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O Que Significa Lgbtqia?

O que significa as letras da sigla LGBTQIA+?

L = Lésbicas – São mulheres que sentem atração afetiva/sexual pelo mesmo gênero, ou seja, outras mulheres. G = Gays São homens que sentem atração afetiva/sexual pelo mesmo gênero, ou seja, outros homens. B = Bissexuais Diz respeito aos homens e mulheres que sentem atração afetivo/sexual pelos gêneros masculino e feminino.

  1. Ainda segundo o manifesto, a bissexualidade não tem relação direta com poligamia, promiscuidade, infidelidade ou comportamento sexual inseguro.
  2. Esses comportamentos podem ser tidos por quaisquer pessoas, de quaisquer orientações sexuais.
  3. T = Transgênero Diferentemente das letras anteriores, o T não se refere a uma orientação sexual, mas a identidades de gênero.

Também chamadas de «pessoas trans», elas podem ser transgênero (homem ou mulher), travesti (identidade feminina) ou pessoa não-binária, que se compreende além da divisão «homem e mulher». Q = Queer Pessoas com o gênero ‘Queer’ são aquelas que transitam entre as noções de gênero, como é o caso das drag queens.

A teoria queer defende que a orientação sexual e identidade de gênero não são resultado da funcionalidade biológica, mas de uma construção social. I = Intersexo A pessoa intersexo está entre o feminino e o masculino. As suas combinações biológicas e desenvolvimento corporal – cromossomos, genitais, hormônios, etc – não se enquadram na norma binária (masculino ou feminino).

A = Assexual Assexuais não sentem atração sexual por outras pessoas, independente do gênero. Existem diferentes níveis de assexualidade e é comum essas pessoas não verem as relações sexuais humanas como prioridade. + O símbolo de » mais » no final da sigla aparece para incluir outras identidades de gênero e orientações sexuais que não se encaixam no padrão cis-heteronormativo, mas que não aparecem em destaque antes do símbolo.

O que mudou no LGBTQIA+?

Receba, em primeira mão, as principais notícias da CNN Brasil no seu WhatsApp! Com isso, LGBTQIA+ se tornou um acrônimo para lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e queer, com um sinal ‘+’ para reconhecer as orientações sexuais ilimitadas e identidades de gênero usadas pelos membros dessa comunidade.

Quando surgiu Lgbtqiap+?

A utilização da sigla LGBTQIAPN+ para representar a comunidade pode parecer moderna, mas as letras remontam aos anos 2000, ainda com o termo GLS, referindo-se a pessoas gays, lésbicas e simpatizantes à diversidade. Tida como excludente de outros grupos ao longo dos anos, a sigla foi alterada, incluindo novas letras para incluir mais pessoas do movimento.

O Manual de Comunicação LGBTI+, elaborado pela Aliança Nacional LGBTI+, em parceria com associações, organizações e coletivos, sintetiza informações sobre a LGBTQIAPN+, termos, datas importantes e outras informações sobre a comunidade. Conheça a explicação e significado por trás de cada letra da sigla.

Lésbica Termo utilizado para representar mulheres que são atraídas afetiva ou sexualmente por outras mulheres, cisgênero ou transsexuais. Gay São conhecidos como gays os homens (cis ou trans) atraídos afetiva ou sexualmente por outros homens, também cisgênero ou transsexuais.

  1. Bissexual Pessoas que se relaciona afetiva e sexualmente com pessoas de ambos os sexos e gêneros.
  2. Pessoas trans A letra «T» engloba as pessoas travestis, transexuais e transgêneros.
  3. A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) define como transgênero as pessoas que transitam entre os gêneros.

Transexual são aqueles que possuem uma identidade de gênero diferente do sexo designado no nascimento. E travesti é uma construção de gênero feminino, oposta ao sexo biológico. Queer O termo é utilizado para caracterizar uma abrangência maior aos termos lésbica, gay, e bissexual.

  1. Intersexual Se refere a uma variedade de condições com que uma pessoa nasce, apresentando uma anatomia reprodutiva e sexual que não se ajusta às definições típicas do feminino ou do masculino.
  2. Anteriormente as pessoas intersexo eram conhecidas como hermafrodita, porém o termo é depreciativo.
  3. Assexual É um indivíduo que não sente nenhuma atração sexual por nenhum sexo ou gênero.

Pansexual Pessoas pansexuais não consideram o conceito de binariedade, dessa forma podem podem desenvolver atração física e se relacionar com pessoas, independente da identidade de gênero ou sexo biológico. Não-binário Pessoas que não se identificam totalmente com o gênero feminino ou masculino, podendo ter uma identidade de gênero fluida + O símbolo de «mais» é utilizado para simbolizar outras orientações sexuais, identidades e expressões de gênero que não se encaixam no padrão cis-heteronormativo, e não estão representadas nas letras anteriores.

