Moulin Rouge | Temuco

Consejos | Trucos | Comentarios

Quando A IcterCia é Preocupante?

Quando devo me preocupar com a icterícia?

Icterícia é uma coloração amarela da pele e/ou olhos, causada por um aumento da bilirrubina na corrente sanguínea. A bilirrubina é uma substância amarela formada quando a hemoglobina (a parte dos glóbulos vermelhos que transporta oxigênio) é decomposta como parte do processo normal de reciclagem de glóbulos vermelhos velhos ou danificados.

A bilirrubina processada na bile é, portanto, chamada bilirrubina conjugada. A bilirrubina não processada é chamada bilirrubina não conjugada.

A bile é transportada através dos dutos biliares até o início do intestino delgado (duodeno). Caso o fígado e os dutos biliares não consigam processar e excretar a bilirrubina de maneira suficientemente rápida, ela se acumula no sangue (hiperbilirrubinemia).

À medida que as concentrações de bilirrubina aumentam no sangue, primeiro o branco dos olhos fica amarelo, seguido pela pele. Durante a primeira semana de vida, a maioria dos recém-nascidos a termo desenvolve hiperbilirrubinemia não conjugada, frequentemente causando icterícia que se resolve normalmente no prazo de uma a duas (icterícia fisiológica).

Icterícia causada por hiperbilirrubinemia não conjugada é ainda mais comum em bebês prematuros. Se a icterícia é perigosa ou não depende dos itens abaixo

A causa da icterícia O nível de bilirrubina Se a bilirrubina é conjugada ou não conjugada

Alguns distúrbios que causam icterícia são perigosos independentemente do valor da concentração de bilirrubina. Níveis extremamente elevados de bilirrubina não conjugada, independentemente da causa, são perigosos. A consequência mais séria de uma concentração elevada de bilirrubina não conjugada é O querníctero é uma lesão cerebral causada devido ao acúmulo de bilirrubina no cérebro.

O risco deste distúrbio é mais elevado em recém-nascidos prematuros Recém-nascidos prematuros (pré-termo) O recém-nascido prematuro é aquele bebê que nasceu antes de 37 semanas de gravidez. Dependendo de quando ele nasça, o recém-nascido prematuro terá órgãos subdesenvolvidos que podem não estar. leia mais, que estão gravemente doentes ou que estão recebendo determinados medicamentos.

Se não forem tratados, quernícteros podem causar danos cerebrais significativos, resultando em atraso no desenvolvimento Definição de distúrbios do desenvolvimento O termo «distúrbios do neurodesenvolvimento» é uma denominação mais adequada para os distúrbios do desenvolvimento.

  • Os distúrbios do neurodesenvolvimento são problemas neurológicos que podem.
  • Leia mais, paralisia cerebral Paralisia cerebral (PC) A paralisia cerebral se refere a um grupo de doenças que engloba dificuldade de movimentação e rigidez muscular (espasticidade).
  • Ela resulta de malformações cerebrais que ocorrem antes do nascimento.

leia mais, perda da audição Deficiência auditiva em crianças A deficiência auditiva se refere a qualquer grau de perda auditiva, de leve a grave, e pode ocorrer quando há um problema com uma parte do ouvido, incluindo os ouvidos interno, médio e externo., convulsões Convulsões em crianças Convulsões são perturbações periódicas da atividade elétrica do cérebro que resultam em algum grau de disfunção cerebral temporária. Quando bebês mais velhos ou crianças pequenas têm convulsões. leia mais e até mesmo morte.

Icterícia fisiológica (mais comum) Amamentação Decomposição excessiva de glóbulos vermelhos (hemólise)

A icterícia fisiológica ocorre por dois motivos. Primeiro, os glóbulos vermelhos do recém-nascido se decompõem mais rapidamente que em bebês mais velhos, o que resulta em um aumento da produção de bilirrubina. Segundo, o fígado do recém-nascido não amadureceu ainda e não consegue processar a bilirrubina e eliminá-la do organismo de maneira tão eficaz quanto os bebês mais velhos.

Quase todos os recém-nascidos têm icterícia fisiológica. Ela normalmente surge dois a três dias após o nascimento (a icterícia que surge nas primeiras 24 horas após o nascimento pode ser devida a um distúrbio grave). A icterícia fisiológica em geral não causa outros sintomas e se resolve no prazo de uma semana.

Se o bebê permanecer ictérico além de duas semanas de idade, o médico avalia o bebê para tentar detectar outras causas de hiperbilirrubinemia além da icterícia fisiológica. A amamentação pode causar icterícia de duas maneiras, que são denominadas

Icterícia associada à amamentação (mais comum) Icterícia do leite materno

A icterícia associada à amamentação se desenvolve nos primeiros dias de vida e normalmente se resolve na primeira semana. Ela ocorre em recém-nascidos que não consomem leite materno suficiente, por exemplo, quando o leite materno ainda não está sendo produzido em quantidade suficiente.

  • Esses recém-nascidos têm menos evacuações e, assim, eliminam menos bilirrubina.
  • À medida que os recém-nascidos continuam a amamentar e a consumir mais leite, a icterícia desaparece por conta própria.
  • A icterícia do leite materno é diferente da icterícia associada à amamentação, pois ela tende a ocorrer mais para o final da primeira semana de vida e pode se resolver até a segunda semana de vida ou persistir por vários meses.

A icterícia do leite materno é causada por substâncias no leite materno que interferem com o processo que o fígado segue para eliminar a bilirrubina do organismo. A decomposição excessiva de glóbulos vermelhos (hemólise) pode sobrecarregar o fígado do recém-nascido com mais bilirrubina do que ele pode processar.

Doença imunológica Doença não imunológica

Causas menos comuns de icterícia incluem

Infecções graves Determinadas doenças hereditárias Obstrução do fluxo de bile do fígado

Infecções bacterianas significativas ( sepse Sepse no recém-nascido Sepse é uma reação séria generalizada a uma infecção que se espalha pelo sangue. Recém-nascidos com sepse apresentam aspecto de mau estado geral, ou seja, apresentam-se apáticos, não se alimentam.

leia mais ) ou infecção do trato urinário Infecção do trato urinário (ITU) em crianças Uma infecção do trato urinário é uma infecção bacteriana da bexiga urinária ( cistite) ou dos rins ( pielonefrite) ou de ambos. Infecções do trato urinário são causadas por bactérias. Às vezes. leia mais sem sepse adquiridas durante ou logo após o nascimento podem causar icterícia.

Infecções adquiridas pelo feto no útero são às vezes a causa. Tais infecções incluem toxoplasmose Toxoplasmose A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita protozoário Toxoplasma gondii, A infecção ocorre quando as pessoas ingerem, sem saber, cistos de Toxoplasma provenientes de fezes de.

leia mais e infecções por citomegalovírus Infecção por citomegalovírus (CMV) A infecção por citomegalovírus é uma infecção comum por herpesvírus com uma ampla gama de sintomas: desde nenhum sintoma a febre e cansaço (que lembra a mononucleose infecciosa) até sintomas. leia mais, pelo vírus do herpes simples Infecções por vírus do herpes simples (Herpes Simplex Virus, HSV) A infecção causada pelo vírus do herpes simples provoca o aparecimento recorrente de bolhas pequenas, dolorosas e cheias de líquido na pele, boca, lábios (herpes labial), olhos ou órgãos genitais.

leia mais ou da rubéola Rubéola A rubéola é uma infecção viral contagiosa que geralmente causa sintomas leves, como dor nas articulações e uma erupção cutânea, mas pode causar graves deficiências congênitas se a mãe for infectada. leia mais Enquanto os recém-nascidos estão no hospital, os médicos os verificam periodicamente em busca de sinais de icterícia. A icterícia é às vezes óbvia na cor das partes brancas dos olhos do recém-nascido ou da sua pele. Mas a maioria dos médicos também mede as concentrações de bilirrubina dos recém-nascidos antes da alta do hospital.

