropriados.

A Dopamina deve ser descontinuada se o paciente não responder à terapia. Caso a oligúria persista, a Dopamina deve ser diminuída gradualmente nas 24 horas seguintes. Em queimados, o metabolismo da Dopamina parece ser alterado e a sua utilização parece estar aumentada. Pacientes com hipertensão arterial respondem de forma intensa à Dopamina, mesmo em doses baixas (2mcg/kg/min).

Seu uso pode determinar aumento significante na natriurese e na fração de excreção de sódio, assim como redução da pressão arterial com aumento da frequência cardíaca, ao contrário do que ocorre com pacientes normotensos. Categoria C de risco na gravidez.

  • Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista.
  • A solução de Dopamina é acondicionada em ampolas âmbar para evitar a ação da luz.
  • A solução é incolor a levemente amarelada e deve ser utilizada imediatamente após a abertura da ampola.
  • O produto é fotossensível; utilizar uma capa escura para o frasco de soro a fim de evitar exposição excessiva da luz solar ou de lâmpadas artificiais.
See also:  Quem A Rainha Do Brasil?

Nunca utilizar Dopamina em soluções alcalinas, pois ocorre inativação do princípio ativo. Dopamina deve ser administrado exclusivamente através de infusão intravenosa com a solução diluída antes da administração. Deve ser utilizada uma veia de grande calibre, preferencialmente o braço, evitando-se extravasamento para que não ocorra uma necrose tissular.

  • É recomendável fazer a diluição imediatamente antes da administração.
  • Uma coloração amarelo-castanha na solução é um indicativo de sua decomposição, não devendo ser utilizada.
  • Dopamina deve ser administrado através de bomba de infusão para garantir o volume preciso.
  • A monitorização hemodinâmica é essencial para o uso apropriado da Dopamina em pacientes com doença cardíaca isquêmica e/ou congestiva.

A monitorização deve ser instituída antes, ou assim que possível, durante o tratamento. A administração de Dopamina deve ser interrompida gradualmente para evitar o aparecimento de hipotensão aguda. A Dopamina deve ser diluído antes da administração. A infusão pode ser iniciada com doses de 1-5 mcg/kg/min, sendo aumentadas a seguir, com intervalos de 5-10 minutos até a obtenção dos efeitos terapêuticos desejados.

  • Normalmente as doses necessárias ficam entre 5-10 mcg/kg/min, podendo em alguns casos chegar até 20-50 mcg/kg/min.
  • A administração de doses superiores a 50 mcg/kg/min deve ser feita a critério médico e somente em pacientes com insuficiência circulatória muito grave.
  • A redução do fluxo urinário sem hipotensão pode indicar necessidade de redução da dose.

Para minimizar os efeitos colaterais deve ser utilizada a menor dose que resulte em desempenho hemodinâmico satisfatório. A monitorização hemodinâmica é essencial para o uso apropriado da dopamina em pacientes com doença cardíaca isquêmica e/ou insuficiência cardíaca congestiva e deve ser instituída antes ou, assim que possível, durante o tratamento.

A administração de Dopamina deve ser interrompida gradualmente (enquanto se expande o volume plasmático com soluções intravenosas), para evitar o aparecimento de hipotensão aguda. Na insuficiência renal, baixas doses de dopamina (0,5 a 2mcg/kg/min) demonstraram aumentar o fluxo sanguíneo renal e a taxa de filtração glomerular, além de inibir a reabsorção tubular proximal de sódio em pacientes normovolêmicos com função renal normal.

Entretanto, a resposta diminui com infusões prolongadas. Desta forma, Dopamina deve ser limitado a pacientes com adequado volume intravascular que não apresentam débito urinário adequado com o uso de diuréticos apropriados. Dopamina deve ser descontinuado se o paciente não responder à terapia.

Caso a oligúria persista, a dopamina deve ser diminuída gradualmente nas 24 horas seguintes. Após alcançar melhora dos valores pressóricos, da diurese e das condições circulatórias gerais, a infusão deve continuar na dose que demonstrou ser mais eficaz ao paciente. A Dopamina contém 50mg de substância ativa em 10mL; portanto, adicionando-se 1 ampola em 250mL de ou soro glicosado, obtém-se uma solução onde 1mL (20 gotas) contém 200mcg de substância ativa.