Quem criou o LGBTQIA+?

A bandeira com as cores do arco-íris é, há quatro décadas, o símbolo da comunidade LGBTQIAP+. Mas você sabe por que ela tem essas cores? Essa é uma história que começa no final dos anos 1970, quando os movimentos pelos direitos de pessoas homossexuais estavam ganhando destaque nos Estados Unidos.

A ideia surgiu de uma proposta feita pelo ativista e político Harvey Milk ao designer Gilbert Baker, que também atuava como artista drag em São Francisco. Harvey queria encontrar um símbolo para o movimento que reunisse as pessoas e levasse uma mensagem positiva. Isso porque, na época, o símbolo mais popular era o triângulo rosa, que havia sido usado para marcar as pessoas gays durante o Holocausto e, depois, passou a ser usado para mostrar a resistência dessa comunidade.

«Todos sentimos que precisávamos de algo que fosse positivo, que celebrasse o nosso amor», relembra Gilbert em seu livro autobiográfico, Ele pensou, então, em fazer uma bandeira. «Bandeiras simbolizam poder. Elas dizem alguma coisa. Você coloca uma bandeira de arco-íris no pára-brisa e está dizendo alguma coisa», disse o artista em entrevista ao ABC7 News,

  • Para ele, o arco-íris seria a melhor maneira de representar a diversidade dessa comunidade e todos os elementos presentes na vida de cada um.
  • As cores originais eram rosa-choque (sexualidade), vermelho (vida), laranja (cura), amarelo (Sol), verde (natureza), turquesa (magia e arte), índigo (serenidade) e violeta (espiritualidade).

As novas cores A primeira versão da bandeira do orgulho gay, tingida e costurada a mão por Gilbert e seus amigos, foi exibida no Dia da Liberdade Gay —precursor das paradas do orgulho gay— em São Francisco, em 1978. Originalmente, tinha oito cores, mas quando ele foi produzir a bandeira em escala, soube que a fábrica não tinha tecido rosa-choque, então teve de tirar essa cor da bandeira.

  1. Outra adaptação foi feita para unir o índigo e o turquesa, que se tornaram azul royal —e essas são as seis cores que a bandeira tem hoje.
  2. Ou tinha, até 2018.
  3. Naquele ano, a bandeira foi modificada pelo artista Daniel Quasar, inspirado em outras bandeiras já criadas.
  4. O objetivo era abraçar também as comunidades transgênero (com as cores azul, rosa e branco na parte esquerda) e as pessoas negras, indígenas e de origem asiática (listras marrons e pretas, que também lembram as pessoas com Aids).

Na nova versão, as listras formam uma seta, indicando que o movimento está continuamente avançando. Será que Gilbert, falecido em 2017, aprovaria? Pelo que ele disse em entrevista à NBC, sim. «O importante é a ideia do arco-íris. Não importa se forem, oito, seis ou 69 cores.

  • O fio da bandeira do arco-íris que une as pessoas é aquele momento singular em que reivindicamos a nossa própria verdade.
  • Esse é o verdadeiro poder.
  • É esse momento que conecta todas as gerações.» Hoje, nas paradas do orgulho LGBTQIAP+ pelo mundo, você também vai encontrar outras bandeiras tremulando, como as das pessoas assexuais (listras preta, cinza, branca e roxa), não-binárias (listras amarela, branca, roxa e preta), interssexuais (bandeira amarela com círculo roxo no meio) e panssexuais (listras rosa, amarela e azul).

Viva a diversidade!

O que é ser LGBTQIA+ no Brasil?

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Como é ser LGBTQIA+ no Brasil?

Desafios das pessoas LGBTQIA+ no mercado de trabalho – É de conhecimento geral que nos últimos anos, o Brasil traz números cada vez mais preocupantes com relação à taxa de desemprego. Quando falamos então da situação da comunidade LGBTQIA+, os desafios são ainda maiores, uma vez que essas pessoas sofrem diariamente com o preconceito, exclusão, violação de seus direitos e dificuldade de acesso à educação e ao mercado de trabalho.

33% das empresas do Brasil não contratariam para cargos de chefia pessoas LGBTQIA+ ; 41% das pessoas LGBTQIA+ afirmam terem sofrido algum tipo de discriminação em razão da sua orientação sexual ou identidade de gênero no ambiente de trabalho; 90% de travestis se prostituem por não terem conseguido nenhum outro emprego, até mesmo aqueles que têm boas qualificações.