Caso o recém-nascido tenha icterícia, os médicos dão enfoque em determinar se ela é fisiológica e, caso não seja, em identificar sua causa para que eventuais causas perigosas possam ser tratadas. É particularmente importante que os bebês sejam avaliados quanto à presença de doenças graves, se a icterícia persistir além de duas semanas de idade.

Nos recém-nascidos com icterícia, os seguintes sintomas são motivos de preocupação:

Icterícia que surge no primeiro dia de vida Icterícia em recém-nascidos com mais de duas semanas de vida Letargia, alimentação deficiente, irritabilidade e dificuldade em respirar Febre

O médico também se preocupa quando as concentrações de bilirrubina estão muito elevadas ou estão aumentando rapidamente ou quando exames de sangue sugerem que o fluxo de bile está reduzido ou bloqueado. Os recém-nascidos com qualquer sinal de alerta devem ser avaliados por um médico imediatamente.

Caso o recém-nascido receba alta do hospital no primeiro dia após o nascimento, uma visita de acompanhamento para medir o nível de bilirrubina deve ser agendada para até dois dias após a alta. Já em casa, se os pais notarem que a pele do recém-nascido ou seus olhos parecem estar amarelados, eles devem entrar em contato com o médico imediatamente.

O médico poderá então decidir com qual urgência o recém-nascido deve ser avaliado com base no fato de ele ter algum sintoma ou fator de risco, como prematuridade. Os médicos primeiro indagam sobre os sintomas e o histórico clínico do recém-nascido. Em seguida, o médico faz um exame físico.

  • O que eles descobrirem durante o levantamento do histórico e o exame físico frequentemente sugerirá uma causa e os exames que precisam ser realizados.
  • Os médicos perguntam quando a icterícia começou, há quanto tempo ela está presente e se o recém-nascido teve outros sintomas, tais como letargia e problemas de alimentação.

Os médicos indagam sobre a alimentação do recém-nascido em termos de quantidade e frequência. Eles perguntam se o recém-nascido está se sugando bem o peito da mãe ou se ele está tomando o bico da mamadeira com firmeza, se a mãe sente que o leite está vindo, se o recém-nascido parece estar engolindo durante a alimentação e se parece satisfeito logo após.

  • O médico também pergunta sobre a cor das fezes.
  • Informações sobre quanta urina e fezes o recém-nascido está produzindo ajudam os médicos a avaliarem se o recém-nascido está recebendo alimentação suficiente.
  • Fezes com cor mais clara que não têm a cor amarelo dourado normal podem sugerir a presença de colestase Colestase no recém-nascido A colestase é uma diminuição da formação da bile ou do fluxo biliar.

Com isso, ocorre um acúmulo de bilirrubina na corrente sanguínea ( hiperbilirrubinemia), o que torna o branco dos olhos e. leia mais, Durante o exame físico, os médicos verificam a pele do recém-nascido para ver quanto a icterícia progrediu descendo pelo corpo (quanto mais baixo no corpo a icterícia for visível, maior o nível de bilirrubina).

Ele também procura por outros sinais que sugiram uma causa, especialmente sinais de infecção, lesão, doença da tireoide ou problemas com a hipófise. Os níveis de bilirrubina são medidos para confirmar o diagnóstico de icterícia, e testes são feitos para determinar se qualquer bilirrubina elevada é conjugada ou não conjugada.

A concentração pode ser medida em uma amostra de sangue ou mediante um sensor colocado na pele. Caso as concentrações de bilirrubina estejam elevadas, outros exames de sangue são realizados. Eles costumam incluir

Hematócrito (percentual de glóbulos vermelhos no sangue) Exame microscópico de sangue para procurar por sinais de que houve hemólise dos glóbulos vermelhos Teste de Coombs direto (que verifica certos anticorpos presos a glóbulos vermelhos) Medição de diferentes tipos de bilirrubina Tipo sanguíneo e Rh (positivo ou negativo) do recém-nascido e da mãe

Outros exames podem ser realizados dependendo dos resultados do histórico, do exame físico e da concentração de bilirrubina do recém-nascido. Eles podem incluir culturas de amostras de sangue, urina ou líquido cefalorraquidiano para verificar sinais de sepse, medir as concentrações de enzimas de glóbulos vermelhos para verificar causas incomuns de decomposição de glóbulos vermelhos, fazer exames de sangue da função da tireoide e da hipófise e fazer exames da função hepática.

  • Quando um distúrbio é identificado, ele será tratado, se possível.
  • A própria concentração elevada de bilirrubina também pode exigir tratamento.
  • A icterícia fisiológica em geral não exige tratamento e se resolve em uma semana.
  • Se o recém-nascido estiver sendo alimentado com fórmula infantil, alimentá-lo de maneira frequente pode ajudar a prevenir a icterícia ou reduzir sua gravidade.

Alimentações frequentes elevam a frequência das evacuações e, assim, eliminam mais bilirrubina nas fezes. O tipo de fórmula láctea não parece importar. A icterícia da amamentação também pode ser prevenida ou reduzida aumentando-se a frequência das alimentações.

  1. Se o nível de bilirrubina continuar a aumentar, em casos raros pode ser necessário suplementar a alimentação do bebê com fórmula infantil.
  2. Na icterícia do leite materno, as mães podem ser aconselhadas a parar de amamentar por apenas um dia ou dois e oferecer fórmula infantil para o bebê e bombear leite materno regularmente durante essa pausa da amamentação para manter o suprimento de leite no nível adequado.

Elas podem então retomar a amamentação assim que as concentrações de bilirrubina do recém-nascido começarem a diminuir. Na época em que o bebê está sendo amamentado, normalmente é recomendado às mães para não dar água ou água com açúcar ao recém-nascido, pois isso pode reduzir a quantidade de leite que o recém-nascido consome e pode afetar negativamente a produção de leite da mãe.

Exposição à luz (fototerapia) Exsanguineotransfusão

Esse é o tratamento que costuma ser usado com mais frequência, mas não é eficaz para todos os tipos de hiperbilirrubinemia. Por exemplo, a fototerapia não é utilizada em bebês com colestase. A fototerapia utiliza luz forte para transformar a bilirrubina não processada pelo fígado em uma forma que pode ser eliminada rapidamente do organismo pela urina.

Luz azul é a mais eficaz, e a maioria dos médicos usa unidades de fototerapia comerciais especiais. O recém-nascido é colocado nu na unidade para expor o máximo de pele possível à luz. O bebê é mudado de posição com frequência e fica embaixo da luz por períodos de tempo variados (em geral, aproximadamente de dois dias a uma semana) dependendo da concentração de bilirrubina no sangue que precisa ser reduzida.

See also:  Qual O Valor Do SalRio Do ComéRcio?

Fototerapia pode ajudar a prevenir o querníctero. Para determinar em que medida o tratamento está funcionando, o médico mede periodicamente as concentrações de bilirrubina no sangue. A cor da pele não é um guia confiável. Às vezes, esse tratamento é utilizado quando a concentração de bilirrubina não conjugada é muito elevada e a fototerapia apenas não é suficientemente eficaz.