Cada de solução conterá 10mcg de cloridrato de dopamina. No caso de se medicar um paciente de 70 kg com uma dose de 5mcg/kg/min, é necessário administrar uma dose total de 350mcg/min., ou 1,75mL da solução, que correspondente a 35 gotas/min.

  • Muito comum (> 1/10);
  • Comum (> 1/100, < 1/10);
  • Incomum (> 1/1.000, < 1/100);
  • Rara (> 1/10.000, <1/1.000);
  • Muito rara (< 1/10.000);
  • Desconhecida (não pode ser estimada pelos dados disponíveis).
  • : batimentos ectópicos, dor anginosa, palpitação, distúrbios da condução cardíaca, complexo QRS alargado, bradicardia, hipotensão, hipertensão, vasoconstrição, arritmias cardíacas: arritmia ventricular (com doses muito elevadas), taquicardia (taquicardia ventricular, taquicardia supraventricular, taquicardia paroxística supraventricular), extrassístoles (extrassístole ventricular), contração ventricular prematura, fibrilação- flutter atrial, desordem gangrenosa: nas extremidades (gangrena nos dedos, gangrena simétrica periférica) e necrose no local da aplicação e em outros membros não adjacentes; alterações periféricas de tipo isquêmico com tendência à estase vascular.
  • Sistema Respiratório: dispneia, hipoxemia, hipertensão pulmonar.
  • Sistema Gastrointestinal: náusea,, alterações da motilidade gastroduodenal, desconforto epigástrico.
  • /Metabólico: azotemia, insípidus, supressão/diminuição dos níveis séricos de prolactina, diminuição dos níveis de hormônio tireotrófico () e da secreção de hormônios tireoidianos, valores falsos positivos para catecolaminas urinárias,, aumento dos níveis de sódio urinário, hiperpotassemia.
  • :,,
  • Sistema dermatológico: piloereção, extravasamento no local da aplicação: isquemia tecidual ou necrose secundária a vasoespasmo e extravasamento, reação no local de aplicação.
  • Sistema oftálmico: indução de bilateral da retina.
  • Sistema psiquiátrico: transtornos psicóticos, como delírios, alucinações e confusão mental.
  • Sistema renal: disúria e urgência miccional, nefrotoxicidade, poliúria.

Podem ocorrer efeitos desagradáveis incluindo dor precordial, dispneia e vasoconstrição indicada por aumento desproporcional na pressão diastólica. Ocasionalmente podem aparecer anormalidades na condução cardíaca. Pode ocorrer hipertensão associada a superdose.

  • Em pacientes com distúrbios vasculares preexistentes, foram observadas alterações periféricas de tipo isquêmico com tendência à estase vascular e gangrena.
  • A meia-vida plasmática de Dopamina é de cerca de 2 minutos, o que significa que eventuais efeitos colaterais podem ser controlados com a suspensão temporária ou definitiva da administração.
  • A frequência e a incidência dos eventos adversos não estão bem definidas devido às próprias condições para as quais o fármaco está indicado.

De forma similar à norepinefrina, Dopamina provoca descamação e necrose isquêmica tecidual superficial da pele se ocorrer extravasamento. Para antagonizar o efeito vasoconstritor de um eventual extravasamento podem ser infiltrados na área afetada 5 a 10 mg de diluídos em 10 a 15mL de solução salina fisiológica, minimizando o aparecimento da necrose e da descamação.

A infusão de dopamina, mesmo em doses baixas, pode diminuir a concentração sérica de prolactina em pacientes graves. Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa. No caso de administração acidental de uma superdose, evidenciada por uma excessiva elevação da pressão sanguínea, deve-se reduzir a velocidade de administração ou descontinuar temporariamente a Dopamina até que as condições do paciente se estabilizem.