Diante desse cenário, os debates e discussões sobre o tema têm aumentado, especialmente nas multinacionais. Assim, grandes empresas de diversos segmentos passaram a promover o Fórum de Empresas e Direitos LGBTQIA+, que tem como objetivo criar condições e assegurar políticas e práticas para incluir a população LGBTQIA+ no mercado de trabalho.

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Qual a diferença entre o arco-íris E a bandeira LGBT?

Continua após publicidade (Alexander Spatari/Getty Images) Continua após publicidade A bandeira colorida é, de longe, o maior símbolo do movimento LGBTQIA+ atualmente. Mas nem sempre foi assim. Para explicar como esse design surgiu, é preciso dar um passo atrás – e entender como começou o Dia do Orgulho LGBTQIA+.

A Rebelião de Stonewall foi o evento que marcou o início do movimento LGBTQIA+ moderno. O Stonewall Inn era um bar frequentado pela população LGBTQIA+ na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, nos anos 1960. Naquela época, a homossexualidade era considerada crime no estado. Na madrugada do dia 28 de junho de 1969, a polícia da cidade invadiu o bar, agrediu e prendeu frequentadores.

Os civis resistiram e entraram em confronto com os policiais. No final da noite, o Stonewall Inn estava em chamas. Nos anos que seguiram à rebelião, ativistas do movimento passaram a fazer marchas a favor da igualdade e direitos civis – o que viria a se tornar a Parada do Orgulho LGBTQIA+,

  • Inicialmente, elas eram chamadas «Marchas para a Libertação Gay» e aconteciam anualmente nos Estados Unidos.
  • Nessa época, a bandeira LGBTQIA+ ainda não existia.
  • Para representar o movimento, muitos ativistas usavam um triângulo rosa – uma apropriação do símbolo nazista para «marcar» pessoas homossexuais nos campos de concentração.

Isso mudou em 1978. O político e ativista gay Harvey Milk, que era supervisor da cidade de São Francisco, queria uma nova bandeira para o Dia da Libertação Gay daquele ano. Ele encomendou um design para o artista (e também ativista) Gilbert Baker. A primeira versão da bandeira tinha oito cores, cada uma representando algo diferente: rosa (sexualidade), vermelho (vida), laranja (cura), amarelo (luz do Sol), verde (natureza), turquesa (magia e arte), índigo (serenidade) e violeta (espírito). – (Domínio público/Wikimedia Commons) Harvey Milk e o prefeito de São Francisco, George Moscone, foram assassinados alguns meses depois. Na marcha do ano seguinte, em 1979, o comitê de organização decidiu confeccionar diversas bandeiras para serem exibidas ao longo do trajeto, em homenagem a Milk.

O problema é que não havia uma quantidade de tecido rosa suficiente para todas as bandeiras. Daí, ele caiu fora do design. Foi decidido cortar também o azul turquesa, para que sobrasse um número par de cores. Vale lembrar que a bandeira atual não é propriamente um arco-íris: o fenômeno óptico tem sete cores principais, enquanto a bandeira LGBTQIA+ mais utilizada possui apenas seis.

Com o passar dos anos, a bandeira ganhou popularidade. Nos anos 1990, outros movimentos passaram a fazer bandeiras próprias. Em 1998, por exemplo, o ativista Michael Page criou a bandeira bissexual: o rosa representa a homossexualidade, o azul é a heterossexualidade, e o roxo (no meio da bandeira) é a mistura dos dois. – (Domínio público/Wikimedia Commons) A bandeira trans surgiu em 1999, desenhada pela ativista trans Monica Helms. O rosa e azul bebê são as cores geralmente associadas a meninas e meninos, e o branco no centro representam pessoas intersexo, em transição ou sem um gênero definido. Continua após a publicidade – (Domínio público/Wikimedia Commons) Mesmo a bandeira «arco-íris» passa por atualizações e mudanças constantes. Há versões que incluem as cores marrom, preto e branco, para chamar atenção à população negra dentro da comunidade. Outro design adiciona as cores da bandeira trans ao arco-íris. – (Daniel Quasar/Wikimedia Commons)

bandeiras LGBT Orgulho LGBT

O que significa a bandeira do Arco-íris?

A Bandeira Arco-Íris, também conhecida como Bandeira do Orgulho Gay, é um símbolo da Comunidade Gay e do movimento LGBT. Criada em 1979 pelo ativista gay Gilbert Baker, a pedido do político homossexual Harvey Milk para representar a Comunidade Gay, acabou por se tornar um dos principais símbolos do movimento LGBT.

Qual é a maior sigla do mundo?