  • Uma exsanguineotransfusão consegue remover bilirrubina rapidamente da corrente sanguínea.
  • Uma pequena quantidade do sangue do recém-nascido é gradualmente removida (uma seringa por vez) e substituída (ou trocada) por um volume igual de sangue doado.
  • O procedimento em geral leva aproximadamente duas horas.

Exsanguineotransfusão também pode remover anticorpos contra os glóbulos vermelhos se a hiperbilirrubinemia for causada por uma incompatibilidade de tipo sanguíneo entre a mãe e o bebê. Pode ser necessário repetir as exsanguineotransfusões, caso a concentração de bilirrubina continue elevada.

Em muitos recém-nascidos, a icterícia se desenvolve dois a três dias após o nascimento e desaparece sozinha em uma semana. A icterícia será preocupante ou não dependendo do que a está causando e quão elevada está a concentração de bilirrubina. A icterícia pode resultar de distúrbios graves, tais como incompatibilidade entre o sangue do recém-nascido e da mãe, decomposição excessiva de glóbulos vermelhos ou infecção grave. Se a icterícia se desenvolver em um recém-nascido em casa, os pais devem entrar em contato com o médico imediatamente. Caso a icterícia seja causada por um distúrbio específico, ele é tratado. Quando concentrações elevadas de bilirrubina exigem tratamento, elas são normalmente tratadas com fototerapia e, às vezes, com exsanguineotransfusão.

Quando a icterícia é considerada alta?

Em geral, indica-se tratamento quando a bilirrubina ultrapassa o valor de 18 mg/dL a partir do 3º dia ou quando ela encontra-se acima de 12 mg/dl já nas primeiras 24 horas.

É grave icterícia?

Icterícia pode causar danos irreversíveis em recém-nascidos se não tratada adequadamente – Secretaria da Saúde do Ceará

Assessoria de Comunicação do HMJMA e HRN Texto e fotos: Diana Vasconcelos e Teresa Fernandes Quando A IcterCia é Preocupante A icterícia, normalmente, manifesta-se entre o terceiro e quinto dia de vida do recém-nascido A icterícia é um dos problemas mais comuns nos recém-nascidos, sendo caracterizada pela coloração amarelada da pele, olhos e mucosa. Seu tratamento, se iniciado já nos primeiros sintomas, é eficaz. Entretanto, a demora no diagnóstico pode ocasionar danos irreversíveis, inclusive, cerebrais,

  • «O importante é, assim que a mãe notar, procurar auxílio médico «, alerta a pediatra neonatologista Ana Larissa de Melo Bezerra, do Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar (HMJMA), unidade da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa).
  • Segundo a especialista, a doença é causada pelo excesso de uma substância produzida pelo fígado, a bilirrubina, que torna a pele amarelada e precisa ser dosada e é detectada por meio de exame de sangue.
  • Quando A IcterCia é Preocupante A pediatra neonatologista do HMJMA, Ana Larissa de Melo, explica que a icterícia é causada pelo excesso de bilirrubina no organismo
  • «A dosagem é importante porque existem dois tipos de icterícia : a fisiológica, em que o tratamento não é necessário e é a mais comum; e a patológica, quando o bebê precisa de fototerapia, pois traz riscos a saúde», esclarece a médica.

A icterícia, normalmente, manifesta-se entre o terceiro e quinto dia de vida do recém-nascido, mas também pode acontecer já no primeiro dia, sendo classificada como precoce, Independentemente do tempo, a assistência médica é fundamental, «A bilirrubina não se deposita só na pele e nos olhos, podendo aparecer no cérebro e causar neurotoxicidade.

Qual o limite da icterícia?

O limite máximo para a icterícia ser considerada fisiológica é de 13 mg/dL.

O que acontece se não tratar a icterícia?

26 mar 2021 Sistematizamos as principais questões abordadas no Encontro com a Especialista Cecilia Maria Draque, médica neonatologista da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), realizado em 10/10/2019. No Brasil, a cada ano, morrem 100 neonatos com idade gestacional maior ou igual a 37 semanas, dos quais 76% morrem entre 0 a 6 dias.

Alguns destes óbitos, causados por encefalopatias bilirrubínicas. Para tentarmos evitar esses óbitos é importante conhecer a história natural da bilirrubina no recém-nascido, determinar os fatores epidemiológicos associados ao aumento de bilirrubina, detectar a icterícia e determinar o valor do nível sérico de bilirrubina e, quando necessário, fazer o tratamento adequado.

Fatores epidemiológicos:

Icterícia nas primeiras 24 horas de vida* Presença de incompatibilidade Rh, ABO ou antígenos irregulares* Momento do clampeamento de cordão umbilical Idade gestacional entre 35 e 37 semanas Dificuldades no aleitamento materno Perda de peso > 7% em relação ao peso de nascimento Irmão tratado com fototerapia ou exsanguineotransfusão Cefalohematoma ou equimoses Descendência asiática Mãe diabética Sexo masculino Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase Bilirrubina total sérica > P 95 ou P 75-95 no normograma de Bhutani em RN ≥ 35 semanas e PN ≥ 2.000 g, antes da alta hospitalar (Buthani et al, Pediatrics 1999;103:6-14)

A grande importância do tratamento da icterícia é evitar a encefalopatia bilirrubínica. Inicialmente, esta doença se caracteriza pela letargia, hipotonia e sucção débil que, se não tratada adequadamente, pode evoluir com irritabilidade, hipertonia, febre e choro agudo alternados com sonolência e hipotonia.

avaliar o risco epidemiológico de o recém-nascido evoluir com níveis de bilirrubina total (BT) elevados promover apoio, assistência e supervisão contínua ao aleitamento materno desde o nascimento, durante a internação e após a alta hospitalar no primeiro mês de vida orientar pais e profissionais de saúde quanto ao manejo da icterícia neonatal realizar a alta hospitalar somente após 48 horas de vida e o retorno ambulatorial em 48-72 horas para acompanhamento da icterícia e, se necessário realizar a dosagem dos níveis de BT, do aleitamento materno, entre outras ocorrências.

A recomendação de tratamento é a fototerapia, evoluindo para a fototerapia LED, com luz de alta intensidade e com geração de baixo calor, baixo consumo de energia e grande durabilidade. A fototerapia deve ser encarada como uma medicação que deve ser prescrita, sendo necessário determinar o valor de sua irradiância com radiômetro periodicamente.

  1. Abaixo a gravação do Encontro na íntegra.
  2. Perguntas & Respostas 1) Gostaria de saber se vocês utilizam as tabelas que indicam fototerapia ou exsanguineotransfusão para os recém-nascidos prematuros baseados no peso de nascimento ou na idade gestacional corrigida.
  3. Também saber qual a irradiância adequada para os RNs prematuros e atermos, considerando que a fototerapia também pode provocar lesão oxidativa? Para recém-nascido prematuro, as indicações de fototerapia devem ser baseadas na idade gestacional e na idade gestacional corrigida.

Nós utilizamos uma publicação de Maisels, de 2012, que foi baseada na opinião de especialistas e, de acordo com a idade gestacional, você indica a fototerapia variando entre 5 até 12. Então o ideal é que, dependendo do valor de bilirrubina, você coloque uma fototerapia padrão (irradiância entre 8 a 10).

Você só utiliza fototerapias de alta intensidade com níveis séricos de BT altas, próximas do nível de exsanguineotransfusão. Há um estudo publicado em que compararam fototerapia profilática com fototerapia com níveis mais altos de bilirrubina onde se observou que os bebês abaixo de 750 que usaram a fototerapia profilática tiveram maior incidência de óbito e especulam se, nos bebês que acabaram usando irradiâncias altas de fototerapia (em torno de 20), isso tenha aumentado a chance de óbito.