Como a duração de ação da dopamina é bastante curta, não há necessidade de cuidados adicionais. Caso estas medidas não estabilizem as condições do paciente, usar fentolamina, agente bloqueador alfa-adrenérgico de curta duração, por via intravenosa. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

  • Pacientes em uso de inibidores da monoamino-oxidase (como a isocarboxazida, o cloridrato de pargilina, o sulfato de e o sulfato de fenelzina) devem ser tratados com doses reduzidas de dopamina. Deve-se usar até um décimo da dose usual de Dopamina, uma vez que os IMAOs podem potencializar os efeitos da Dopamina.
  • podem potencializar o efeito cardiovascular de agentes adrenérgicos.
  • Agentes com efeitos hemodinâmicos similares (por exemplo, os efeitos iniciais do tosilato de bretílio) podem ser sinérgicos à dopamina. Pacientes recebendo fenitoínas podem apresentar hipotensão durante a administração da Dopamina.
  • O parece ter fortes propriedades antidopaminérgicas suprimindo a vasodilatação dopaminérgica renal e mesentérica induzida a baixas taxas de infusão de Dopamina.
  • O produto deve ser usado com extrema cautela durante anestesia com ciclopropano, ou outros voláteis, uma vez que estes aumentam a sensibilidade do miocárdio, podendo ocorrer arritmias ventriculares.
  • A administração concomitante de doses baixas de dopamina e diuréticos pode produzir um efeito aditivo ou potencializador do aumento de fluxo urinário.
  • O uso concomitante de vasopressores (como ergonovina) e algumas drogas ocitócicas pode resultar em hipertensão grave.
  • Efeitos cardíacos da dopamina são antagonizados por bloqueadores beta-adrenérgicos, tais como o e o metoprolol.
  • A vasoconstrição periférica causada por altas doses de dopamina é antagonizada por bloqueadores alfa-adrenérgicos.
  • Dopamina não deve ser adicionado a soluções que contenham ou outras soluções alcalinas intravenosas, uma vez que o fármaco é lentamente inativada em pH alcalino. Porém, a cinética dessa reação é suficientemente lenta para que o Dopamina e as soluções alcalinas (, fenitoínas, bicarbonato de sódio, etc), administradas em curto período, possam ser injetadas pelo mesmo cateter venoso.
  • Dopamina apresenta incompatibilidade com,, insulina, ampicilina e ; misturas com, ou devem ser evitadas.
  • Dopamina pode determinar níveis falsamente elevados de com o uso de aparelhos manuais que usam métodos eletroquímicos de análise.

Administrar exclusivamente por infusão intravenosa lenta. A monitorização cuidadosa da pressão arterial, fluxo urinário e, quando possível, débito cardíaco e pressão capilar pulmonar é necessária durante a infusão de Dopamina, assim como com qualquer agente adrenérgico.

  1. A Dopamina não deverá ser administrado na presença de taquiarritmia ou fibrilação ventricular.
  2. Não se deve adicionar Dopamina a soluções alcalinas, como o bicarbonato de sódio, pois a substância ativa será inativada.
  3. Se for observado um aumento desproporcional na pressão arterial diastólica e uma diminuição acentuada na pressão de pulso em pacientes que receberam dopamina, a taxa de infusão deve ser diminuída e o paciente observado cuidadosamente quanto a presença de atividade vasoconstritora predominante, a menos que tal efeito seja desejado.

Dopamina aumenta a frequência cardíaca e pode induzir ou exacerbar arritmias ventriculares ou supraventriculares. Se um número aumentado de batimentos ectópicos for observado, a dose deve ser reduzida, se possível e avaliações de outros fatores como balança eletrolítico e ou presença de fármacos potencializadores de arritmias verificados.

Além disso, mesmo em baixas doses, os efeitos vasoconstritores arteriais e venosos da dopamina podem exacerbar a congestão pulmonar e comprometer o débito cardíaco. Ocasionalmente esses efeitos requerem a redução da dose ou a suspensão da droga. A despeito da melhora hemodinâmica, o consumo de oxigênio e a produção de lactato pelo miocárdio podem aumentar em resposta a doses mais elevadas de Dopamina, indicando que o suprimento sanguíneo coronário não aumenta suficientemente para compensar o aumento do trabalho cardíaco.

Esse desequilíbrio entre oferta e consumo de oxigênio pode induzir ou exacerbar a isquemia miocárdica. Em taxas de infusão baixas, se ocorrer hipotensão, a taxa de infusão pode ser aumentada rapidamente a critério, até que a pressão arterial adequada seja obtida.

Se a hipotensão persistir, avaliar a situação e considerar a possibilidade de um vasoconstritor mais potente como a noradrenalina. A dopamina poderá ou não ser descontinuada. Condições como hipovolemia, hipóxia, hipercapnia e acidose devem ser corrigidas antes da administração do medicamento, pois podem reduzir a eficácia e/ou aumentar a incidência de reações adversas da dopamina.