O Que Significa Lgbtqia LGBTQQICAPF2K+ é a sigla de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis, Queer, Questionando, Intersexo, Curioso, Assexuais, Pan e Polissexuais, Amigos e Familiares, Two-spirit e Kink. Muita coisa, não é mesmo? Mas calma, veja o que vamos te explicar neste artigo: PUBLICIDADE CONTINUE LENDO ABAIXO

O que é LGBT E LGBTQ+? Enfim, e LGBTQQICAPF2K+? O movimento LGBT Sobre a «Cura gay» Rita em 5 Minutos: dá o play para não ficar nenhuma dúvida sobre LGBTQIA+

Segundo o site inglês The Gay UK, esse é a nova sigla da comunidade LGBT, que vem crescendo desde os anos 90. A nova sigla, divulgada no começo do ano passado pelo próprio site, possui mais de 12 letras e tem causado debates e opiniões diferentes dentro da comunidade LGBT.

Qual é o significado da bandeira Hétera?

O governo do presidente russo Vladimir Putin criou uma «bandeira hétero» para antagonizar com as recentes conquistas dos direitos civis para os homossexuais -como a aprovação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

  • A «bandeira hétero», que pôde ser vista durante o Dia da Família e Fidelidade da Rússia, foi elaborada pelo partido do presidente russo e mostra o desenho de uma «família padrão russa», com uma mãe e um pai, além de três crianças, todos de mãos dadas.
  • Embora a homossexualidade não seja ilegal na Rússia, Putin introduziu uma lei em 2013 que proíbe símbolos que promovam valores «não-tradicionais».

Andrei Lisovenko, vice-presidente do Rússia Unida em Moscou, disse ao jornal «Izvestia»: «Esta é a nossa resposta para o casamento do mesmo sexo, a esta paródia do conceito de família. Temos que alertar contra a febre gay e apoiar os valores tradicionais em nosso país.

Quantos tipos de gênero existe?

DIVERSIDADE DE GÊNERO – Segundo a Comissão de Direitos Humanos de Nova York, existem 31 identidades de gênero, entre elas estão: Agênero, andrógino, gênero de fronteira, gênero fluido, gênero neutro, gender-queer, gênero em dúvida, gênero variante, hijra, gênero não conformista, butch, bigênero, não-binário, male to female (MTF), female to male (FTM), terceiro sexo, nenhum, homem, mulher.

O que é o gênero Two Spirit?

«Two-Spirits» (traduzido literalmente «dois-espíritos» ou «espíritos-duplos») é um termo criado para se referir a uma pessoa que se identifica como tendo tanto um espírito masculino como feminino, sendo usada por alguns povos indígenas da América do Norte para descrever a sua identidade sexual, de género e/ou espiritual.

Como termo abrangente, pode englobar a atração pelo mesmo sexo e uma grande variedade de variações de género, incluindo pessoas que podem ser descritas na cultura ocidental como gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, transgéneros, homossexuais, queer, travestis ou que têm múltiplas identidades de género.

Por seu turno, os «Two-Spirits» – também chamados 2S – podem também incluir relações que possam ser consideradas poli. A criação do termo «Two-Spirits» é atribuída a Elder Myra Laramee, que propôs a sua utilização durante a «Terceira Conferência Anual Inter-tribal de Nativos Americanos, Primeiras Nações, Gays e Lésbicas Americanas», realizada em Winnipeg, em 1990.

Qual país mais mata LGBTQIA+ no mundo?

O Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTI+ no mundo!

Qual é o país com mais pessoas LGBT?

O Brasil é o país com a maior parcela de pessoas que se identificam como LGBT+, A informação foi divulgada pela consultoria Ipsos, na base de uma pesquisa realizada on-line em 30 países e publicada para o mês do Orgulho LGBT+. Após o Brasil, a Espanha é o segundo país em porcentagem de LGBT+ em proporção a população, com 14% dos adultos, seguida pela Suíça (13%), Grã-Bretanha (12%) e Holanda (12%).

Qual a diferença entre LGBTFobia e homofobia?

O que é LGBTFobia? – O termo LGBTfobia tende a não ser tão utilizado ou conhecido, já que, normalmente, usa-se outro sinônimo para nomear o ódio à população LGBTQIA+: homofobia. Originalmente, o termo homofobia refere-se apenas à violência e hostilidade contra homossexuais, que são as lésbicas e os gays.

Mas, a utilização do termo se popularizou e, hoje, é considerado por muitos uma forma correta de definir o ato de ódio a outros grupos, como afirmou Maria Berenice Dias, Presidente da Comissão da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB : «Homofobia é o ato ou manifestação de ódio ou rejeição a homossexuais, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais».

Outros termos Aqui no blog, nós já explicamos as diferenças e significados de todas as siglas do LGBTQIA+, e ressaltamos a importância de diferenciá-las e conhecê-las, a fim de gerar mais visibilidade para cada grupo.