Por isso, a fototerapia precisa ser prescrita como se fosse um medicamento, se forem bilirrubinas com indicação de fototerapia não alta, colocamos a fototerapia padrão.2) Há algum efeito colateral a longo ou curto prazo no uso de fototerapia? Muitas vezes inicio fototerapia pela clínica, porém não peço exames para poupar o recém-nascido, principalmente da espoliação sanguínea, e na primeira oportunidade de exames solicito o controle.

A fototerapia tem efeitos colaterais tanto a curto quanto a longo prazo. Em curto prazo, a fototerapia fluorescente pode, às vezes, produzir hipertermia e este aumento da temperatura pode elevar a perda insensível de água, principalmente em prematuros muito pequenos, levando à desidratação. Fora isso, também há a formação dos fotoisômeros, podendo ter aumento no número de evacuações e perda maior de líquido.

Em relação à fototerapia LED, como é luz fria, o grande problema é fazer hipotermia. Lembrar que todas elas podem ter promover a lesão de células cones e bastonetes e por isso colocamos o proteção ocular. Existem alguns trabalhos mostrando alguns efeitos a longo prazo (diabetes, câncer), mas estes estudos não foram bem controlados.

  1. Os estudos controlados, com valor de bilirrubina, etc., não mostraram um aumento de diabetes e nem de leucemia, mas mostraram aumento de convulsão na infância e um aumento pequeno, mas estatisticamente significante, principalmente no sexo masculino.
  2. Então, para indicar fototerapia tem que colher a bilirrubina e ter um valor de indicação, e não ficar fazendo fototerapia sem necessidade.

A única questão discutível na literatura é sobre aqueles bebês prematuros abaixo de 1.000 gramas, que você pode indicar a fototerapia profilática entre 12-24 horas de vida porque as chances deles evoluírem para hiperbilirrubinemia é bem grande. Mesmo assim sempre vale, depois com 36-48 horas de vida, colher a bilirrubina para ver em que nível está.

Em bebês de termo, sempre colher a bilirrubina antes e indicar qual o nível da fototerapia dentro das tabelas.3) Quando o recém-nascido em fototerapia já atingiu o nível para a retirada da mesma, como fazer o procedimento? Desmame de acordo com a intensidade da fototerapia ou pode suspender por completo? Pensando em recém-nascido em fototerapia sem necessidade de altas intensidades da mesma.

Naqueles bebês que estão em fototerapia padrão (entre 8-10), você pode suspender direto se houver a diminuição da bilirrubina. A gente somente precisa diminuir quando estiver usando fototerapia de alta intensidade; nesse caso vale à pena diminuir a irradiância, tirar uma fototerapia, esperar, recoletar, para depois suspender, e não tirar de uma vez; se tirar de uma vez, a chance dessa bilirrubina subir é maior.4) Qual é a irradiância da fototerapia que devemos utilizar para o tratamento da icterícia neonatal? Normalmente, utilizamos uma irradiância padrão (entre 8-10), lembrando que essa irradiância precisa ser uma média dos cinco pontos, em especial de for fototerapia LED.

A gente só vai usar a fototerapia de alta intensidade, com valores próximos de 30, quando tem bilirrubinas altas, próximas a nível de exsanguineotransfusão; então nos primeiros dias de vida, se tiver uma bilirrubina acima de 17 num bebê de termo, a gente usa fototerapia de alta intensidade. No prematuro, a fototerapia de alta intensidade é feita apenas se tiver em nível de exsanguineotransfusão.5) O que é fototerapia de alta intensidade e quando utilizar? A alta intensidade é com irradiância acima de 30, que normalmente conseguimos com fototerapias duplas, e é utilizada quando se tem bilirrubina realmente alta, próxima a nível de exsanguineotransfusão.

O que temos, a longo prazo, é o trabalho sobre convulsão na infância, estatisticamente significante de convulsão em especial no sexo masculino. Alguns trabalhos sobre diabetes, leucemia, mostram associação com a fototerapia, mas em estudos maiores, controlados por peso, idade gestacional, nível de bilirrubina, por uma série de fatores, essa significância desaparece.

Nesses estudos controlados, que é o da Califórnia, a única questão que fica é, estatisticamente, a chance maior de convulsão na infância, sem pesquisas sobre causa e efeito.6) Quais os eventos adversos que podem acontecer pelo uso da fototerapia? A curto prazo, nas fluorescentes temos, às vezes, a desidratação e, por consequência, a perda de peso, por conta do aumento da temperatura, hipertermia, e da perda insensível de água; nas fototerapias LED não há efeitos de aumento de perda insensível, mas temos o problema da hipotermia por ser luz fria.

Nas duas fototerapias podem ocorrer alterações de células cones e bastonetes, por isso que todo recém-nascido em fototerapia utiliza a proteção ocular, e outra questão, a curto prazo também, é se o bebê estiver em nutrição parenteral então o equipo precisa ser fotossensível, porque a luz pode alterar as substâncias da nutrição.7) Quais os principais cuidados que devemos ter com o recém-nascido em fototerapia? Primeiramente, monitorizar a temperatura, fazer o controle de temperatura para evitar tanto a hipertemia quanto a hipotermia; avaliar a hidratação, ver o peso, estimular o aleitamento materno (quanto mais o bebê mamar, melhora a hidratação, melhora a eliminação de bilirrubina pela urina e fezes).

Os bebês que estão em nutrição parenteral precisam estar com um equipo fotossensível, ou então enrolar em papel alumínio, porque a luz pode alterar a nutrição. Não basta colocar o bebê em fototerapia e deixá-lo lá, é preciso lembrar a necessidade de medir a irradiância e prescrever essa dose de irradiância, não prescrever doses altas se não necessárias, mas o mínimo para haver alguma ação.

Nas fototerapias LED às vezes o foco é menor, então é preciso tomar cuidado para que o recém-nascido esteja sempre debaixo do foco da fototerapia, com a maior superfície corpórea exposta possível; deixamos os bebês com fraldas, mas estas devem ser menores possíveis para tentar aumentar a superfície corpórea exposta.8) Quais os principais cuidados devemos ter com os equipamentos de fototerapia? O principal cuidado é monitorizar a irradiância, não basta apenas ligar na tomada, ligar o aparelho e achar que está tratando.

Toda vez que você ligar uma fototerapia, é preciso medir a irradiância e ela tem que ser medida nos cinco pontos para fazer a média; se a média estiver menor do que oito, é necessário trocar as lâmpadas da fototerapia se forem fluorescentes; se forem LED você consegue controlar a potência até chegar na irradiância desejada.

À medida que os equipamentos ficam mais velhos, é necessário ir aumentando a potência para chegar nessa irradiância. É importante lembrar que, em algumas fototerapias LED, você mede a irradiância, coloca o quanto é necessário e ajusta a potência; quando você desliga a fototerapia, por exemplo, para trocar fralda, para amamentação, ao religar ela volta com 100%, com uma irradiância bem alta que não é boa para os prematuros.

Então, lembrar que toda vez que você desliga, dependendo da fototerapia que estiver utilizando, ela volta com 100% de potência e irradiância alta, por isso é necessário medir e anotar qual é a potência que está sendo usada para aquela irradiância determinada. Assim, toda vez que alguém mexer e desligar a fototerapia, as técnicas, a enfermagem, muitas vezes as fisioterapeutas, médicos, todos estarão cientes de que é necessário ajustar essa potência.9) Quais as principais causas de hiperbilirrubinemia indireta prolongada? A hiperbilirrubinemia indireta nos bebês de termo é considerada a partir de sete dias, pois normalmente a icterícia fisiológica tem o pico e depois regride por volta de sete dias; se ela não regride, a gente considera uma hiperbilirrubinemia indireta prolongada.