O produto não deve ser administrado a pacientes alérgicos a sulfitos, pois contém metabissulfito em seu veículo. Pacientes com histórico de doença vascular periférica secundária a, embolia arterial, doença de Raynaud, lesão por, endarterite diabética e doença de Buerger, apresentam risco aumentado de isquemia das extremidades.

  • Se ocorrer uma alteração na cor ou temperatura da pele como resultado da circulação comprometida nas extremidades, os benefícios da infusão de dopamina devem ser ponderados contra o risco de possível necrose.
  • Esta condição pode ser revertida diminuindo a taxa ou interrompendo a infusão do medicamento.

Um antídoto para isquemia periférica como a fentolamina pode ser administrado para prevenir descamação e necrose em áreas isquêmicas ou assim que possível após a evidência do extravasamento. As propriedades vasoconstritoras da dopamina impedem sua administração pela via subcutânea ou intramuscular.

O que é uma descompensação cardíaca?

Insuficiência cardíaca descompensada –

  • A insuficiência cardíaca descompensada, ou descompensação cardíaca, é uma alteração do quadro clínico do paciente, levando-o à necessidade de tratamentos urgentes.
  • Ela pode ocorrer por causa do agravamento de sintomas de insuficiência cardíaca em pacientes crônicos, ou seja, já diagnosticados com a doença, mas também em pessoas sem sinais prévios da condição.
  • Pacientes diagnosticados com insuficiência crônica podem identificar um quadro da descompensação cardíaca quando há aumento de sinais e sintomas mesmo em repouso, como respiração ofegante, batimento cardíaco irregular e pressão arterial elevada.
  • Há o risco de pessoas que não têm diagnóstico da condição apresentarem episódios de descompensação cardíaca associados a, a infarto agudo do miocárdio, entre outras situações clínicas relacionadas.

O que é fentanil para que serve?

6 de março de 2017 – O UNODC lançou hoje um relatório que lança luz sobre a ameaça à saúde pública que representam os opióides sintéticos extremamente potentes, como o fentanil e seus análogos. As informações no relatório sugerem que a overdose por fentanyl é duas vezes mais provável do que por heroína.

  1. O estudo faz parte do Síntese de Monitoramento Global da UNODC: Programa de Análise, Relatórios e Tendências (SMART), desenvolvido para fornecer relatórios precisos e regulares sobre padrões e tendências emergentes da situação global das drogas sintéticas.
  2. A Atualização do Global SMART fornece informações recentes sobre a rápida mudança da situação dos opióides sintéticos no contexto de uma escalada de emergência de saúde pública, resultando em muitas mortes por overdose e tragédias humanas.

A atualização contempla a evolução da fabricação, tráfico e padrões de marketing e sugere medidas políticas adequadas «, disse Jean-Luc Lemahieu, Diretor de Assuntos Públicos do UNODC. A mais recente atualização SMART – número 17, sob o tema » Fentanil e seus análogos – 50 anos depois » – inclui informações sobre a crescente complexidade do mercado de opiáceos, em particular o grupo fentanil, controles internacionais, evolução dos padrões de utilização e riscos associados, desenvolvimentos globais na fabricação e tráfico de análogos de fentanil e seus precursores.

  • O fentanil é considerado o opióide mais forte disponível para uso médico em seres humanos, com cerca de 100 vezes a potência da morfina.
  • É altamente valorizado pelos seus efeitos analgésicos e sedativos e amplamente utilizado no tratamento de dor e anestesia severas.
  • Por outro lado, tais fármacos são susceptíveis de abuso e têm propriedades de produção de alta dependência.

Por exemplo, um relatório de um espaço de consumo de drogas em Sydney, Austrália, sob vigilância médica, descobriu que o risco de overdose ao injetar fentanil foi duas vezes maior do que ao injetar heroína e oito vezes maior do que ao injetar outros opióides prescritos.

Nas décadas de 1970 e 1980, produtos contendo fentanil e seus análogos apareceram no mercado de drogas ilícitas e tornaram-se notórios por overdoses acidentais. O problema parece ter ressurgido e a fabricação clandestina de fentanil subiu para níveis sem precedentes. Os materiais e equipamentos necessários para a fabricação estão prontamente disponíveis on-line, a um baixo custo.