Qual a nova letra do LGBTQIA+?

QIAPN+: entenda como novas letras da sigla LGBT reforçam busca por representatividade – Agência AIDS O Que Significa Lgbtqia A sigla começou pequena e cercada por tabus. Até meados de 1990, a combinação GLS era usada para reunir gays, lésbicas e simpatizantes da causa homossexual. Anos mais tarde começou a mudar e se transformou em LGBT, dando visibilidade também aos bissexuais, transexuais e travestis.

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Logo veio o mais, símbolo matemático que já apontava o que estava por vir. E veio. Nos últimos anos, a busca pelo reconhecimento fez com que a nomenclatura crescesse e hoje ela ganha espaço com quase 10 letras: LGBTQIAPN+ (entenda a sigla, letra a letra, abaixo). Para a socióloga Stela Cristina de Godoi, da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-Campinas, a transformação reflete as mudanças sociais e, principalmente, a constante luta por representatividade.

No Dia do Orgulho LGBT+, celebrado nesta quarta-feira (28), o g1 traz uma reflexão sobre o assunto. «A gente não pode simplesmente enxergar como um rótulo, uma etiqueta que a gente coloca na testa das pessoas. Nem as pessoas precisam responder a essa demanda de dizer o que é, se classificar, se rotular.

  1. Não se trata disso.
  2. É importante o surgimento dessas novas nomenclaturas».
  3. Se surgiram, é resultado de uma demanda de indivíduos e de grupo que não estavam confortáveis dentro das nomenclaturas anteriores e que precisam ser respeitados na sua diversidade, no seu direito a existir tal como são, fora dos rótulos, da normatização e da patologia».

Letra a letra: sexo, gênero e orientação sexual A sigla da comunidade busca representar diferentes grupos por sua diversidade, como explica Stela. A primeira é sobre sexo biológico, que diz respeito às características físicas e tudo que envolve o corpo.

Juntos, esses três fatores atualmente estão distribuídos da seguinte forma: L – lésbicas: pessoas que se identificam como femininas e se relacionam com outras do mesmo gênero; G – gays: pessoas que se identificam como masculinas e se relacionam com outras do mesmo gênero; B – bissexuais: pessoas que se relacionam com os gêneros femininos e masculinos; T – transexuais e travestis: pessoas que não se identificam com o gênero atribuído no nascimento; Q – queer: pessoas que não se identificam com os padrões impostos pela sociedade e que preferem não se limitar em um único gênero ou orientação sexual; I – intersexo: pessoas que possuem características biológicas dos sexos feminino e masculino ao mesmo tempo; A – assexuais: pessoas que não têm atração sexual; não há relação com falta de libido, questões biológicas ou de ordem psicológica, como traumas; P – pansexuais: pessoas que se relacionam com outras de todos os gêneros, incluindo femininos, masculinos e não-binários; N – não binários: pessoas que não se identificam com o gênero feminino ou masculino, podendo se identificar com mais de um ou nenhum. Depois do ‘Q’: teoria queer trouxe novas possibilidades

A segunda metade da sigla é recente. Ganhou força nos últimos cinco anos. Porém, a socióloga explica que tudo o que vem depois do ‘Q’ é resultado de um estudo que começou nos Estados Unidos em 1980. «A teoria queer, de certo modo, cria uma nova forma de interpretar o desejo, a sexualidade, o processo biopsicossocial diante de uma perspectiva nova».

Com a noção de que as abordagens de sexo, gênero e orientação sexual são parte de um fenômeno social, até então, preso a um certo formato, a teoria entendeu que «as chamadas ‘minorias sexuais’, ficaram estigmatizadas ou por uma ideia marginalizante ou desviante, como aquilo que não é normal, que escapa da compreensão de normalidade.

A teoria queer faz essa crítica», comenta Stela. É como se cada letra da comunidade LGBT tivesse sido deixada em uma caixa, quadrada e fechada, que não dava abertura para novas possibilidades. Para piorar, ainda as definia como algo que estava à margem da sociedade e que não era parte dela.

Para a especialista, a teoria queer «foi um marco importante, que abriu a possibilidade para novas nomeclatura». Desse conhecimento veio a conclusão de que essas identidades podem ser fluidas. Isto é, nem todo mundo precisa estar limitado ao feminino ou ao masculino, por exemplo. «Intersexual, assexual, pansexual, não sexual e o mais, são desdobramentos dessa crítica à ideia de normalidade», completa.