Das causas, temos as doenças hemolíticas por incompatibilidade de RH, de ABO que se prolongam por mais de uma semana; a deficiência de G6PD também pode ser prolongada e outras icterícias hemolíticas de corpos menores. Outro ponto que deve ser afastado é uma infecção urinária que pode ocasionar aumento de bilirrubina indireta e também direta, o hipotireoidismo em que o hormônio tiroidiano é importante na indução da glicoruniltransferase, que é a enzima que conjuga a bilirrubina, então se houver hipotireoidismo haverá deficiência de conjugação e uma icterícia mais prolongada.

  1. Nessas icterícias que não melhoram sempre é bom checar o teste do pezinho e também hormônios T4 e TSH.
  2. Por último temos, na verdade acho que a causa mais comum, é a icterícia pelo leite materno; normalmente são bebês que estão bem, ganhando peso, mamando bem, saudáveis e que desenvolvem uma icterícia que se prolonga (30-40% dos bebês em aleitamento materno podem fazer essa icterícia) e não há consequência negativa, é só acompanhar o que pode durar entre 2-3 meses para regredir.
See also:  Quando ComeA A Copa Do Mundo 2022?

Essa icterícia pelo leite materno ninguém sabe direito a causa, existem algumas teorias de que no leite materno há derivados da progesterona que também inibe a glicoruniltransferase, ou excesso de ácidos graxos que também inibe a glicoruniltransferase, ou esses leites teriam mais beta-glicosidase que faz a reabsorção da bilirrubina a nível intestinal.

Como baixar a bilirrubina rapidamente?

A fototerapia é o tratamento mais utilizado para baixar os níveis de bilirrubina. O recém-nascido é colocado sob uma luz azul fluorescente (ver foto no início do artigo) que age quebrando a molécula de bilirrubina depositada na pele em pedaços, facilitando a sua excreção na urina e nas fezes.

Quais são os 3 tipos de icterícia?

Dessa forma, a icterícia é classificada em icterícia pré-hepática, hepática e pós-hepática, e diversas condições estão associadas a manifestação e ao aparecimento destes tipos (1,2,5).

Quanto tempo leva para desaparecer a icterícia?

Qual o grau normal da icterícia? – A icterícia neonatal considerada normal, chamada de fisiológica, começa geralmente no terceiro dia depois que o bebê nasce e vai embora, normalmente, em até 1 mês. Sendo que, nos bebês prematuros, pode levar mais alguns dias.

Em casos que começam já nas primeiras 24 horas após o nascimento; Quando as concentrações do sangue estão acima de 20 mg/dl; Se demoram mais de duas semanas para acabar, a não ser em casos de bebês prematuros; Quando a taxa de bilirrubina está alta.

Qual o valor normal da icterícia no bebê?

Os valores normais são os seguintes: Bilirrubina indireta: 0,1 e 0,7 mg/dL. Bilirrubina direta: 0,1 a 0,4 mg/dL. Bilirrubina total (direta + indireta): 0,2 a 1,1 mg/dL.

Quais são as sequelas da icterícia?

Quais são as possíveis complicações? – A neurotoxicidade no sistema nervoso central é a principal complicação da hiperbilirrubinemia não tratada adequadamente. Essa intoxicação pela bilirrubina causa encefalopatia, cujos sintomas clínicos iniciais são: sonolência, recusa alimentar e diminuição do tônus muscular.

Na sequência, o bebê pode ter convulsões, vômitos e febre. Se o nível de bilirrubina estiver muito alto e não for tratado no tempo devido, a encefalopatia evolui para uma lesão permanente no cérebro chamada de kernicterus. Esse quadro pode ocasionar sequelas irreversíveis, como alterações na arcada dentária, retardo cognitivo, comprometimento motor e até mesmo paralisia cerebral.

Por isso, é fundamental estar atento a qualquer indício de icterícia no bebê e procurar orientação médica o quanto antes. Saiba mais sobre em nossa categoria de, Agora que você sabe tudo sobre Icterícia neonatal, conheça um processo fundamental no desenvolvimento do bebê recém-nascido: a amamentação.

O que é icterícia leve?

Icterícia pode causar danos irreversíveis em recém-nascidos se não tratada adequadamente – Secretaria da Saúde do Ceará

Assessoria de Comunicação do HMJMA e HRN Texto e fotos: Diana Vasconcelos e Teresa Fernandes Quando A IcterCia é Preocupante A icterícia, normalmente, manifesta-se entre o terceiro e quinto dia de vida do recém-nascido A icterícia é um dos problemas mais comuns nos recém-nascidos, sendo caracterizada pela coloração amarelada da pele, olhos e mucosa. Seu tratamento, se iniciado já nos primeiros sintomas, é eficaz. Entretanto, a demora no diagnóstico pode ocasionar danos irreversíveis, inclusive, cerebrais,

  • «O importante é, assim que a mãe notar, procurar auxílio médico «, alerta a pediatra neonatologista Ana Larissa de Melo Bezerra, do Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar (HMJMA), unidade da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa).
  • Segundo a especialista, a doença é causada pelo excesso de uma substância produzida pelo fígado, a bilirrubina, que torna a pele amarelada e precisa ser dosada e é detectada por meio de exame de sangue.
  • Quando A IcterCia é Preocupante A pediatra neonatologista do HMJMA, Ana Larissa de Melo, explica que a icterícia é causada pelo excesso de bilirrubina no organismo
  • «A dosagem é importante porque existem dois tipos de icterícia : a fisiológica, em que o tratamento não é necessário e é a mais comum; e a patológica, quando o bebê precisa de fototerapia, pois traz riscos a saúde», esclarece a médica.

A icterícia, normalmente, manifesta-se entre o terceiro e quinto dia de vida do recém-nascido, mas também pode acontecer já no primeiro dia, sendo classificada como precoce, Independentemente do tempo, a assistência médica é fundamental, «A bilirrubina não se deposita só na pele e nos olhos, podendo aparecer no cérebro e causar neurotoxicidade.

Qual o valor normal da icterícia?

De forma geral, os olhos ficam amarelados quando os níveis séricos de bilirrubina estão entre 2 a 3 mg/dl. A face torna-se amarela com valores entre 4 e 5 mg/dl, o tronco por volta de 10 mg/dl e corpo inteiro com mais de 15 mg/dl.

Qual a cor das fezes do bebê com icterícia?

Os sinais de alerta para atresia biliar são: icterícia por mais de duas semanas e também fezes de cor amarela clara, branca como giz ou de cor de argila. Estes são sinais de que pouca ou nenhuma bile está chegando ao intestino, e isso pode significar que seu bebê pode ter atresia biliar.

Qual o valor normal da bilirrubina no RN?

Quase todos os RN apresentam valores de bilirrubina em circulação superior a 1 mg/dl (17 micromol/L). Quando este valor atinge 5 mg/dl torna-se visível nas escleróticas e pele.

Como fazer a fototerapia em casa?

Como solicitar a Fototerapia em RN? Converse com o médico sobre essa possibilidade. A solicitação do tratamento de banho de luz em bebê em domicílio é simples e deve seguir procedimentos de avaliação médica e administrativa, para identificar as condições clínicas e necessidades do paciente.

Quando o bebê precisa de fototerapia?