Essa situação é agravada pelo rápido aparecimento de novos análogos não fentanil que não foram aprovados para uso médico. A América do Norte é particularmente afetada por uma crise de overdose de opiáceos. Embora inicialmente o aumento acentuado de overdoses seja atribuído à heroína, a crise atual é principalmente atribuída a análogos de fentanil ou fentanil fabricados ilicitamente que causaram várias epidemias de mortes por overdose desde os anos 1970.

  • Desde outono de 2013, o fentanil e seus análogos têm contribuído para mais de 5000 mortes por overdose.
  • Pesquisas-chave, também incluídas na última atualização, delineiam um mercado complexo, em que a venda de opiáceos ilícitos está entrelaçada com o suprimento legítimo e subterrâneo de produtos farmacêuticos opiáceos, expondo os usuários à prática cruel de contrabando de medicamentos prescritos.

O relatório apela para uma atenção especial aos desenvolvimentos globais no fabrico e tráfico de opiáceos clandestinos e às preocupações internacionais associadas. A próxima 60ª Comissão de Entorpecentes examinará a programação de dois precursores do fentanil e dos seus análogos ao abrigo da Convenção de 1988, em 16 de Março de 2017.

O que é um choque cardiogênico?

Última Modificação: 11/03/2020

O que é? O choque cardiogênico acontece quando o coração perde sua capacidade para bombear sangue em quantidade adequada para os órgãos, causando diminuição acentuada da pressão arterial, falta de oxigênio nos tecidos e acúmulo de líquidos nos pulmões. Este tipo de choque é uma das maiores complicações do infarto agudo do miocárdio e se não for tratado com urgência, pode levar à morte em quase 50% dos casos Outras Informações

Tratamento de Choque cardiogênico

Para que serve a adrenalina na UTI?

→ Noradrenalina e adrenalina – A adrenalina, assim como a noradrenalina, é uma catecolamina, Ela é produzida pela glândula suprarrenal e liberada em situação de estresse de curta duração, juntamente com a noradrenalina. Entre suas ações, podemos citar o aumento da pressão sanguínea, aumento da taxa respiratória, aumento da glicemia e alterações no fluxo sanguíneo no corpo, que causam, por exemplo, mudanças na atividade de importantes sistemas, tais como o sistema digestório e reprodutor.

  1. A noradrenalina é um precursor endógeno da adrenalina.
  2. A adrenalina possui também utilização na medicina, sendo recomendada em casos em que o paciente apresenta choque circulatório e broncoespasmos (estreitamento da luz bronquial) severos.
  3. Também é usada na reação alérgica potencialmente fatal, denominada anafilaxia, e durante manobras de ressuscitação cardiopulmonar.

Leia também:

O que são drogas vasoativas UTI?

Definição – O termo droga vasoativa é atribuído às substâncias que apresentam efeitos vasculares periféricos, pulmonares ou cardíacos, sejam eles diretos ou indiretos, atuando em pequenas doses e com respostas dose dependente de efeito rápido e curto, por meio de receptores (adrenérgicos) localizados no endotélio vascular.

Quanto tem uma ampola de dobutamina?

Cada ampola com 20 ml de solução contém 280,23 mg de cloridrato de dobutamina equivalente a 250 mg de dobutamina base. Cada ml da solução injetável contém 12,5 mg de dobutamina base.

Para que serve a dobutamina e a dopamina?

A dobutamina é um agonista ß seletivo; ela pode exacerbar a hipotensão e induzir taquiarritmias. A dopamina deve ser preferencialmente utilizada em pacientes com pressão arterial sistólica (PAS)

Qual a diferença importante entre a dobutamina e a dopamina?

A dobutamina é um estimulante seletivo β1. Agonistas de receptores β são usados para estimular a taxa e a força de contração cardíaca. O efeito cronotrópico é útil para o tratamento de arritmias e o efeito inotrópico é útil para aumentar a contratilidade do miocárdio.

  1. A dobutamina é cerca de quatro vezes mais potente que a dopamina para estimular a contratilidade miocárdica em baixas concentrações e o volume de ejeção ventricular nos prematuros hipotensos.
  2. A dobutamina possui um núcleo de assimetria.
  3. O (-) – isómero da dobutamina é um agonista potente dos receptores α1 e é capaz de provocar respostas pressoras marcados.