Muito mais que um glossário Embora as nomenclaturas sejam importantes para que as pessoas da comunidade se sintam representadas, a professora e doutora da PUC lembra que elas não podem ser vistas apenas como um glossário. É muito mais do que isso. Do ponto de vista da sociologia, são marcadores que ajudam a regular o funcionamento de instituições sociais, como o casamento e a família, por exemplo.

  • Todas essas ideias são muito mais do que só ideias ou sentimentos individuais.
  • Elas ganharam ao longo da história uma consistência maior no sentido de prescrever determinadas formas de conduta às quais os indivíduos devem obedecer para estar incluindo e ser funcional.
  • Essa é uma perspectiva mais funcionalista, que é muito comum no pensamento sociológico e ajuda a entender as nomenclaturas LGBT».

Exatamente por se tratar de uma construção social, a comunidade LGBTQIAPN+ está sempre aberta às novas formas de diversidade. Isso explica o surgimento de novas letras e até mesmo a mudança das que já existem. Stela cita como exemplo a própria compreensão de feminino e masculino, que mudaram e continuam mudando há séculos.

  • Esses marcadores sociais sempre mudaram.
  • Não é um fenômeno da contemporaneidade».
  • É importante destacar que não se trata apenas de a gente construir definições para um glossário de termos que explique o que é cada uma dessas letras na sigla.
  • Lógico que isso é importante também para que as pessoas entendam as diferentes identidades, quem são as pessoas por trás dessas siglas».

Avanço que permite que Fah Moraes, pessoa não binária, entenda a própria identidade, por exemplo. Morando em Campinas e presidindo a União Nacional LGBT no Estado de São Paulo, viveu um processo longo até perceber que não era apenas homossexual, mas que também vivia a diversidade em seu gênero.

  • Hoje atua para que essa informação chegue mais longe.
  • Me sentia em busca de algo.
  • Não sabia que era sobre minha existência.
  • Uma pessoa trans não-binária é uma pessoa que rompe com esses rótulos que o feminino e masculino entregam.
  • O que eu proponho é que não exista mais esses mundos.
  • Que a gente entenda que existam várias formas de conceber, de estar na sociedade», comenta.

«Se reconhecer uma pessoa não binária dentro do que a gente está chamando de direitos humanos LGBTQIAPN+ é dar visibilidade para as existências. Eu acho muito gratificante, desde que me conheço como uma pessoa não binária, é revolucionário só por ser.

É LGBTQIA+ ou Lgbtqiap +?

ício do corpo da notícia. O Comitê de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade e a Secretaria de Comunicação Social do TRT-RS explicam a história e o significado de cada letra da sigla. Uma ação alusiva ao Mês da Diversidade no TRT-RS, celebrado em julho. Após um episódio em que a comunidade gay nova-iorquina – na verdade, protagonizado por mulheres transgêneros pretas, sendo o nome mais conhecido o da travesti Marsha P.

  • Johnson – resistiu às investidas policiais no Bar Stonewall, em 28 de junho de 1969, o Dia Internacional do Orgulho Gay, como ficou popularmente conhecido e passou a ser celebrado no mundo todo.
  • Desde então, a luta contra a discriminação e pela conquista de direitos vem ganhando mais espaço e, também, novas formas de identificação.

Na década de 1980, a sigla que identificava o movimento era GLS, em uma referência a gays, lésbicas e simpatizantes. Nos anos 90, passou a ser GLBT, com a inclusão de bissexuais e pessoas trans. Como a representatividade dos homens gays sempre foi mais evidente, protagonizando o movimento da comunidade, fez-se necessária a alteração para LGBT, com o L encabeçando a sigla e dando mais visibilidade às mulheres lésbicas.

Atualmente, novos termos foram incluídos e passou-se à denominação LGBTQIAP+. Entenda, a seguir, o que representa cada uma das letras e o sinal de soma: L: Lésbicas – É uma orientação sexual e diz respeito a mulheres (cisgênero* ou transgênero) que se sentem atraídas afetiva e sexualmente por outras mulheres (também cis ou trans).

Não precisam ter tido, necessariamente, experiências sexuais com outras mulheres para se identificarem como lésbicas. Cisgênero é o indivíduo que se identifica com o seu «gênero de nascença». G: Gays – É uma orientação sexual e se refere a homens (cisgênero ou transgênero) que se sentem atraídos por outros homens (também cis ou trans).

  1. Não precisam ter tido, necessariamente, experiências sexuais com outras pessoas do gênero masculino para se identificarem como gays.
  2. A palavra «gay» vem do inglês e naquele idioma, antigamente, significava «alegre».
  3. A mudança do significado para homossexual remonta aos anos 1930 e se estabeleceu nos anos 1960 como o termo preferido por homossexuais para se autodescreverem.