O seu bebê precisa de fototerapia ou ‘terapia de luz’ para tratar a icterícia porque os seus níveis de bilirrubina estão ficando muito altos.

Quanto tempo de banho de sol para icterícia?

O sol é fonte de vida e para quem acabou de chegar ao mundo, ainda mais. Na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, o banho de sol é indicado para todos os recém-nascidos. Para que ele aconteça, as mães se encontram no espaço Solarium e lá os bebês ficam só de fralda até 10 minutos.

  1. Caso estejam vestidos de body, podem ficar até 20 minutos que são suficientes para a saúde das crianças.
  2. O banho de sol acontece das 7h até às 8h e às 16h.
  3. A médica Neonatologista, Klebiana Santos Gomes de Barros, explica que o banho de sol auxilia na diminuição de bilirrubina no sangue que causa a icterícia nos bebês.

«A icterícia afeta 60% dos recém-nascidos de uma gestação completa (nove meses) e nos prematuros pode chegar aos 80%. A Icterícia Neonatal, definida como coloração amarelada da pele e das escleróticas, é uma das patologias mais frequentes do recém-nascido, decorrente do aumento sanguíneo da bilirrubina», esclarece.

Ela explica que a coloração amarelada da pele e da mucosa, são os sinais de que o bebê apresenta quadro de icterícia, que se detectada e controlada, a doença não apresenta nenhum risco à saúde dos recém-nascidos. «Na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes há uma média semanal de três novos casos que são atendidos na Ala Azul da unidade», observou a médica, atentando que as crianças com icterícia, quanto maior a área de exposição solar, melhor.

«Assim, o ideal é deixar o bebê apenas de fralda», atentou Klebiana. Para que esses bebês sejam tratados de forma rápida, a maternidade dispõe de equipamentos de luz que ajudam no tratamento. «Assim que detectado, explicamos aos pais sobre a icterícia e realizamos o procedimento de fototerapia, uma luz azul, que degrada a bilirrubina e faz com que a coloração da pele vá voltando ao normal.

O sol é um grande responsável pela ativação da vitamina D em nosso organismo», falou a pediatra. Risco alto «Fatores como Sepse (infecção), incompatibilidade sanguínea entre mãe e filho, e prematuridade podem aumentar o risco de icterícia que necessita de tratamento hospitalar», alertou a médica. Ela explicou que em alguns casos, o bebê apresenta diagnóstico de icterícia ainda na maternidade, antes da alta hospitalar, informado pela equipe de enfermagem e pediatra que assiste o bebê.

«Caso a criança já esteja em casa, a mãe deve seguir a seguinte orientação: num ambiente bem iluminado (de preferência à luz do dia ou com luz branca) faça uma leve pressão no peito do filho. Se a pele ficar amarelada, a mãe deve falar com um médico ou levar o bebê à maternidade para um exame mais detalhado», disse a médica.

Bem orientadas As parturientes, Maria Aparecida, Maria Eduarda e Marisa, internadas na Ala Azul da MNSL na mesma enfermaria, aproveitaram a manhã para dar os 15 minutos de banho de sol em seus bebês. Maria Aparecida Gomes Santos, mãe de Aysha, observou que o banho de sol traz muitos benefícios para o bebê.

Marisa Brena dos Santos Souza, mãe de José Miguel que nasceu no dia 20/07, disse que a pediatra recomendou o banho de sol. «Fomos tomar e recebi alta hoje. Só estou esperando o meu bebê. Em casa continuarei dando o banho de sol e aproveitando esse momento com ele», atentou. Publicado: 28 de julho de 2021, 14:59 | Atualizado: 28 de julho de 2021, 15:02 Usamos cookies para personalizar conteúdos e melhorar a sua experiência. Ao navegar neste site, você concorda com a nossa Política de Cookies.

O que comer para baixar a bilirrubina?

A orientação dos nutricionistas é diminuir a ingestão de carboidrato, principalmente na forma de carboidrato simples, como o açúcar, os doces. É indicado também reduzir a ingestão de gordura, e reforçar a ingestão do cálcio encontrado no leite e derivados.

O que faz a icterícia voltar?

Na icterícia, a pele e a parte branca dos olhos ficam amareladas. Ela ocorre quando há excesso de bilirrubina (um pigmento amarelo) no sangue – uma condição denominada hiperbilirrubinemia. A bilirrubina é formada quando a hemoglobina (a parte dos glóbulos vermelhos que transporta oxigênio) é decomposta como parte do processo normal de reciclagem de glóbulos vermelhos velhos ou danificados.

A bilirrubina é transportada pela corrente sanguínea até o fígado e é excretada na bile (o suco digestivo produzido pelo fígado). A bilirrubina é, em seguida, transportada pelos canais biliares até o trato digestivo, de modo que ela possa ser eliminada do corpo. A maior parte da bilirrubina é eliminada nas fezes, mas uma pequena parte é eliminada na urina.

Se a bilirrubina não puder passar pelo fígado e canais biliares suficientemente rápido, ela se acumula no sangue e é depositada na pele. O resultado é a icterícia. Muitas pessoas com icterícia também apresentam urina escura e fezes claras. Essas alterações ocorrem quando uma obstrução ou outro problema evita que a bilirrubina seja eliminada nas fezes, provocando uma maior eliminação na urina.

Além disso, muitos distúrbios que provocam icterícia, particularmente doenças hepáticas graves, provocam outros sintomas ou problemas sérios. Em pessoas com uma doença hepática, esses sintomas podem incluir náuseas, vômitos, dor abdominal e vasos sanguíneos em forma de aranha visíveis na pele (angiomas de aranha).

Os homens apresentam mamas aumentadas, testículos encolhidos e crescimento de pelo pubiano igual aos das mulheres. Problemas sérios causados por doença hepática podem incluir Se as pessoas consomem grandes quantidades de alimentos ricos em betacaroteno (como cenouras, abóbora e alguns tipos de melão), a pele pode se tornar levemente amarelada, mas o mesmo não acontece com os olhos.

Danificam o fígado Interferem no fluxo da bile Desencadeiam a destruição de glóbulos vermelhos (hemólise), portanto produzindo uma quantidade de bilirrubina maior do que a capacidade de processamento do fígado

See also:  Quando AlguM Te Bloqueou No Whatsapp O Que Aparece?

Qual a cor das fezes com bilirrubina?

Quais são os sinais e sintomas ? – A bilirrubina é um pigmento amarelo escuro e como é normalmente excretado no intestino gera a coloração marrom das fezes. Quando a bilirrubina não é excretada normalmente no intestino as fezes ficam com coloração esbranquiçada (acolia). Quando A IcterCia é Preocupante A bile quando não pode ser excretada, além de acumular-se e gerar icterícia, pode servir de meio para proliferação de bactérias. Este crescimento anormal de bactérias na bile obstruída é chamada de colangite. A colangite é um quadro grave pois pode através do fígado disseminar as bactérias para o todo o organismo em horas gerando uma infecção generalizada que pode levar a morte se não tratada o quanto antes.

O que é icterícia leve?