Em contraste, o isômero (+) – A dobutamina é um potente antagonista de dobutamina que pode bloquear os efeitos de (2)-dobutamina. A dobutamina é relativamente cardiosseletiva em dosagens utilizadas na prática clínica; sua ação principal incide sobre os receptores β1-adrenérgicos.

  1. A dobutamina e a dopamina sofrem intenso metabolismo em recém-nascidos, onde são conjugados com sulfato e ortometilados.
  2. A depuração e a meia-vida de dobutamina e dopamina apresentam variações de uma ordem de grandeza em recém-nascidos.
  3. A dopamina é amplamente utilizada para aumentar a pressão arterial, o débito cardíaco, a produção de urina e a perfusão periférica em recém-nascidos com choque e insuficiência cardíaca.

A dopamina é mais eficaz do que a dobutamina no tratamento a curto prazo de hipotensão sistêmica em prematuros. Altas doses de dopamina causam vasoconstrição, aumento da resistência vascular sistêmica e, eventualmente, diminuem o fluxo sanguíneo renal.

Quando usar dobutamina é dopamina?

A dopamina pode ser utilizada em baixas doses, associada ao uso de dobutamina e/ou noradrenalina no tratamento do choque cardiogênico e do choque séptico, com o objetivo de aumentar o fluxo hepático, esplâncnico e renal.

Porque dobutamina causa hipotensão?

Tudo o que você precisa saber sobre Dobutamina parte 1 Esta publicação também está disponível em: Quem nunca ficou na dúvida de como e quando usar inotrópicos, especificamente ? Drogas como noradrenalina, nitroprussiato, nitroglicerina não costumam gerar muitas dúvidas entre os profissionais.

Eles conseguem distinguir quando será necessário o uso de cada uma dessas drogas. Podemos citar um bom exemplo de quando usar noradrenalina: paciente está bem hipotenso, já fez volume e mesmo assim ainda não houve melhora. No caso dos inotrópicos, é diferente. Há algo abstrato que envolve o entendimento de quando utilizá-los.

Justamente por observar tais questões, decidimos listar algumas perguntas frequentes em relação a isso e acabar de uma vez por todas com os possíveis questionamentos. Resumimos nesse podcast as principais dúvidas sobre dobutamina e colocamos abaixo o resumo da primeira parte da conversa: Vamos às perguntas: Algumas das drogas vasoativas tipo adrenalina e dopamina são substâncias que existem no nosso corpo.

  1. Com dobutamina ocorre o mesmo ou foi algo fabricado? A dobutamina é uma catecolamina sintética.
  2. Logo, ela não é produzida de forma autônoma pelo organismo.
  3. Se fossemos classificar as drogas vasoativas em grupos, poderíamos considerar dividi-las em três grupos.
  4. Um desses grupos seriam dos vasopressores como adrenalina, vasopressina, noradrenalina e assim por diante.

O segundo grupo seria dos vasodilatadores como nitroprussiato, nitroglicerina, etc. A dobutamina poderia ser denominada em qual terceiro grupo? E além dela, quais outras drogas entrariam nesse grupo? A dobutamina tem a característica de ser inotrópica, aumentar a força do coração, mas ela também tem a função vasodilatadora.

Nesse caso, a característica da dobutamina é um inodilatador, ou seja, tanto aumenta a potência da contração cardíaca como também pode provocar vasodilatação. E nesse caso, vale salientar que para utilizar dobutamina o paciente não pode estar muito hipotenso. Além da dobutamina, há outros inotrópicos que não são tão utilizados e que nem sempre estão disponíveis, como por exemplo: milrinona e levosimendana.

Nesse caso, quando deve-se pensar em utilizá-las? Elas possuem grandes vantagens em relação a dobutamina ou só o preço que muda? É bom lembrar que as medicações não têm efeito isolado. Por exemplo: quando você tem noradrenalina, apesar dela ter o efeito vasoconstritor predominante, ela também tem um pequeno efeito inotrópico.