A palavra Gay, no sentido moderno, se refere tipicamente a homens; enquanto lésbica é o termo padrão para mulheres homossexuais. B: Bissexuais – Bissexualidade também é uma orientação sexual; bissexuais são pessoas que se relacionam afetiva e sexualmente tanto com pessoas do mesmo gênero.

  1. Quanto do gênero oposto (sejam essas pessoas cis ou trans).
  2. O termo «Bi» é o diminutivo para se referir a pessoas bissexuais.
  3. T: Transexuais, Transgêneros, Travestis – Este é um conceito relacionado à identidade de gênero e não à sexualidade, remetendo à pessoa que possui uma identidade de gênero diferente do sexo designado no nascimento.
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As pessoas transgênero podem ser homens ou mulheres, que procuram se adequar à identidade de gênero. Algumas pessoas trans recorrem a intervenções médicas, que vão da terapia hormonal à cirurgia de redesignação sexual, mas isso é pessoal e não são todas as pessoas transgênero que optam por essas intervenções – até por razões financeiras.

  1. Para se referir a elas, são usadas as expressões homem trans e mulher trans.
  2. As travestis, por sua vez, são mulheres trans que preferem ser chamadas dessa maneira por motivos políticos, de resistência, já que este termo está atrelado à marginalização das mulheres trans, que tinham como única alternativa a prostituição como modo de sobrevivência.

Muitas mulheres trans se identificam atualmente como travestis justamente para tirar o estigma da palavra. Deste modo, mulher trans é a pessoa que se identifica como sendo do gênero feminino embora tenha sido biologicamente designada como pertencente ao sexo/gênero masculino ao nascer.

  1. O homem trans é a pessoa que se identifica como sendo do gênero masculino embora tenha sido biologicamente designada como pertencente ao sexo/gênero feminino ao nascer.
  2. Q: Queer – É um termo da língua inglesa usado para qualquer pessoa que não se encaixe na heterocisnormatividade, ou seja, que não se identifica com o padrão binário de gênero, tampouco se sente contemplada com outra letra da sigla referente a orientação sexual, pois entendem que estes rótulos podem restringir a amplitude e a vivência da sexualidade.

O termo «queer», traduzido para o português, literalmente, quer dizer «estranho», «ridículo» ou «excêntrico», e foi ressignificado pela comunidade, assim como várias outras palavras que antes eram usadas como xingamentos. Ainda, quando a letra Q aparece ao final da sigla LGBTQIAP+ também pode significar questioning, referindo-se a corpos que, quando entendem como funciona o sistema, passam a questionar sua posição dentro dele.

  1. I: Intersexo – É uma pessoa que nasceu com a genética diferente do XX ou XY e tem a genitália ou sistema reprodutivo fora do sistema binário homem/mulher.
  2. Atualmente, são reconhecidas pela ciência pelo menos 40 variações genéticas, dentre elas XXX, XXY, X0, etc.
  3. Ainda é comum a imposição por parte da família, ou prescrição médica, de terapia hormonal e a realização de cirurgia, destinada a adequar aparência e a funcionalidade da genitália, muitas vezes antes dos 24 meses de idade ou até mesmo logo após o nascimento.

Contudo, uma parcela significativa das pessoas submetidas a este processo relatam que não se adaptaram e rejeitaram o sexo imposto ao nascimento, respaldando uma conduta terapêutica que defende o adiamento da intervenção até que o sujeito possa participar na tomada da decisão.

Essa parte da sigla é muito importante para que nós entendamos que corpo físico não define gênero, nem sexualidade. A: Assexual – É um indivíduo que não sente nenhuma atração sexual por qualquer gênero. Isso não significa que não possam ter relacionamentos ou desenvolver sentimentos amorosos e afetivos por outras pessoas.

P: Pansexualidade – É uma orientação sexual em que as pessoas desenvolvem atração física, amor e desejo sexual por outras pessoas independentemente de sua identidade de gênero. Há controvérsias ainda em relação à diferença entre a bissexualidade e a pansexualidade, porque elas, no fim das contas, querem dizer que uma pessoa se atrai por outra independentemente de seu gênero.

  1. A diferença está na identificação de cada indivíduo, podendo este ficar mais confortável em se dizer bi ou pan.
  2. Demais orientações sexuais e identidades de gênero – O símbolo de soma no final da sigla é para que todos compreendam que a diversidade de gênero e sexualidade é fluida e pode mudar a qualquer tempo, retirando o «ponto final» que as siglas anteriores carregavam, mesmo que implicitamente.