Icterícia pode causar danos irreversíveis em recém-nascidos se não tratada adequadamente – Secretaria da Saúde do Ceará

Assessoria de Comunicação do HMJMA e HRN Texto e fotos: Diana Vasconcelos e Teresa Fernandes Quando A IcterCia é Preocupante A icterícia, normalmente, manifesta-se entre o terceiro e quinto dia de vida do recém-nascido A icterícia é um dos problemas mais comuns nos recém-nascidos, sendo caracterizada pela coloração amarelada da pele, olhos e mucosa. Seu tratamento, se iniciado já nos primeiros sintomas, é eficaz. Entretanto, a demora no diagnóstico pode ocasionar danos irreversíveis, inclusive, cerebrais,

  • «O importante é, assim que a mãe notar, procurar auxílio médico «, alerta a pediatra neonatologista Ana Larissa de Melo Bezerra, do Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar (HMJMA), unidade da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa).
  • Segundo a especialista, a doença é causada pelo excesso de uma substância produzida pelo fígado, a bilirrubina, que torna a pele amarelada e precisa ser dosada e é detectada por meio de exame de sangue.
  • Quando A IcterCia é Preocupante A pediatra neonatologista do HMJMA, Ana Larissa de Melo, explica que a icterícia é causada pelo excesso de bilirrubina no organismo
  • «A dosagem é importante porque existem dois tipos de icterícia : a fisiológica, em que o tratamento não é necessário e é a mais comum; e a patológica, quando o bebê precisa de fototerapia, pois traz riscos a saúde», esclarece a médica.

A icterícia, normalmente, manifesta-se entre o terceiro e quinto dia de vida do recém-nascido, mas também pode acontecer já no primeiro dia, sendo classificada como precoce, Independentemente do tempo, a assistência médica é fundamental, «A bilirrubina não se deposita só na pele e nos olhos, podendo aparecer no cérebro e causar neurotoxicidade.

Quais são os 3 tipos de icterícia?

Dessa forma, a icterícia é classificada em icterícia pré-hepática, hepática e pós-hepática, e diversas condições estão associadas a manifestação e ao aparecimento destes tipos (1,2,5).

Quanto tempo leva para desaparecer a icterícia?

Qual o grau normal da icterícia? – A icterícia neonatal considerada normal, chamada de fisiológica, começa geralmente no terceiro dia depois que o bebê nasce e vai embora, normalmente, em até 1 mês. Sendo que, nos bebês prematuros, pode levar mais alguns dias.

Em casos que começam já nas primeiras 24 horas após o nascimento; Quando as concentrações do sangue estão acima de 20 mg/dl; Se demoram mais de duas semanas para acabar, a não ser em casos de bebês prematuros; Quando a taxa de bilirrubina está alta.

Qual nível de icterícia para fototerapia?

Risco de hiperbilirrubinemia em neonatos – O risco baseia-se nos níveis totais de bilirrubina. (Adaptado de Bhutani VK, Johnson L, Sivieri EM : Predictive ability of a predischarge hour-specific serum bilirubin for subsequent significant hyperbilirubinemia in healthy term and near-term newborns. Pediatrics 103(1):6–14, 1999. doi: 10.1542/peds.103.1.6)

1. Maisels MJ, Bhutani VK, Bogen D, et al : Hyperbilirubinemia in the newborn infant ≥ 35 weeks gestation: An update with clarifications. Pediatrics 124(4):1193–1198, 2009. doi: 10.1542/peds.2009-0329

A maior parte da bilirrubina é produzida da quebra da molécula da hemoglobina, formando a bilirrubina não conjugada (e outras substâncias). A bilirrubina não conjugada liga-se à albumina do soro, sendo então transportada para o fígado, entra nos hepatócitos, onde é conjugada com o ácido glucurônico por ação da enzima uridina difosfogluconurato glucuronosiltransferase (UGT), tornando-se hidrossolúvel.

  1. A bilirrubina conjugada é excretada para o duodeno através da bile.
  2. Nos adultos, a bilirrubina conjugada é reduzida por bactérias intestinais a urobilina e, então, excretada.
  3. Em recém-nascidos, porém, a quantidade de bactérias no trato digestório é menor, de modo que menos bilirrubina é reduzida em urobilina e excretada.

Eles também têm a enzima beta-glucuronidase, que desconjuga a bilirrubina. A bilirrubina não conjugada pode agora ser reabsorvida e reciclada na circulação. Essa via é chamada de circulação êntero-hepática da bilirubina (ver também Metabolismo da bilirubina Metabolismo neonatal da bilirrubina A transição da vida intra para a extrauterina envolve múltiplas alterações fisiológicas e funcionais.

Produção aumentada Redução na captação hepática Conjugação diminuída Excreção prejudicada Aumento da circulação êntero-hepática

Há vários meios de classificar e abordar as causas da hiperbilirrubinemia. Como a icterícia transitória é comum entre os recém-nascidos saudáveis (diferentemente dos adultos, nos quais a icterícia sempre tem o significado de disfunção), a hiperbilirrubinemia pode ser classificada em fisiológica ou patológica. ). A maioria dos casos envolve uma hiperbilirrubinemia não conjugada. Algumas das causas mais comuns de icterícia neonatal incluem

Hiperbilirrubinemia fisiológica Icterícia por amamentação Icterícia por leite materno Hiperbilirrubinemia patológica por doença hemolítica

A disfunção hepática (p. ex., causada por alimentação parenteral, provocando colestase, sepse neonatal, hepatite neonatal) pode provocar hiperbilirrubinemia conjugada ou mista. Hiperbilirrubinemia fisiológica ocorre em quase todos os recém-nascidos. A vida média mais curta da eritrócito neonatal aumenta a produção de bilirrubina; a conjugação deficiente devido à deficiência da UGT (uridine diphosphate-glucuronosyltransferase) diminui a depuração; e o baixo nível de bactérias intestinais, combinado com o aumento da hidrólise da bilirrubina conjugada, aumenta a circulação êntero-hepática.

Os níveis de bilirrubina se elevam para 18 mg/dL (308 micromol/L), até o 3º ou 4o dia de vida (7 dias nos recém-nascidos asiáticos), e diminuem a seguir. Icterícia da amamentação aparece em um sexto dos lactentes durante a primeira semana de vida. A amamentação aumenta a circulação êntero-hepática da bilirrubina em alguns lactentes que diminuíram a ingestão de leite e que tiveram desidratação ou baixa ingestão calórica.

O aumento da circulação êntero-hepática também pode resultar da redução bacteriana intestinal que converte a bilirrubina a metabólitos não reabsorvíveis. Icterícia pelo leite do peito é diferente de icterícia pela amamentação. Aparece após os primeiros 5 a 7 dias de vida, com pico por volta de 2 semanas.

Icterícia aparece nas primeiras 24 h, após a primeira semana de vida, ou demora > 2 semanas Bilirrubina total no soro aumenta > 5 mg/dL/dia (> 86 micromol/L/dia) Bilirrubina sérica total é > 18 mg/dL (> 308 micromol/L/dia) O lactente mostra sinais ou sintomas de doença grave

Algumas das causas patológicas mais comuns são História da doença atual deve referir idade, início e duração da icterícia. Sintomas importantes associados incluem letargia e alimentação deficiente (sugerindo possível icterícia nuclear), que podem evoluir para estupor, hipotonia ou convulsões e, eventualmente, hipertonia.

  1. Padrões de alimentação podem sugerir possível amamentação ou alimentação insuficientes.
  2. Portanto, a história deve incluir com o que o lactente está sendo alimentado, a quantidade e a frequência, o aspecto da urina e das fezes (possível amamentação ou alimentação deficientes), se o lactente suga bem o peito ou a mamadeira, se a mãe sente que o leite é suficiente e se a criança engole bem durante as refeições e mostra-se satisfeita após as refeições.

A revisão dos sistemas deve verificar os sintomas referentes às causas, incluindo desconforto respiratório, febre e irritabilidade ou letargia (sepse); hipotonia ou alimentação deficitária (hipotireoidismo, disfunção metabólica) e episódios repetidos de vômitos (obstrução intestinal).