  1. A mesma coisa ocorre com a adrenalina que é um inotrópico, mas possui efeito vasoconstritor.
  2. As catecolaminas de forma geral têm a característica de atuarem através do receptor beta adrenérgico.
  3. Quando a dobutamina atua no receptor beta do vaso, ela vasodilata.
  4. Por isso que ela pode causar hipotensão.
  5. Já os outros inotrópicos que não são catecolaminas, como por exemplo o milrinona que é o inibidor da fosfodiesterase e o levososimedan que é um sensibilizador dos canais de cálcio na troponina C, levam ao aumento do inotropismo.

Dessa maneira, as vantagens desses inotrópicos não catecolaminérgicos é justamente por não atuarem no receptor beta. Podem ser uma opção em pacientes que estão em uso de betabloqueadores, por exemplo. Mas, da mesma forma que eles não atuam no receptor beta, eles possuem uma potência vasodilatadora maior.

  • Em relação ao preço, eles são mais caros por serem mais novos.
  • Vários tentaram comprovar que eles teriam uma eficiência maior e um menor risco quando comparados com a dobutamina, mas isso não foi comprovado de forma concreta.
  • Qual é o tipo de paciente que devemos pensar em introduzir a dobutamina? Qual seria a dose inicial e como posso fazer a diluição dessa droga? Precisamos saber a hora certa para a introdução desse inotrópico.

E as palavras-chaves para a iniciação são falha de bomba, Então, toda vez que pensar em dobutamina o paciente tem que estar dentro da característica de déficit de contratilidade no coração. Mas, como eu consigo ver isso no meu paciente à beira leito? Normalmente, esse paciente tem sinais de baixo débito, vasoconstrição periférica, está gelado, tem cianose nas extremidades E uma característica importante: além desse sinal de baixo débito, muitas vezes ele vem associado à hipotensão.

  1. Porém, isso não é um quesito obrigatório.
  2. Eu posso ter baixo débito sem vasoconstrição importante.
  3. Uma boa forma de ver o baixo débito é o tempo de enchimento capilar.
  4. Como eu vejo isso? Apertando a ponta do dedo do paciente, até a lateral do dedo ficar branca.
  5. Depois eu solto e conto o tempo que reperfunde.

Caso o enchimento capilar seja maior que dois segundos, isso indica que o paciente pode estar diante de uma vasoconstrição exagerada. Lembrando que nesse caso, deve-se descartar o frio, pois isso pode causar a diminuição de enchimento capilar. Além da hipoperfusão caracterizada por todos esses sintomas (dispneia, sudorese, pele pegajosa, fria), também terá sinais de congestão pulmonar.

  1. E muitas vezes, essa congestão não está associada à crepitação pulmonar.
  2. Esse é o sinal mais clássico.
  3. Mas em até 30% dos casos, os pacientes podem apresentar congestão pulmonar e não terem estertores crepitantes.
  4. Uma das avaliações que tem maior acurácia é a estase jugular,
  5. Então, nesses pacientes que apresentam sinais de baixo débito e você olha para o pescoço e está 45º, 50º, 90º e esse paciente tem estase, a veia jugular externa parece congesta até quase a mandíbula, é sinal de congestão pulmonar.

Dessa forma, conseguiríamos juntar as peças e entender que esse paciente está mal perfundido e congesto. Aqui, podemos destacar que a frase-chave é hipoperfusão tecidual causada por uma falha de bomba, Esse é o cenário em que se indica o uso de dobutamina.

Porém, se ocorrer de um paciente apresentar desidratação, quadro de vômito, possivelmente o enchimento capilar estará lentificado. Então, você não vai ligar dobutamina de imediato. Primeiro, você entrará com volume. Logo, esse paciente não estará precisando de inotrópico e sim de volume. Só devo iniciar dobutamina após confirmar disfunção sistólica pelo eco? Na prática, a maioria dos serviços não apresenta ecocardiograma amplamente disponível para estes casos de urgência.

Caso se opte por esperar a realização do exame de imagem para iniciar-se a dobutamina, geralmente isso vai causar um atraso grande no tratamento adequado do paciente. Resumindo: não precisa esperar a realização de eco para começar-se a dobutamina. Se o quadro clínico e exame físico são compatíveis com baixo débito sistêmico devido à disfunção sistólica dos ventrículos, o recomendado é iniciar-se o inotrópico e ver como o paciente evolui clinicamente.

Em breve publicaremos a segunda parte da nossa discussão sobre o uso da dobutamina na prática clínica!