Os estudos de gênero e sexualidade mudam e vão continuar mudando e evoluindo, assim como qualquer outro campo das ciências. Não-binariedade: Apesar de não constar explicitamente na sigla, é uma identidade de gênero em que as pessoas não se sentem em conformidade com o sistema binário homem/mulher, podendo fluir entre as infinitas possibilidades de existência de gênero sem seguir um padrão, performance ou papel pré-estabelecido pela sociedade.

Drag Queen – Não faz parte da sigla e se refere unicamente a uma expressão artística, podendo ser performada por mulheres ou homens, cis ou trans, pessoas fora do binarismo de gênero e totalmente independente de orientação sexual. Essa arte geralmente tende a exacerbar as características impostas ao binarismo de gênero, com performances em tom de sátira, justamente como uma crítica à sociedade.

E, ainda que não conste da sigla, o Manual de Comunicação LGBTI+, traz a definição de Aliado: «São pessoas que, na hora do confronto, estão ao lado da comunidade LGBTQIAP+, rejeitando a posição isenta ou neutra na hora de defender as suas pautas. Como consideração final – porém não menos importante – vale salientar que os povos originários do continente americano tinham uma organização de sexo e gênero fora do binarismo, podendo ser tripartite, quaternário, quíntuplo etc.

Quantos LGBTQIA+ no Brasil?

Levantamento mostra que Brasil possui 12 por cento de pessoas adultas que se declaram LGBTQIA+ – 03/11/2022 Fonte: Assessoria de Comunicação do IBDFAM (com informações da Agência Brasil) De acordo com levantamento inédito da Universidade Estadual Paulista – Unesp e da Universidade de São Paulo – USP, o Brasil tem 12% de pessoas adultas que se declaram como assexuais, lésbicas, gays, bissexuais e transgênero.

  1. O percentual corresponde a 19 milhões de brasileiros, de acordo com os dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
  2. A pesquisa foi desenvolvida com base em um mapeamento da diversidade sexual e de gênero no país, a partir de uma amostra representativa da população brasileira, similar ao que é feito nas pesquisas eleitorais.

Ao todo, foram entrevistadas 6 mil pessoas maiores de 18 anos, em 129 cidades, nas cinco regiões do Brasil. Os questionários foram aplicados pelo Instituto Datafolha entre novembro e dezembro de 2018. Os dados mostram que, dos 12%, 5,76% são assexuais, 2,12% são bissexuais, 1,37% são gays, 0,93% são lésbicas, 0,68% são transgênero e 1,18 são pessoas não binárias.

O levantamento identificou que, entre os assexuais, tanto os homens como as mulheres apontaram nunca terem sentido atração sexual. A pesquisa também mapeou informações sobre episódios de violência, seja psicológica, verbal, física ou sexual. Tendo como base de referência a violência sofrida por homens hétero cisgênero, as mulheres hétero cisgênero reportaram sofrer quatro vezes mais episódios de violência sexual.

Para as mulheres lésbicas a situação é pior: elas relataram sofrer seis vezes mais episódios de violência sexual. O quadro piora ainda mais com mulheres bissexuais, que relataram 12 vezes mais episódios de violência sexual. As pessoas trans, por sua vez, são 25 vezes mais agredidas sexualmente em comparação com homens cisgênero.

O que é um casal Pan?

O que é pansexualidade? – Pansexual é o indivíduo que sente atração por pessoas independente do gênero delas, de como se expressam para o mundo e de sua orientação sexual. Ou seja, a pessoa pan pode se sentir atraída por pessoas heterossexuais, homossexuais, bissexuais, dentre outras.

Na pansexualidade, o interesse se dá por traços de personalidade e características da aparência. A pessoa pan se interessa pelo jeito de ser do outro indivíduo, a maneira como ele se veste e se comporta, opiniões e interesses, defeitos e qualidades e elementos específicos de sua aparência. Sendo assim, a atração sexual pode não existir até que haja convivência (breve ou não) com o outro.

Por exemplo, a pessoa pan que valoriza a assertividade pode se sentir atraída por um indivíduo que convive há um tempo quando ele expressa essa característica. O termo ‘pansexualismo’ foi utilizado primeiramente por Sigmund Freud na década de 20. O psicanalista o definiu como o conjunto de pensamentos, comportamentos e atividades psíquicas que possui como base a sexualidade ou instinto sexual.

  • Freud acreditava que os desejos, sonhos, mecanismos de defesa e aspirações humanas tinham como raiz a sexualidade.
  • Hoje, muitos psicólogos discordam dessa teoria, mas reconhecem as contribuições de Freud para a compreensão dos desejos sexuais.
  • O termo pansexual passou a ser utilizado na atualidade para descrever a orientação sexual por pessoas.

Deste modo, cada pessoa pan se relaciona de uma forma única uma vez que seu objeto de interesse é amplo.