A história clínica deve focar infecções maternas (infecções por toxoplasmose, outros agentes patogênicos, rubéola, citomegalovírus e herpes simples ), disfunções que podem provocar o aparecimento de hiperbilirrubinemia precoce (diabetes materna), fator Rh e grupo sanguíneo materno (incompatibilidade sanguínea materno-fetal) e história de parto prolongado ou difícil (hematoma ou trauma por fórceps).

A história familiar deve observar doenças hereditárias conhecidas que podem causar icterícia, incluindo deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) ou outras deficiências enzimáticas de eritrócitos, talassemias, esferocitose e também qualquer história de irmãos que tiveram icterícia.

Ao analisar os medicamentos previamente utilizados, deve-se analisar especificamente os fármacos que podem promover icterícia Devem ser revistos o aspecto clínico geral e os sinais vitais. Observar na pele a extensão da icterícia. Pressão suave da pele pode revelar a presença da icterícia. O exame físico ajuda a focalizar sinais das disfunções causais.

A inspeção do aspecto geral pode revelar pletora (transfusão materno-fetal), macrossomia (diabetes materna), letargia ou irritabilidade extrema (sepse ou infecção) e quaisquer aspectos dismórficos, como macroglossia (hipotireoidismo), achatamento da raiz nasal ou prega epicantal bilateral (síndrome de Down).

  • No exame da cabeça e do pescoço, observar a existência de qualquer ferimento e edema do couro cabeludo, sugestivos de cefaloematoma.
  • No exame dos pulmões, observar estalidos, roncos e ruídos aéreos diminuídos (pneumonia).
  • No abdome, distensão, massas (hepatoesplenomegalia) ou dor (obstrução intestinal).

No exame neurológico, sinais de hipotonia ou fraqueza (disfunção metabólica, hipotireoidismo, sepse). Os achados a seguir são particularmente preocupantes:

Icterícia no primeiro dia de vida Bilirrubina total > 18 mg/dL (> 308 micromol/L) Taxa de elevação da bilirrubina total > 0,2 mg/dL/h ( > 3,4 micromol/L/h) ou > 5 mg/dL/dia (> 86 micromol/L/dia) Concentração da bilirrubina conjugada > 1 mg/dL ( > 17 micromol/L) se hiperbilirrubinemia < 5 mg/dL (< 86 mcmol/L) ou > 20% da hiperbilirrubinemia (sugestivo de colestase neonatal) Icterícia após 2 semanas de idade Letargia, irritabilidade, desconforto respiratório

A icterícia que aparece nas primeiras 24 a 48 h ou que persiste por > 2 semanas tem maior probabilidade de ser patológica. A icterícia que não se torna evidente após 2 ou 3 dias é mais consistente com a fisiológica, pela amamentação ou pelo leite do peito. Uma exceção é a hipossecreção de bilirrubina devido a fatores metabólicos (p. ex., síndrome de Crigler-Najjar, hipotireoidismo, fármacos) que demoram 2 a 3 dias para se tornarem evidentes. Em tais casos, a bilirrubina atinge o pico na primeira semana, acumula uma taxa < 5 mg/dL/dia (< 86 micromol/L), e pode permanecer em evidência por um período prolongado. Como atualmente a maioria dos recém-nascidos recebe alta da maternidade em 48 h, muitos casos de hiperbilirrubinemia são diagnosticados apenas após a alta. Suspeita-se de hiperbilirrubinemia pela cor do lactente e confirma-se pela medição de bilirrubina sérica. Técnicas não invasivas para medir os níveis de bilirrubina em lactentes, incluindo técnicas transcutâneas e baseadas em fotografia digital, são cada vez mais utilizadas e se correlacionam bem com os níveis séricos de bilirrubina. O risco de hiperbilirrubinemia baseia-se nos níveis da vilirrubina total para a idade. A concentração de bilirrubina > 10 mg/dL ( > 171 micromol/L) no recém-nascido pré-termo ou > 18 mg/dL ( > 308 micromol/L) no recém-nascido a termo justifica exames diagnósticos adicionais, incluindo hematócrito, esfregaço de sangue, contagem de reticulócitos, teste de Coombs direto, concentrações de bilirrubinas séricas total e direta, tipagem do grupo sanguíneo e Rh materno e do recém-nascido. Outros testes, como culturas de sangue, urina e líquido cefalorraquidiano para afastar sepse e medidas dos níveis enzimáticos das eritrócitos para detectar causas incomuns de hemólise, podem estar indicados pela história e pelo exame físico. Esses testes também podem ser indicados a quaisquer recém-nascidos com nível de bilirrubina inicial > 25 mg/dL ( > 428 micromol/L). O tratamento da hiperbilirrubinemia é direcionado para a doença de base. Além disso, pode ser necessário tratamento para a hiperbilirrubinemia. Icterícia fisiológica costuma não ser clinicamente significativa e se resolve em 1 semana. Fórmulas usadas na alimentação podem reduzir a incidência e a gravidade da hiperbilirrubinemia, porque aumentam a motilidade gastrintestinal e a frequência das evacuações, minimizando portanto a circulação êntero-hepática da bilirrubina. O tipo da fórmula não parece ser importante para o aumento da excreção de bilirrubina. Icterícia do leite do peito pode ser prevenida ou reduzida aumentando-se a frequência das mamadas. Em recém-nascidos a termo com icterícia precoce associada ao leite materno, se o nível de bilirrubina continuar a subir > 18 mg/dL ( > 308 micromol/L), a troca temporária do leite materno por fórmulas pode ser apropriada; em níveis mais elevados, pode-se indicar a fototerapia. A suspensão do aleitamento materno é necessária por apenas 1 ou 2 dias, e a mãe deve ser encorajada a continuar estimulando a secreção do leite do peito regularmente, para que ela possa reassumir a amamentação assim que os níveis de bilirrubina do neonato começarem a diminuir. Ela também deve assegurar-se de que a hiperbilirrubinemia não provoca qualquer prejuízo e que ela pode reassumir a amamentação com segurança. Não é aconselhável suplementar com água ou glicose, o que pode interromper a produção do leite materno. O tratamento definitivo da hiperbilirrubinemia envolve

Fototerapia Exsanguinotransfusão

Esse tratamento vem se mantendo como padrão, usando mais comumente luz branca fluorescente. (Luz azul, comprimento de onda de 425 a 475 nm, é mais eficiente para fototerapia intensiva.) Fototerapia é o uso da luz para fotoisomerizar bilirrubina não conjugada, transformando-a em formas mais hidrossolúveis e que possam ser excretadas rapidamente pelo fígado sem glucuronidação. Fornece um tratamento definitivo da hiperbilirrubinemia neonatal e evita icterícia nuclear. (Ver também o relatório técnico da American Academy of Pediatrics sobre o uso da fototerapia para prevenir a hiperbilirrubinemia neonatal grave em neonatos com ≥ 35 semanas de gestação.) Para lactentes nascidos ≥ 35 semanas de gestação, a fototerapia é uma opção quando a bilirrubina não conjugada for > 12 mg/dL ( > 205,2 micromol/L) e pode ser indicada quando a bilirrubina não conjugada for > 15 mg/dL (257 micromol/L) em 25 a 48 h, 18 mg/dL (308 micromol/L) em 49 a 72 h e 20 mg/dL (342 micromol/L) em > 72 h ( Risco de hiperbilirrubinemia em neonatos Risco de hiperbilirrubinemia em neonatos ). A fototerapia não é indicada na hiperbilirrubinemia conjugada.